Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 90
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- Capítulo 90 - 90 Pilares do Novo Mundo 90 Pilares do Novo Mundo Violeta
90: Pilares do Novo Mundo 90: Pilares do Novo Mundo Violeta deixou o escritório de Adele, saindo para o corredor principal da enfermaria. O ambiente médico estéril e polido se estendia à sua frente, e ela não conseguia evitar que seu olhar vagasse.
Até agora, o escritório de Adele tinha sido seu único ponto de contato dentro da enfermaria, mas agora, a curiosidade a consumia. O que acontecia no resto do prédio? Por que eles construíram tanto espaço se o escritório de Adele era o único lugar de que ela precisava para curar seu ferimento?
Seus olhos pousaram no elevador a poucos passos à frente, com suas portas metálicas e elegantes brilhando sob as luzes fluorescentes brilhantes. Ele se destacava como um farol, quase a desafiando a apertar o botão.
Quem tinha acesso àqueles andares superiores? Eram reservados apenas para os alunos de elite? Casos especiais? Violeta estava tão malditamente curiosa, o mistério a consumindo. Maria também não havia falado sobre essa parte da enfermaria, e Violeta se encontrava querendo saber mais.
No final, sua curiosidade venceu e Violeta decidiu pegar o touro pelos chifres e explorar a área. Infelizmente, ela mal conseguiu dar dois passos em direção ao elevador quando uma mão firme alcançou, agarrando seu braço. Violeta girou, seu coração acelerando quando ela ficou cara a cara com uma Adele de aparência severa.
“O que diabos você pensa que está fazendo?” A voz de Adele era áspera e cortante, cortando o silêncio como uma lâmina.
Tudo aconteceu de repente e Violeta foi pega de surpresa pela intensidade do tom dela. Ela não pôde evitar gaguejar, “C—consulta.”
“O quê?” A expressão de Adele se fechou enquanto ela apertava o grip.
“Eu deveria ter minha consulta semanal obrigatória hoje,” Violeta esclareceu, sua voz saindo menor do que ela pretendia.
“A que horas?” Adele pressionou, seus olhos se estreitando.
“18h.”
Adele olhou para o relógio na parede, sua expressão endurecendo. “Ainda não são 18h, Violeta Roxa.”
Violeta engoliu, perturbada pelo olhar penetrante de Adele. A mulher tinha um jeito de fazê-la sentir como se tivesse feito algo terrivelmente errado, mesmo quando não tinha.
“Eu pensei… Eu pensei que verificaria as instalações antes da minha consulta,” Violeta explicou nervosamente. “É minha primeira vez afinal. Eu não queria me perder a caminho.”
Os olhos de Adele se estreitaram ainda mais, a incredulidade estampada em seu rosto. “Bem, ainda não são 18h, e você não vai se perder. Além disso,” ela acrescentou, “estou cancelando sua consulta hoje. Eu já te avaliei ontem, e você está bem. Não há necessidade de fazer qualquer avaliação médica. E se não me engano, você deveria estar a caminho da aula agora.”
Violeta a encarou, franzindo a testa. Algo não estava certo. O tom de Adele estava muito severo, muito insistente. Era como se ela estivesse tentando ativamente tirá-la da enfermaria. Por quê? Essa era a pergunta.
“O quê?” Adele retrucou, pegando o olhar escrutinador de Violeta. “Por que você está me olhando assim?”
“Você não me quer aqui,” Violeta disse lentamente, sua voz sondando. “Por que você não me quer aqui? Por quê? O que está acontecendo?”
Adele ignorou a pergunta completamente, seu tom pingando com sarcasmo enquanto dizia, “Parece para mim que você gosta de punição. Devo adicionar seu nome à detenção? Talvez você gostasse de passar um bom tempo com os delinquentes desta escola.”
Violeta manteve seu olhar, buscando no rosto de Adele qualquer fissura, qualquer indício da verdade, mas a mulher tinha uma expressão tão impassível que ela não conseguiu captar nada. Ela era ainda pior que Asher.
Finalmente, Violeta soltou um suspiro resignado e disse, “Tudo bem, vou para a aula. Mas não pense que isso acabou. Vou chegar ao fundo do que está acontecendo nesta escola.”
Mas Adele rosnou, “Talvez, coloque essa energia em encontrar uma maneira de derrotar os jogos de Asher.”
Merda. Isso foi um golpe baixo. Violeta ficou rubra de raiva. Virando-se nos calcanhares, ela já havia começado a sair só para a mão de Adele se prender novamente em seu braço.
“Na próxima vez que você tiver uma consulta obrigatória,” Adele disse, seu tom frio e autoritário, “venha me ver, e eu cuidarei disso. Se eu não estiver por perto, vá a qualquer um dos alfas cardinais. Eles vão tratar disso. Você me ouve?”
Violeta abriu a boca para argumentar, mas o tom de Adele se tornou ainda mais autoritário. “Você me ouviu?”
“Tudo bem! Ok!” Violeta respondeu, sua voz elevada em exasperação.
“Bom,” Adele disse secamente. “Agora vá.”
Sem dizer outra palavra, Violeta puxou seu braço e caminhou em direção às portas giratórias. Justo antes de sair, ela olhou para trás.
Para seu choque, Adele ainda estava lá, de braços cruzados, seu olhar aguçado fixo nela como um falcão observando sua presa, garantindo que ela não tentasse se esgueirar de volta.
Ninguém nesta academia era normal, Violeta murmurou para si mesma enquanto saía pelas portas giratórias que se abriram com um sibilar, e o ar frio lá fora a atingiu como um tapa, contrastando muito com o calor estéril da enfermaria.
Algo não estava certo sobre a enfermaria ou a Academia Lunaris em geral. Violeta pensou enquanto cruzava a pequena estrada que levava ao prédio da escola. Nada sobre o que aconteceu antes era normal.
A maneira como Adele havia insistido que ela nunca entrasse naquele elevador, seu tom severo, e o estranho ultimato de ir a um alfa cardinal para suas consultas, tudo cheirava a segredos.
Embora parecesse que Adele estava sendo apenas autoritária. Mas, internamente, Violeta não conseguia deixar de sentir que a mulher estava sendo protetora. Exceto que era o tipo de protetora que gritava que algo estava escondido. E por que envolver os alfas cardinais em seus assuntos médicos? A não ser que eles soubessem o que ela — Adele — sabia.
Se os alfas cardinais tinham as respostas, então abordá-los seria como andar numa corda bamba sobre um poço de cobras. Cada um deles era perigoso à sua maneira. Especialmente Asher.
Asher não daria isso de graça, não sem pedir para ela participar de seu jogo novamente. E ela seria tola em dar a ele permissão para mexer com sua cabeça novamente.
Alaric também nunca lhe diria. Aquele era o mais calado de todos os alfas.
Nem ela se envolveria com Roman também. O playboy poderia parecer inofensivo, mas então, quem era amigo de Asher nunca poderia ser normal. Ele provavelmente também queria algo dela.
Griffin era a chave. O brutamontes havia mostrado uma surpreendente suavidade às vezes, e ela podia usar isso a seu favor. No entanto, Violeta sabia que tinha que agir com cuidado. Griffin poderia parecer direto, mas não era estúpido, e fazê-lo se abrir não seria fácil.
Para não mencionar, os alfas cardinais eram realmente sensíveis sobre seus segredos.
Quando Violeta voltou ao prédio da escola, a primeira aula do dia já havia terminado. Os alunos estavam por toda parte, se preparando para a próxima.
Ela notou alguns olhares demorados e sussurros abafados conforme entrava no corredor, mas os ignorou. Se Lunaris lhe ensinou alguma coisa, era manter o queixo erguido, não importa o quê.
Ela olhou para o cronograma em seu telefone e, como Griffin havia dito, suas aulas haviam sido ajustadas. Sua próxima aula era História do Novo Mundo.
Violeta encontrou a classe e, ao contrário das outras vezes, decidiu sentar no assento da frente, já que os alfas cardinais gostavam do fundo. Dessa forma, ela poderia evitar enfrentar qualquer um deles.
Violeta mal terminou de se acomodar em seu assento quando alguém chamou, “Olá, Violeta.”
Ela olhou para cima e congelou. Em pé na sua frente estava uma garota impecavelmente vestida, deslumbrantemente bonita. O breath de Violeta prendeu quando o reconhecimento amanheceu, e o sangue drenou de seu rosto.
Oh, droga.
“Urm, oi… olá,” Violeta gaguejou, engolindo em seco. Era a garota que havia lhe dado a maquiagem naquele dia, a mesma garota cujo chá ela havia prometido comparecer, e falhado miseravelmente em aparecer. Droga a vida dela mesmo.
“Natalie Avax,” a garota se apresentou com um sorriso doce, estendendo a mão para um aperto de mão.
“É um prazer te conhecer, Natalie Avax….” Violeta continuou, sua voz falhando quando o peso do sobrenome a atingiu como um caminhão.
Sua mente corria enquanto ela hesitantly pegou a mão de Natalie, seu grip fraco. Ela disse lentamente, “Seu nome soa similar ao nome da empresa no meu telefone.”
“Sim, isso mesmo. A única Avax.” Natalie riu suavemente, sua risada melódica enquanto suas mãos perduravam no aperto de mão.
Violeta engoliu, sua garganta seca. “Sua família fez o telefone que eu—não, que toda a escola—usa….” Suas palavras se perderam novamente enquanto a realidade a oprimia.
Ela olhava para Natalie, atônita. Era incrivelmente difícil conseguir um bom telefone hoje em dia, e ainda assim aqui estava essa garota, descendente de uma família que praticamente controlava a comunicação no seu mundo. Violeta sempre se considerou impervious à intimidação, mas agora, na frente de Natalie Avax, ela se sentia pequena. Insignificante.
Não é de se admirar que os estudantes da Lunaris fizessem o que quisessem. Essas não eram apenas crianças, eram os filhos dos pilares do novo mundo.
E ela, Violeta Roxa, era uma ninguém.