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Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 772

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Capítulo 772: Galeria de Visões

A última coisa que Adele se lembrava, tudo o que ela tinha dado a Maria eram caixas de giz de cera, lápis de desenho e papel para rabiscar suas visões. Certamente não tinta. E definitivamente não do tipo que agora cobria quase oitenta por cento de suas paredes.

Mas não foi o choque de como Maria havia transformado seu quarto em uma galeria de arte que enraizou Adele no lugar. Foi o que havia sido pintado. Porque alguém pagaria quantias obscenas de dinheiro para testemunhar isso.

As pinturas eram espessas e vívidas, uma camada caótica e assombrosa de cores pressionadas diretamente nas paredes. Camadas sobre camadas — vermelhos sangrando em azuis, pretos rasgando o dourado. As pinceladas eram frenéticas e deliberadas ao mesmo tempo, como se as próprias paredes tivessem sido forçadas a absorver as visões, em vez de apenas exibi-las. Um frio percorreu a espinha.

Por mais de um minuto, nem Adele nem Micah conseguiram desviar o olhar.

A obra de arte era macabra em seu caos. Contava diferentes histórias, mas todas elas estavam emaranhadas juntas, se entrelaçando incessantemente. Não havia um começo nem um fim claro. Apenas profecia.

Adele engoliu em seco, sua garganta estava seca, imaginando quantos dias Maria levou para fazer isso.

Oh, quem ela estava enganando. Ela sabia exatamente como isso aconteceu.

Sempre que Maria tinha um episódio, ela desenhava como alguém possuído. Ela não parava para descansar ou dormir. Não havia pensamento para comer ou beber. Só quando o desenho estava concluído, o cansaço não significava nada para ela.

Todas as suas visões eram como um feitiço, e uma vez que tomavam conta, não havia como resistir a elas.

E pelo modo como as cores foram esculpidas, sobrepostas e espalhadas na parede, Adele sabia sem sombra de dúvida que Maria havia pintado sem descanso.

“Deusa acima…” Micah finalmente respirou, aproximando-se sem perceber que estava se movendo. Seus olhos estavam arregalados, sua boca entreaberta em descrença pura. “Estas são visões,” ele murmurou, afirmando o óbvio, sua voz sussurrada como se as próprias paredes pudessem ouvi-lo.

Ele parou diante de uma seção da parede que era dolorosamente familiar.

Era uma pintura de uma multidão. Suas formas estavam distorcidas em zombarias grotescas da vida, seus corpos inclinados e retorcidos de maneiras antinaturais. Maria os tinha retratado em cores escuras e sufocantes, sombras tão espessas que pareciam apodrecer na própria parede. Órbitas oculares afundadas olhavam de volta vazias, mandíbulas esticadas demais, e saliva escorrendo em linhas espessas e obscenas de suas bocas.

Os zumbis.

Micah estremeceu. A garota os tinha visto chegando.

Ela havia capturado as criaturas perfeitamente. Uma necessidade interminável e insatisfatória queimava em seus olhos, um desejo tão brutal que parecia quase vivo. O tipo que nunca podia ser saciado, não importava quanto carne consumisse.

Perto deles, uma outra massa de figuras fugia em pânico cego. Estes foram pintados em cores mais vibrantes, traços de dourados e azuis pálidos se chocando contra a escuridão. Seus membros estavam borrados, como se estivessem em movimento, rostos torcidos em terror, bocas abertas em gritos silenciosos.

O contraste era inconfundível.

Os mortos-vivos versus os vivos.

E então havia uma imagem que eclipsava todas elas.

Uma mulher de cabelo loiro estava no centro do caos, seu braço estendido, dedos se esforçando para alcançar uma criança além de seu alcance. Seu rosto estava contorcido de desespero, olhos arregalados com um terror tão real que fez a respiração de Micah falhar. Maria havia pintado seu medo com brutal honestidade, e a emoção crua irradiando disso enviou um arrepio inquietante pela espinha de Micah.

Ele tinha visto inúmeras obras de arte em sua vida, mas nada como aquilo. Aquilo não era apenas uma pintura, mas um aviso.

Micah nem notou o quanto estava imerso na pintura até quase pular quando Adele tocou seu ombro.

“Ei,” Adele disse, estudando-o de perto. “Você está bem?”

“Sim,” Micah respirou, passando uma mão pelo rosto.

Deus. Ele estava suando.

Não que alguém pudesse culpá-lo. Quanto mais ele encarava a pintura, mais parecia que ele estava sendo puxado diretamente para ela, assistindo ao horror se desenrolar em tempo real.

“Onde está Maria?” ele perguntou.

“Alice a levou,” Adele respondeu. “A garota é uma vidente poderosa, mas não consegue controlar as visões. Eu estava no hospital quando recebi a ligação. Ela foi levada para a Matilha do Leste para treinar como usá-las.”

Micah exalou lentamente. “Se é esse o caso…” Seu olhar voltou para a parede. “Então você pode ter certeza de que este foi seu último aviso.”

“Ah, eu aposto,” Adele gemeu, passando a mão pelo cabelo. “Se ao menos algumas dessas profecias fizessem mais sentido, eu começaria a cobrar entrada.” Ela suspirou. “Pensar que Jameson e os outros viram isso e nem se deram ao trabalho de me informar.”

Micah continuou examinando as pinturas, sua expressão escurecendo. “Os humanos ainda estão insensíveis aos sinais espirituais,” ele disse suavemente. “Provavelmente descartaram como arte sem significado—apenas os devaneios de uma garota problemática…” Sua voz se desfez, os olhos de repente afiados.

Adele notou a mudança súbita em seu comportamento e franziu a testa. “O que foi, Micah?”

Mas Micah não respondeu. Ele já havia passado por ela, caminhando mais fundo no quarto até alcançar o canto estreito onde o espaço se mesclava com sua pequena cozinha.

Lá, pintada diretamente na parede, havia outra imagem.

Esta era uma pintura de um quarto. E uma pintura requintada. Linhas limpas, madeira escura e móveis caros desenhados cuidadosamente. Mas Micah a olhava como se fosse algo especial.

Adele o seguiu, inquietação subindo pela sua espinha. “O que?” ela perguntou, preocupada. “O que é isso?”

Ele não desviou o olhar. “Você não reconhece este quarto?”

Ela franziu a testa para a pintura. “Reconhecer o quê?”

Micah finalmente virou-se para ela. “O quarto de Roman Draven.”

“O quê?” Adele soltou, voltando seu olhar rapidamente para a parede.

Então ela congelou.

“…Você está certo,” ela disse lentamente. “Eu reconheceria aquela cama em qualquer lugar.”

A realização fez seu couro cabeludo formigar. Ela tocou a parte de trás do pescoço, confusão se instalando. “Mas por que Maria desenharia o quarto de Roman? Isso é estranho. Pelo que sei, ela e Roman nunca foram romanticos—”

Ela parou no meio da frase.

“Espere.”

Adele se inclinou mais perto, apertando os olhos para o extremo inferior da pintura. “Você vê isso?”

Micah agachou-se levemente, seguindo seu olhar.

Na borda da imagem, meio engolidos pela sombra e camadas de pinceladas, estavam duas figuras. Elas eram indistintas, envoltas em escuridão e posicionadas logo além da porta, como se observassem o quarto em vez de ocupá-lo.

Uma cortina de sombra parecia ocultá-las, fundindo-as na pintura, mas sua presença estava lá.

A expressão de Adele se intensificou. “Elas estão no quarto de Roman ou isso é uma visão diferente?”

Os olhos de Micah permaneceram nas figuras por um longo segundo antes de ele se virar para ela, sua mandíbula tensa.

“Onde está o beta de Roman?”

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