Divorciei-me do meu marido repugnante, casei-me com o seu irmão diabólico - Capítulo 456
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- Capítulo 456 - 456 Capítulo 456 456 Capítulo 456 Me dê seu telefone. Eu vou
456: Capítulo 456 456: Capítulo 456 “Me dê seu telefone. Eu vou bloquear ela mesma.”
A voz de Vernon era exigente, cheia de impaciência. Ele estava muito irritado, e Chloe entendia o que causava isso.
Ela sabia que Vernon tinha muito ressentimento e raiva em relação à sua mãe. Chloe presenciou como Dorothea nunca realmente se importou com Vernon enquanto ele crescia e como ela sempre se ocupava em ficar bêbada e gritar como uma louca para todos na mansão da família Gray.
Dorothea e Vaughn brigavam muito, e Chloe tinha que abraçar Vernon com força sempre que ele chorava. Apesar de sua arrogante postura de jovem mestre, o Pequeno Vernon ainda era um garoto vulnerável que ficava chateado sempre que via seus pais gritando um com o outro.
Chloe também se lembrou do primeiro dia em que entrou na mansão da família Gray. Vernon estava correndo pelo corredor, batendo em vasos caros enquanto tentava chamar a atenção de Dorothea. Mas a reação de Dorothea foi demais. Ela começou a amaldiçoá-lo como amaldiçoar um adulto, chamando-o de bastardo e fedelho, e até disse para ele morrer porque ninguém o queria.
Vernon ficou parado, ele não chorou, mas encarou sua mãe com ódio.
Quando Chloe viu aquele ódio nos olhos de Vernon, ela percebeu que ele deve ter sido privado de amor já que foi criado em um ambiente tão hostil.
Chloe pensou que as palavras duras de Dorothea naquela época eram apenas porque ela estava sob influência. Mas Chloe nunca a viu sem uma garrafa de bebida alcoólica na mão esquerda. Ela até a pegou usando heroína de vez em quando.
Dorothea era uma bagunça, então Chloe desistiu de tentar conectar a filha e o filho e decidiu criar Vernon por conta própria.
A memória de Chloe voltou àquele momento em que Vernon, então com sete anos, lhe contou algo chocante;
–
“Grande irmã Chloe, eu desejo que minha mãe e meu pai morram,” disse Vernon inocentemente.
Chloe fez uma pausa por um momento, mas não se assustou, pois já tinha cuidado de muitas crianças pequenas em seu bairro como meio período na escola secundária.
Crianças e crianças da idade de Vernon costumavam dizer coisas inesperadas sem perceber.
Então ela perguntou calmamente, “Por que você pensa assim? O que há de errado?”
“Hum… porque eles continuam me dizendo para morrer, então eu quero que eles morram também,” Vernon respondeu, ainda com inocência.
…
Chloe respirou fundo. Ela ainda tentava manter a calma.
“Vernon, você sabe o que significa a morte?” ela perguntou, e Vernon respondeu balançando a cabeça.
“Bem, morrer significa que sua mãe e seu pai não estarão mais com você. Eles irão para algum lugar bem longe e nunca mais voltarão. Você quer que isso aconteça?”
Os olhos de Vernon se iluminaram ao ouvir essa explicação, “Então eu quero que a mamãe e o papai morram! Eu realmente quero que eles morram!” Vernon cantarolou alegremente. “Grande irmã, posso ficar com você se a mamãe e o papai morrerem? Eu quero ficar com você para sempre!”
…
—
Chloe encarou Vernon, que estava tentando intimidá-la. Ela estava com medo, é claro. Mas ela sentia que bloquear Dorothea não resolveria nada, especialmente quando Chloe acreditava que Dorothea estava sinceramente tentando fazer as pazes com Chloe… e consigo mesma.
“Ela não é tão ruim quanto você pensa que é,” Chloe murmurou.
Vernon zombou. Ele realmente não tinha vontade de discutir com Chloe agora, especialmente quando era óbvio que ele estava certo.
Chloe sempre era movida pela emoção, então era fácil enganá-la, especialmente com um manipuladora como Dorothea.
“E por que você pensa assim? O que a torna boa?” Vernon levantou o queixo e cruzou os braços na frente do peito. Era óbvio que nada mudaria sua opinião agora.
Porém, Chloe ainda queria dizer algo para Vernon pensar.
“Vernon, sua mãe também é vítima de abuso grave por parte de seu pai. Ela não é diferente de mim,” disse Chloe.
Vernon ficou furioso no momento em que Chloe disse aquilo. Ele agarrou os braços de Chloe e os apertou até ela gemer de dor.
“V—Vernon, solte….”
“Escute, Chloe,” a voz de Vernon estava um pouco rouca porque ele estava segurando sua raiva. Seus olhos de falcão olhavam para Chloe como se ele estivesse prestes a fazer algo muito desagradável em breve.
“Não ouse comparar-se com Dorothea,” ele disse. “E daí se ela foi abusada naquela época? Ela ainda descontou todo aquele abuso em mim como vingança só porque eu era apenas uma criança indefesa.”
“Você já gritou com Mackie— dizendo a ela para morrer e apodrecer no inferno? Você já empurrou ou bateu em sua filha com uma garrafa de cerveja só porque Vincent fez o mesmo com você?! VOCÊ FEZ ISSO?!” As emoções de Vernon começaram a ficar fora de controle quando ele se lembrou de todos os abusos que sofreu nas mãos de Dorothea.
O rosto de Chloe empalideceu instantaneamente. Ela não estava na mansão Gray 24/7, então ela não sabia até onde chegava o verdadeiro abuso que o Pequeno Vernon sofreu.
Ela apenas pensou que— pelo menos, no mínimo— Dorothea nunca abusou fisicamente de Vernon.
E ela estava errada, ao que parece.
“Ela me bateu muitas vezes, Chloe, especialmente quando eu tinha apenas cinco ou seis anos. Você nunca soube e eu nunca contei porque só não queria que você soubesse,” acrescentou Vernon. “Então não se atreva a se comparar com aquela bêbada. Isso me enoja. Você entende?”
…
“EU DISSE, VOCÊ ENTENDE?!” Vernon levantou a voz, e Chloe assentiu devagar.
Os olhos dela já estavam embaçados de lágrimas, e ela tremia, “E—Eu entendo, desculpa….” Chloe murmurou. Ela baixou a cabeça, com medo de encarar Vernon neste momento.
Seu rosto… parecia que ele logo poderia ser o segundo Vincent, e isso a aterrorizava muito.
Vernon percebeu o que havia feito.
Ele soltou rapidamente as mãos dos braços de Chloe. Deu alguns passos para trás para dar espaço para Chloe respirar.
“Desculpe, eu— Eu fiquei com muita raiva….” Vernon admitiu. Ele tentou abaixar a voz para não parecer intimidador. A última coisa que ele queria ver era Chloe chorar. “Eu não quis assustar ou machucar você, é só que… sempre que falamos sobre minha mãe, não consigo deixar de ficar com raiva.”