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Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 79

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  3. Capítulo 79 - 79 Ver a Luz do Dia 79 Ver a Luz do Dia Os olhos de Violeta se
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79: Ver a Luz do Dia 79: Ver a Luz do Dia Os olhos de Violeta se abriram, seu estômago roncando mesmo antes de sua mente conseguir lembrar completamente onde ela estava. O aroma tentador de comida preenchia seus sentidos, puxando-a da névoa do sono. Ela se sentou abruptamente, quando avistou a grande figura parada aos pés de sua cama.

“Você não precisa ter medo”, disse Griffin, com a voz calma enquanto levantava as mãos em um gesto de paz. “Eu prometo, não vou te machucar.”

O olhar de Violeta endureceu, seu tom afiado ao retrucar, “Você disse essas mesmas palavras logo antes de se juntar aos outros me intimidando naquela cerimônia de cheiro chamada.”

Griffin assentiu, um sorriso leve puxando seus lábios. “Culpado como acusado. Mas aquilo era tradição. Eu nunca te machucaria intencionalmente, Violeta.” Ele gesticulou em direção a outra pessoa no quarto, e só então Violeta percebeu que eles não estavam sozinhos.

Uma jovem mulher cujos olhos estavam cheios de curiosidade, empurrou um carrinho carregado de pratos fumegantes para mais perto da cama. O estômago de Violeta roncou alto à vista, fazendo suas bochechas queimarem de embaraço.

“Imaginei que você poderia estar com fome”, disse Griffin com um senso de realização. “E parece que eu estava certo.”

Violeta desviou o olhar, tentando esconder seu desconforto. A garota empurrando o carrinho olhou para ela com intriga mal disfarçada, seus olhos saltando entre Violeta e o Alfa como se já estivesse montando uma história escandalosa.

“Será só isso, Alfa?” a garota perguntou, sua voz hesitante mas ansiosa, claramente esperando por uma explicação para a presença de Violeta.

“Sim, será tudo”, respondeu Griffin, de forma direta.

A garota hesitou antes de se virar para sair, mas Griffin a chamou de volta de forma cortante. “E Zora.”

“Sim, Alfa?” ela perguntou, se endireitando imediatamente.

Griffin fixou seu olhar no dela, sua voz firme. “Nenhuma palavra sobre isso.”

A animação na expressão de Zora drenou em um instante, substituída por decepção. Ficou claro que ela estava esperançosa por espalhar a fofoca saborosa sabendo que certamente faria sucesso.

“Como você desejar, Alfa Griffin”, ela murmurou, seu tom subjugado enquanto saía do quarto.

Violeta exalou lentamente, balançando a cabeça. “Isso ainda não vai me impedir de aparecer nas manchetes do post do Oráculo amanhã”, ela murmurou amargamente.

Violeta já podia imaginar as manchetes mordazes. Linhagem não mente. Da filha de uma prostituta para uma prostituta ela mesma. Seu estômago revirou diante da possibilidade. Uma mega prostituta, o Oráculo poderia dizer, capaz de seduzir três Alfas de uma vez.

Talvez até incluíssem uma foto de seus momentos humilhantes com Alaric, Roman e Griffin. Só o pensamento fazia Violeta querer desaparecer. Se escrevessem isso, ela deveria se jogar de um penhasco.

Griffin a estudou por um momento antes de falar. “Você está preocupada com sua reputação”, observou ele enquanto facilmente montava a mesa de cama e colocava uma tigela de sopa e um prato de pão diante dela.

Violeta lhe lançou um olhar penetrante. “E você não estaria preocupado se estivesse no meu lugar?” Então ela resmungou, revirando os olhos dramaticamente. “Ah, certo, você é um homem com privilégios patriarcais. Mesmo que você dormisse com cem garotas ao mesmo tempo, tenho certeza que ninguém piscaria. Enquanto isso, meu gênero é perseguido pela menor indiscrição. Que sorte a sua de nascer homem.”

Suas palavras foram obviamente feitas para insultá-lo, mas Griffin não mordeu a isca. Em vez disso, ele riu, o som profundo ressoando no quarto.

“De qual distrito você é?” ele perguntou de repente.

Violeta estreitou o olhar, instantaneamente cautelosa. “Por que você quer saber?”

Griffin tomou assento ao lado da cama e se sentou. Ele se recostou levemente, sua postura relaxada. “Porque parece que você não foi educada apropriadamente em antropologia lobisomem, ou você saberia que os de nossa espécie são às vezes polígamos por natureza.”

Violeta congelou, seu corpo se tornando rígido com suas palavras.

Griffin notou sua reação, mas prosseguiu, ignorando a tensão. “Você sabe sobre o conceito de companheiros, não é?”

Claro, ela sabia sobre companheiros. Era a pedra angular da cultura lobisomem, um dos aspectos mais celebrados de sua espécie.

Companheiros destinados eram almas gêmeas, a outra metade do ser de um lobisomem, dito serem criados pela própria Deusa da Lua. O vínculo era reverenciado e sagrado, celebrado em histórias e rituais.

Antes da guerra, havia uma abundância de companheiros destinados, mas após a quase dizimação das lobas na grande Guerra, muitos perderam os seus. Era bastante infeliz que a perda de um companheiro fosse devastadora, muitas vezes levando à loucura ou morte para o lobo sobrevivente. E muitos morreram.

Desde então, encontrar um companheiro destinado havia se tornado cada vez mais raro; estava quase se tornando um mito sussurrado entre as gerações mais jovens. Alguns diziam que era o resultado da ira da Deusa da Lua, um castigo para os lobos que se casavam com humanos, a própria espécie que havia desempenhado um papel em seu genocídio.

Havia boatos, claro. Histórias de lobisomens casados com humanos, mas Violeta nunca tinha visto tal casal com seus próprios olhos.

“Sim”, ela finalmente disse. “O que tem eles?”

Griffin a estudou intensamente, um pequeno sorriso sabedor puxando os cantos de seus lábios como se testando seu conhecimento, ou, a falta dele.

“Bem”, ele começou, seu tom enganosamente casual, “você deve saber que, no passado, alguns lobisomens tinham mais de um companheiro. Não era incomum formarem laços fortes com mais de um lobo.”

Ele se inclinou ligeiramente para frente, fechando o espaço entre eles. Sua proximidade deixou Violeta instantaneamente alerta. Ela não acreditava que Griffin a machucaria – ele não fez nada para sugerir que faria – mas após os incidentes recentes, qualquer proximidade era motivo para deixá-la em alerta.

“E”, Griffin acrescentou em um tom mais baixo, sua voz quase conspiratória, “este lobo aqui pode ter até dois pais.”

Os olhos de Violeta arregalaram em choque, seu queixo praticamente batendo no chão. Sua mente acelerou com perguntas, muitas para articular de uma vez.

Isso era até possível? Como? O que ele queria dizer? Mas Griffin, como se não tivesse acabado de largar uma bomba, se recostou em seu assento, totalmente despreocupado, e continuou falando com um ar de despreocupação.

“Então, talvez você esteja ansiosa por nada,” ele disse, mergulhando um pedaço de pão na sopa na bandeja. “Lobisomens tiveram muitos consortes ao longo da história. Você não é prostituta, Violeta, é apenas o jeito da nossa espécie.”

Violeta piscou, ainda tentando processar suas palavras. “Mas eu não sou uma lobisomem,” ela disse finalmente.

Griffin assentiu em concordância. “Realmente, você não é.” Ele pegou o pedaço de pão embebido e o segurou próximo aos lábios dela, sua expressão totalmente inocente.

Violeta lançou a ele um olhar estranho, estendendo a mão para pegar o pão sozinha, mas Griffin não se mexeu. “Vamos,” ele encorajou. “Deixe-me te alimentar.”

Com um suspiro relutante, ela abriu a boca e permitiu que ele a alimentasse, mastigando lentamente enquanto lançava a ele um olhar exasperado.

“Nesse caso”, Griffin continuou, seu tom ainda leve, “se alguém se atrever a te chamar de algo ofensivo, apenas os soque. Você é boa nisso, de qualquer maneira. E depois, eu te apoiarei. Você pode aproveitar a minha glória.”

As palavras foram ditas inocentemente o suficiente, mas Violeta congelou no meio da mastigação. A frase a atingiu de uma luz completamente diferente, e ela lhe lançou um olhar que deixava abundantemente claro o que ela estava pensando.

Griffin suspirou, sacudindo a cabeça em falsa consternação. “Tire sua mente do chiqueiro, Violeta Roxa,” ele repreendeu, antes de lhe alimentar com outra mordida.

Violeta corou furiosamente, seu rosto queimando enquanto engolia. Ela não pretendia interpretar daquela forma, honestamente, ela não tinha. Mas sua mente traiçoeira foi parar lá da mesma forma.

Ela resmungou algo ininteligível com a boca cheia, ganhando uma risada abafada de Griffin.

“No entanto, se te conforta, então você deveria saber que todos presentes naquela sala de aula no momento do incidente irão manter em segredo. O Oráculo vai tecer suas histórias, claro, mas vai ser tudo apenas conspirações. Ninguém mais viu o que aconteceu. E quanto à Adele, ela é a menos provável de falar sobre seus pacientes. Confidencialidade é o seu credo.”

“Ah.” Violeta assentiu, sentindo um alívio se acomodar sobre ela. Isso realmente era confortante. Mas isso ainda não significava que ela não permaneceria alerta, esperando o pior a qualquer momento.

Griffin continuou alimentando-a com uma quantidade de cuidado e foco quase surpreendente. Era como se ele estivesse garantindo que ela comesse o suficiente para recuperar sua força. Não demorou muito antes de outro pensamento cruzar sua mente, e ela o expressou.

“Não existe uma forma de fechar o negócio do Oráculo? Você é um Alfa Cardeal. Certamente, você tem a autoridade para fazer algo a respeito, não tem?”

Griffin pausou por um momento, colocando o pão de volta no prato antes de responder. “Sim, eu tenho a autoridade,” ele admitiu. “Mas não é tão simples. O Oráculo passou anos construindo uma rede tão intrincada, que mesmo nós temos que pisar cuidadosamente ao redor dela.”

“Por que? Do que você tem medo?” Violeta perguntou, sua curiosidade aguçada.

A expressão de Griffin escureceu ligeiramente, sua voz cautelosa enquanto respondia, “Porque ela tem cada um dos nossos segredos. Segredos que nenhum de nós quer ver trazidos para a luz do dia.”

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