Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 80
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80: Participe da Casa Leste 80: Participe da Casa Leste Violeta encarava Griffin, com muitos pensamentos passando por sua mente. A vantagem do Oráculo sobre os alfas, os supostos governantes do seu mundo, era ao mesmo tempo intrigante e perturbadora.
Ela sempre considerou o Oráculo um fofoqueiro, mas agora, a realização de que essa figura misteriosa guardava segredos poderosos o suficiente para manter até mesmo os alfas mais fortes na linha a fazia parecer mais perigosa do que Violeta jamais imaginou.
Que tipo de segredos Griffin, Alaric, Roman e Asher estavam escondendo? E se ela conseguisse desvendá-los, que tipo de dano ela poderia causar ao revelá-los?
Seus lábios se apertaram numa linha reta enquanto ela ponderava sobre as possibilidades, seu olhar voltando para Griffin, que agora a observava com um olhar entendido.
“O que quer que esteja pensando, confie em mim, é uma má ideia,” disse Griffin, segurando o próximo pedaço de pão que estava prestes a alimentá-la.
Violeta ergueu uma sobrancelha, recostando-se contra os travesseiros. “O que você acha que estou pensando?”
Griffin inclinou a cabeça levemente, estudando-a. “Você é uma mulher orgulhosa e forte, o que significa que provavelmente está tramando uma maneira de contatar o Oráculo, desenterrar os segredos de Asher e planejar sua vingança.”
Ela piscou surpresa, pega de guarda baixa por sua suposição precisa. “Adele te contou?”
Griffin riu, balançando a cabeça. “Adele não precisava me contar nada. Este é o meu quarto. Ouvi tudo do outro cômodo.”
“Oh,” murmurou Violeta, a realização caindo sobre ela. Ela sentia um leve rubor subindo às suas bochechas com o pensamento de ele ter ouvido tudo. Ela tentou esconder olhando para longe, mas a expressão divertida de Griffin dizia que ele tinha percebido.
Griffin quebrou um pedaço de pão e o levou aos lábios dela. “Coma,” ele disse simplesmente, seu tom firme, porém estranhamente gentil.
Violeta obedeceu, engolindo a última mordida, e enquanto Griffin levantava a tigela de sopa restante até ela, ela a pegou e bebeu tudo em silêncio. O calor da sopa se espalhava por ela, mas não aliviava as questões e planos em sua mente.
Griffin tinha perdido um fato crucial em sua análise: o que o fazia pensar que Asher era o única pessoa contra quem ela queria vingança?
A memória de como ele tinha sido brusco com ela no primeiro dia ainda estava fresca em sua mente. Ainda que a atitude dele em relação a ela tivesse melhorado desde então, ela não tinha esquecido, e certamente não tinha perdoado. De uma forma ou de outra, ele pagaria por aquilo.
Terminando seu prato, Violeta alcançou as louças, com a intenção de limpá-las, mas Griffin interceptou-a com facilidade.
“Deixe que eu cuido disso,” disse ele, já removendo a bandeja da cama e recolhendo os pratos vazios.
Enquanto ele se movia em direção à escrivaninha para colocar tudo, Violeta disse. “Se eu lhe pedisse para se vingar de Asher, você faria isso por mim?”
Griffin congelou a meio passo, claramente pego de surpresa pela pergunta. Após um momento, ele continuou a colocar o prato de lado, mas o ar entre eles havia mudado. Voltando ao lado da cama, ele sentou-se, sua expressão séria enquanto olhava para ela.
“Eu poderia socá-lo,” começou Griffin, sua voz equilibrada. “Espancá-lo impiedosamente. E enquanto isso poderia te satisfazer por um momento, confie em mim quando digo que a dor física não incomoda Asher. Mas há algo que sim.”
Intrigada, Violeta inclinou um pouco a cabeça. “O que é?” ela perguntou cautelosamente.
“Você,” Griffin respondeu sem hesitação.
Violeta o encarou, suas sobrancelhas se franzindo em descrença. “Você está brincando comigo agora?”
Mas o olhar de Griffin não vacilou enquanto dizia. “Asher desenvolveu uma obsessão doentia por você, assim como fez com Lucille—”
“Quem é Lucille?” Violeta interrompeu, sua curiosidade despertada pelo nome.
Griffin ignorou sua pergunta, continuando como se ela não tivesse falado. “Eu sou proibido de te contar tudo, mas confie em mim nisso: algo significativo vai acontecer em breve no Lunaris. Quando acontecer, você terá que fazer uma escolha. Escolha a minha casa.”
Seus olhos se estreitaram enquanto ela tentava decifrar o significado dele. “E por que eu faria isso?”
Griffin inclinou-se levemente e disse em um tom baixo. “Porque nada irritaria mais Asher do que perder você de seu domínio. Se você estiver sob minha casa, a influência dele sobre você diminuirá bastante, e eu a protegerei dele. É assim que você consegue sua vingança, Violeta. É assim que você vence.” Ele franzia o cenho enquanto acrescentava, “Pelo menos por enquanto.”
Violeta não respondeu imediatamente, pensando sobre suas palavras que estavam envoltas em camadas de mistério e suspeita. Griffin chamou o nome de Lucille. E se ela lembrava corretamente, Alaric tinha dito que estava acontecendo novamente.
Violeta era esperta e conseguiu montar o quebra-cabeça. Lucille tinha que ser a anterior a ela. A ‘primeira’ que aconteceu. E agora, ela era a ‘segunda.’ Era no mínimo perturbador.
“Até lá,” disse Violeta de forma seca, cortando o rastro dos próprios pensamentos.
Griffin abriu a boca para protestar, claramente insatisfeito com a resposta vaga dela. Mas ele se conteve, percebendo os sinais de aviso no tom dela. Ele não podia pressioná-la demais ou arriscar fazê-la desconfiar dele.
O silêncio entre eles era pesado. No entanto, seus olhos ficaram em Griffin, estudando-o. Objetivamente, ele era extremamente bonito. Ombros largos, uma linha da mandíbula forte e um quadro poderoso que praticamente gritava dominação—ele era o homem dos sonhos para a maioria das mulheres.
“Você não é tão burro quanto as pessoas pensam,” ela comentou com um tom neutro.
Griffin levantou uma sobrancelha. “Também não sou tão inteligente quanto Asher ou Alaric, nem tão astuto quanto Roman.”
Os lábios de Violeta se curvaram em um sorriso irônico. “Asher é um psicopata, Alaric é um imbecil, e Roman é completamente louco.”
“E eu sou o quê?” ele perguntou, seu tom leve, mas seus olhos revelando um brilho de esperança.
“Você é forte.”
Seus olhos se arregalaram levemente, a esperança brilhando em sua expressão, apenas para vacilar quando Violeta acrescentou, “E um valentão.”
Griffin riu, os cantos de sua boca tremendo para cima. “Justo.”
Ela inclinou a cabeça, um leve sorriso brincando em seus lábios. “Mas você é um valentão com coração. Não posso dizer o mesmo dos outros.”
O olhar de Griffin suavizou, uma expressão inexplicável cruzando seu rosto. “Você é uma mulher muito complicada de entender.”
“Não é essa a parte excitante?” Violeta rebateu. “Todos os homens não adoram um bom desafio?”
“Oh, nós adoramos,” Griffin respondeu, sua voz carregando um tom que sugeriu que ele estava ainda mais intrigado por ela agora do que antes.
Violeta sentiu calor subir às suas bochechas, e não ajudava que memórias do incidente anterior surgissem involuntariamente bem naquele momento.
Ela limpou a garganta de forma desajeitada e disse, “Sobre mais cedo… Eu sinto muito por… sabe, beijá-lo.”
“Não sinta,” disse Griffin, “Não quando eu gostei do beijo.”
O queixo de Violeta caiu, seus olhos arregalados com a descrença. “Você… gostou?”
Griffin deu de ombros suavemente. “Mais ou menos. Não que eu tenha gostado de beijar você naquele… estado de embriaguez, mas ainda assim foi bom.” Ele fez uma pausa, depois acrescentou com um sorriso envergonhado, “Acho que este é o momento em que devo parar de falar.”
“Realmente é,” Violeta murmurou, seu rosto queimando de vergonha.
Para desviar a conversa da tensão embaraçosa, Violeta disse, “Me fale sobre sua família. Você mencionou que tem dois pais.”
“Sim, tenho,” Griffin respondeu orgulhosamente, sem hesitação ou vergonha.
Curiosa, Violeta perguntou, “A deusa acasalou sua mãe com dois homens, aposto.”
Griffin riu. “Ah não, a deusa não. Minha mãe escolheu eles.”
As sobrancelhas de Violeta se arquearam. “Oh, uau.” Ela ficou tanto impressionada quanto intrigada, ainda mais uma pergunta se formou em sua mente. “Um dos seus pais deve ser um Alfa, certo? Como ele lida com o compartilhamento de sua mãe com outro homem?”
“Aí que você se engana,” Griffin disse, um sorriso sábio se espalhando por seus lábios. “Minha mãe é a Alfa.”
“Oh?… Oh.” A realização amanheceu em Violeta, e seu queixo relaxou levemente.
Era quase inacreditável. Uma mulher era a Alfa da Casa Leste—a maior matilha de lobisomens da região Leste. O conceito era impressionante. A maioria das tradições lobisomens eram profundamente patriarcais, com homens dominando posições de poder. Mas ali estava Griffin, filho de uma Alfa feminina.
Griffin acrescentou, “Quanto a como ela gerencia seus dois maridos, talvez você devesse considerar sério se juntar à Casa Leste para descobrir.”
O rosto de Violeta esquentou instantaneamente, e seu coração batia com força no peito. As palavras de Griffin pareciam carregadas de significado, e o modo como ele sustentava o olhar dela não ajudava. Por um momento, seus olhos baixaram para os lábios dele, e uma tensão aquecida encheu a sala, densa e carregada.
Parecia que eles poderiam se beijar novamente, o ar entre eles teso com possibilidade. Mas logo quando o momento ameaçava estalar, Griffin foi quem quebrou a conexão.
Levantando-se da cama, ele disse nervoso, “Você deveria descansar. Boa noite, Violeta.”
Ele caminhou para o outro cômodo e fechou a porta atrás de si, deixando Violeta sentada lá, seu coração acelerado e sua mente girando.
O que diabos acabou de acontecer?