Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 85
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- Capítulo 85 - 85 Alfas À Mesa 85 Alfas À Mesa O que você estava fazendo
85: Alfas À Mesa 85: Alfas À Mesa “O que você estava fazendo tanto tempo no banheiro? Eu quase pensei que você não ia sair e nós perderíamos o café da manhã.” Lila perguntou a questão que estava em sua mente enquanto caminhavam em direção ao salão de café da manhã.
Claro, confie na Lila para querer saber de tudo.
“Eu simplesmente levei meu tempo.” Violeta respondeu secamente, suas bochechas ficando um pouco vermelhas.
De jeito nenhum ela contaria a Lila que teve uma visão estranha, se é que poderia ser chamada assim, ou teria sido um devaneio? A questão é que da última vez que Lila descobriu seu segredo, não terminou bem. Apesar da promessa de Lila de permanecer em silêncio desta vez, Violeta não estava prestes a arriscar. É, não vai acontecer.
“Oh, é mesmo?” Lila parecia cética, mas felizmente não insistiu.
Bom. Parecia que ela finalmente estava aprendendo quando recuar.
À medida que se aproximavam do salão de café da manhã, Violeta notou vários carros estacionados do lado de fora, mas um em particular — um elegante carro esporte vermelho — chamou sua atenção. Parecia que ela já o tinha visto antes.
“De quem é aquele carro?”
“Qual?” Lila seguiu seu olhar. “Ah, é o carro do Griffin Hale.”
Isso explicava o reconhecimento. Violeta lembrou de ter visto um modelo menor dele no quarto dele.
Lila continuou, “Pelo que ouvi, dizem que o Griffin ama seu carro mais que qualquer outra coisa. Ele até os chama de seu bebê. Uma vez, quando ele ainda estava junto com Amanda Raynes, eles brigaram e ela chutou o carro dele. Dá pra dizer que ela quase perdeu a cabeça naquele dia.”
“É mesmo?” Uma ideia travessa começou a se formar na mente de Violeta.
Alheia aos pensamentos que agitavam sua amiga, Lila perguntou, “Por que você pergunta?”
“Nada,” Violeta respondeu com um sorriso despreocupado, passando o braço pelo de Lila. “Vamos entrar, não é?”
Juntas, elas entraram no Salão Prateado, deixando para trás as conversas sobre o carro do Griffin.
Mas no momento em que Violeta e Lila entraram, a sala pareceu congelar no tempo. As conversas pararam no meio da frase, o barulho das bandejas e pratos cessou e um silêncio pesado como uma nuvem de tempestade desceu sobre o espaço.
Violeta sentiu o peso de incontáveis olhares sobre ela, seu escrutínio afiado e implacável. Lila, ao seu lado, parou abruptamente, sua confiança anterior drenando em um instante. Ela puxou a manga de Violeta, sussurrando nervosamente, “Talvez nós devêssemos—”
“Não,” Violeta disse firmemente, interrompendo-a. “Não vamos voltar atrás.”
Se eles queriam encarar, ela daria um motivo para isso. Ela se recusava a mostrar fraqueza, não agora, não depois de tudo.
À medida que avançavam pelo salão, ela podia ouvir os sussurros começarem novamente, suaves no início, depois crescendo mais altos, como um enxame de abelhas zumbindo ao fundo. Mas Violeta não se abalou. Ela deixou seu olhar varrer o quarto, desafiando qualquer um a encontrar seus olhos. A maioria desviava o olhar, intimidada por sua desafiante ousadia.
Então, sua atenção se voltou para o andar elite, e lá estava Elsie Lancaster.
A rainha reinante da Academia Lunaris estava em sua mesa, cercada por seu entourage habitual de bajuladores. Sua expressão era cuidadosamente neutra, mas seus olhos contavam uma história diferente. Eles queimavam com uma intensidade que só poderia ser descrita como ódio, um tormento de raiva e ciúmes escondido por trás de sua fachada gélida.
Violeta parou por uma fração de segundo, travando olhares com Elsie. O ar entre elas parecia crepitar com fogo e enxofre, uma guerra se travando em seus olhares.
Ao seu lado, Lila puxava seu braço, sussurrando. “Violeta, pare. Todo mundo está olhando.”
“Deixe-os olhar,” Violeta respondeu friamente, arrastando Lila consigo apesar dos protestos dela. Ela manteve a cabeça erguida, seus movimentos indiferentes. Eles queriam ver se ela se quebraria, para ver se o artigo do Oráculo a tinha afetado. Mas Violeta estava determinada a mostrar o contrário.
Com confiança inabalável, Violeta caminhou até o balcão de comida, pegou uma bandeja e se serviu. Lila a seguiu de perto, seus olhares nervosos percorrendo o quarto.
Diferente de antes, Violeta não olhou para o andar de baixo, onde os alunos não-elite se reuniam. Em vez disso, ela mirou no andar de cima, a seção elite. Se eles afirmavam que ela era da elite, talvez fosse hora de agir como tal. E se isso provocasse Elsie Lancaster no processo, tanto melhor.
Lila hesitou quando eles chegaram às escadas, olhando por cima do ombro para o andar de baixo. “Talvez a gente devesse apenas sentar lá embaixo hoje?” ela sugeriu.
A tensão no salão era sufocante o suficiente e Lila não queria chegar nem perto de uma Elsie irritada.
“Não,” Violeta disse asperamente, seu tom não deixando espaço para argumentos.
Ótimo. Era a guerra das rainhas hoje.
Lila não teve escolha senão manter o passo rápido com Violeta.
No momento em que Violeta subiu as escadas, as conversas no salão atingiram um clímax. Era como se Violeta tivesse acabado de atravessar algum limite proibido, e todos estavam ansiosos para ver o que aconteceria a seguir.
E ela não decepcionou.
Ela avistou uma mesa vazia perto do centro e se dirigiu a ela. Lila a seguiu, parecendo mais uma coelhinha assustada do que uma elite. Não que ela fosse uma. Ainda.
Ao se aproximarem da mesa, a moral de Violeta despedaçou instantaneamente. Seus passos vacilaram e ela quase perdeu o equilíbrio. Seus olhos se arregalaram ao perceber o porquê, porque sentados a algumas mesas de distância estavam os quatro alfas cardinais.
Alaric, Griffin, Roman e, claro, Asher.
Eles estavam todos lá, suas figuras imponentes impossíveis de ignorar. Alaric folheava um livro, seus olhos inteligentes lançando um olhar breve. Griffin recostava na cadeira, braços cruzados, seu olhar curioso. Roman usava seu sorriso característico, como se soubesse de um segredo que ninguém mais sabia. E Asher… Asher era o pior de todos. Ele sentava com sua costumeira arrogância calma, seus olhos acompanhando preguiçosamente os movimentos de Violeta.
Por um momento, Violeta congelou. A ousadia que ela havia construído com tanto cuidado parecia vacilar sob o escrutínio combinado deles. Mas ela rapidamente se recompôs, endireitando a postura e erguendo o queixo.
Ela avançou e conseguiu chegar à mesa vazia e colocou sua bandeja, ignorando as batidas de seu coração. Lila também seguiu, seus movimentos rígidos e desajeitados.
Este seria um café da manhã desconfortável.