Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 773
Capítulo 773: Saia em Segurança
Laura e Layla finalmente podiam ver por que a Academia Lunaris era de morrer. Enquanto o mundo externo estava em caos, os estudantes da academia estavam ocupados festejando.
Festejando.
Você pode acreditar nisso?
Por outro lado, isso facilitou bastante as coisas para elas. Praticamente não havia ninguém na Casa Alpha Sul — apenas o prefeito da casa, cochilando alegremente, e alguns estudantes bêbados que haviam se aventurado ao banheiro no andar de baixo para fazer sabe-se-lá-o-que, enquanto outros se retiraram para seus quartos. Não é surpreendente. Madrugadores.
Não foi difícil invadir os aposentos de Roman. O apartamento no quarto andar cheirava a ar viciado, como se ninguém tivesse pisado ali por um tempo.
Laura e Layla não removeram a capa até terem certeza de que não havia mais ninguém lá dentro, verificando cada cômodo antes de relaxarem até um pouco.
Quando tiveram certeza de que tudo estava seguro, Laura levantou o véu.
“Certo,” ela riu, jogando-se na cama ridiculamente macia de Roman e quicando uma vez. “Isso foi muito fácil.”
Ela soltou um assobio baixo. “Caramba. Esses alfas estão vivendo no luxo muito mais do que nós.”
“Laura,” Layla advertiu com uma voz tensa, “nós viemos aqui por um motivo. Quanto mais cedo acabarmos com isso e cairmos fora daqui, melhor. Agora sai da cama.”
Laura revirou os olhos, mas deslizou para fora de qualquer maneira. “Ah, vamos lá. Você geralmente é a que pula de cabeça nas ideias estúpidas. Por que está tão tensa agora?”
Layla, já revistando a mesa de Roman, virou a cabeça. “Porque qualquer coisa pode dar errado num piscar de olhos, e eu não vou relaxar até estarmos seguras fora daqui. Você entende isso.”
“Tudo bem,” Laura disse, então resmungou baixo, “e aqui estava eu pensando que poderíamos dar uma escapadinha na festa e nos divertir um pouco antes de sair.”
Layla revirou os olhos em exasperação. Como Laura podia agir tão descuidada às vezes estava além dela. Ignorando-a completamente, virou-se e seguiu para o closet de Roman.
Laura seguiu atrás dela, apenas para seus olhos se arregalarem diante do mar de roupas que Roman Draven possuía.
“Eu sabia que esses caras viviam uma vida luxuosa, mas ver com meus próprios olhos ainda é inacreditável,” ela murmurou em descrença ao entrar no closet que parecia mais uma boutique privada do que um espaço de armazenamento.
Luzes suaves emanavam de painéis embutidos, lançando um brilho cálido sobre tudo lá dentro. As roupas de Roman estavam organizadas por tipo e ocasião, cada seção fluindo perfeitamente para a próxima.
Perto da entrada, pendiam seus uniformes e ternos sob medida, cada um envolto em capas finas de proteção. Depois seguiam suas jaquetas e camisas — sedas, cetins, e camisas abotoadas finamente ajustadas em cores ricas. Burgundis profundos, verdes esmeralda, azuis meia-noite, brancos impecáveis. Algumas eram ousadamente estampadas, enquanto outras eram cortadas justas de maneira elegante que a maioria dos homens não ousariam vestir. Mas Roman Draven não era a maioria dos homens, e tudo ficava bem nele.
Suas calças eram cuidadosamente dobradas e organizadas por cor e estilo, enquanto os sapatos ocupavam uma parede inteira — couro polido, mocassins caros, e botas elegantes, cada par projetado para chamar a atenção. Todos impecáveis, posicionados como se estivessem esperando para serem usados.
Acessórios eram impossíveis de ignorar. Relógios estavam expostos em caixas abertas forradas de veludo, cada um brilhando com extravagância. Anéis, correntes, abotoaduras, e peças de sinete estavam todos dispostos em bandejas separadas, alguns gravados e outros simplesmente ornamentais.
Mesmo na ausência dele, o perfume caro de Roman misturado com o tecido limpo pairava no espaço.
Laura coçou o lado do rosto. “Tem tanta coisa aqui que nem podemos dizer qual é a mais pessoal para ele. E se ele só veste suas roupas uma vez e troca todo dia?”
Layla bufou. “Isso é simplesmente estúpido, Laura. Não importa o quão rico alguém seja, eles não desperdiçariam recursos assim.”
…Ou será que ele faria?
A ideia só tornava as coisas mais confusas.
No final, Layla suspirou. “Acho que podemos pegar o máximo que conseguirmos. Qualquer item que Ziva sentir deve servir. Se funcionar para ela, então, ótimo.” Sua voz carregava uma nota de frustração.
Inicialmente, eles planejaram pegar apenas o menor e mais discreto item dos aposentos de Roman Draven, cuidando para não deixar nenhum sinal de arrombamento. Mas a essa altura, o plano havia mudado.
Assim, eles puxaram a bolsa dobrada com a qual tinham vindo e começaram a enchê-la com o que pudesse das coisas de Roman — camisas, acessórios, qualquer coisa que ainda pudesse carregar sua presença.
“Ooh, olha isso,” Laura disse, abrindo uma das gavetas largas com frentes de vidro. Dentro, a roupa íntima de Roman estava organizada com o mesmo cuidado indulgente que o resto do armário.
Ela puxou uma cueca elegante, esticando levemente o tecido entre os dedos enquanto a inspecionava.
“Ok,” ela disse com um assobio baixo, “Entendo o que Violeta vê nesses homens. Nossa irmã é uma cadela muito sortuda.”
“Mostre algum respeito, Laura,” Layla murmurou, arrancando a cueca da mão dela e a enfiando na bolsa. “Boa escolha, no entanto.” Ela piscou para ela.
Laura deu um sorriso de lado. Isso era divertido.
Eles não pararam por aí. Laura foi até o banheiro e pegou a escova de dentes dele, satisfação percorrendo em seu pensamento. Se algo carregava o DNA de Roman, seria aquilo.
Não demorou muito depois disso. Quando finalmente terminaram, ambas as bolsas estavam pesadas com os pertences de Roman. Quando Roman — ou qualquer outra pessoa que se importasse — percebesse, assumiriam que era um arrombamento. A ideia de que seu DNA tinha sido roubado para um ritual que Ziva se recusava a explicar nunca sequer passaria por suas mentes.
“Eu gostaria de poder fazer isso de novo.” Laura disse animadamente enquanto voltavam para a sala de estar.
Mal as palavras saíram de sua boca, ela congelou.
Layla também.
Alguém estava parado no meio da sala de estar.
E então elas perceberam ao mesmo tempo — haviam tirado o manto da invisibilidade.
Era Abel. O Beta de Roman.
Por um instante, ninguém se mexeu. Abel olhou para elas em um silêncio atônito, seu olhar caindo nas sacolas volumosas penduradas em seus ombros. Um rosnado baixo saiu de sua garganta, seus músculos se tensionando enquanto seu corpo se preparava para atacar.
Ladrões.
Layla reconheceu o aviso imediatamente. Ela levantou a mão e lançou um feitiço que atingiu Abel bem no peito, jogando-o para trás.
“Corram!” Layla gritou.