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Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 769

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Capítulo 769: Bruxas em Lunaris

“Você sabe, você não precisava fazer isso por mim.” Natalie Avax disse a Dion.

Eles estavam deitados na cama absurdamente grande dela, de frente um para o outro. Dion estava apoiado ligeiramente em um cotovelo, com seus rostos próximos o suficiente para que ela pudesse olhar em seus lindos olhos negros.

“Eu sei,” ele respondeu. “Mas eu quis.”

Natalie não deveria nem estar de volta à academia ainda. Todos sabiam disso. Os médicos haviam insistido que ela descansasse, e sob supervisão. Mas o hospital parecia insuportavelmente vazio e seu pai — ocupado, distante e brilhante como sempre — não estava lá.

Então ela voltou — ou mais precisamente, para passar um tempo com seu novo interesse amoroso, Dion.

Ele trouxe a ela refeições e verificou seus sinais vitais repetidamente. Estava começando a ficar irritante. Mas Natalie sabia que ele estava apenas preocupado com ela. Ele fazia companhia a ela e a fazia sentir-se menos miserável — especialmente após estar no centro das atenções de uma maneira não tão positiva.

Seu pai David Avax não se opôs à mudança dela. Ele nem ousaria. E com o lockdown em vigor, Lunaris se tornou o lugar mais seguro que ela poderia estar, protegida e selada apertadamente. Não que o lockdown o impedisse de alcançá-la se ele realmente quisesse — mas Natalie sabia que essa era a maneira dele de dar espaço a ela.

“Eu não fiz isso apenas por você,” Dion disse a ela, “Nicole tem me irritado há anos. Eu apenas aproveitei o momento para encorajá-la a se aposentar.”

“Bem, olha só pra você,” Natalie provocou. “Micah ficaria tão orgulhoso de você.”

Dion suspirou. “Não sei sobre isso.” Ele estava operando sem ordens e não sabia como seu chefe, o Oráculo original, se sentiria em relação a isso.

Natalie alcançou seu telefone e o inclinou entre eles. “Bem, se isso te faz feliz, você deveria ver os comentários.”

Ela limpou a garganta dramaticamente e começou a ler.

“‘Nicole achava que era o Oráculo, mas acabou sendo uma zumbi de fundo.’

Dion soltou um riso abafado.

“Oh, este é bom,” Natalie continuou, sua voz aquecendo com a diversão. “‘Esqueça o apocalipse, a verdadeira infecção foi o jornalismo ruim.'”

Ela riu então, uma risada verdadeira, brilhante e rica que encheu o quarto. Dion a observou de perto, satisfeito com a felicidade no rosto dela.

“Feriado zumbi parece ser um sucesso,” ela acrescentou, rolando a tela. “‘Dez de dez, sobreviveria ao lockdown de novo.'”

Natalie riu tanto que teve que largar o telefone, limpando o canto dos olhos. “Eu não deveria rir tanto. Provavelmente machuca minhas costelas.”

“Depois do que você passou, acho que você tem todo o direito à felicidade agora, Natalie.” Dion disse suavemente, puxando o cabelo dela para longe do rosto.

Natalie ficou sem palavras. Ela o encarou por um longo tempo, então sussurrou, “Obrigada,” ela quis dizer mais do que sobre o artigo dessa vez.

“De nada.”

O silêncio se instaurou entre eles, não desconfortável, apenas carregado. Há dias, Dion estava entrando e saindo do quarto dela.

As pessoas falaram. Claro que falaram. Lunaris prosperava com cochichos, afinal. Mas Natalie não se importava.

Ela não sabia o que eles eram ainda. Havia um pequeno medo persistente de que ela pudesse estar se apoiando demais nele, que o luto e o choque tivessem borrado as linhas ou que Dion pudesse estar atraído por ela por causa do nome dela. Mas Natalie se recusava a deixar o medo roubar a única coisa que ela havia encontrado que parecia real.

Ela se inclinou para frente primeiro, devagar, dando-lhe tempo para se afastar se ele quisesse.

Ele não quis.

Os lábios dela tocaram os dele em um beijo leve e cuidadoso. Apenas o suficiente para testar o momento. Dion fechou os olhos, respirando o aroma dela e saboreando como algo frágil.

Mas não foi o suficiente.

Natalie se aproximou, apagando o espaço entre eles. Ela fechou a mão no tecido da camisa dele enquanto o beijava novamente, desta vez, mais profundamente. Um som suave escapou dela, enquanto seus outros dedos se enredavam no cabelo dele, puxando-o mais perto.

Dion respondeu, mas com cuidado, mãos firmes, atento a cada respiração que ela dava.

Quando Natalie tentou se mover sobre ele, seu corpo protestando, ela sibilou de dor.

Dion afastou-se instantaneamente. “Ei—não. Não faça isso.”

Ela franziu a testa. “Isso é estúpido.”

“Não,” ele disse suavemente, afastando o cabelo dela. “Você está se curando e isso é o que importa. Não precisa apressar as coisas, Natalie. Temos tempo. Todo o tempo do mundo.”

Ela o encarou, irritada, e então suspirou, a luta se esvaindo dela. “Você é irritantemente razoável.”

“Isso me disseram,” ele disse com um pequeno sorriso.

Ele se mexeu, cuidadosamente puxando-a contra ele, um braço seguro em torno dos ombros dela. Natalie se acomodou, sua cabeça descansando contra o peito dele enquanto se aconchegavam.

Eles ficaram ali em silêncio que não durou porque o telefone de Dion tocou de repente.

Ele gemeu suavemente e estendeu a mão para o aparelho, semicerrando os olhos para a tela enquanto lia a mensagem e sua expressão mudou.

Natalie percebeu. “O que foi?” ela perguntou, levantando a cabeça do travesseiro.

Dion exalou. “Bem. Falando no diabo.” Ele olhou para ela. “É Micah. Ele e Adele estão voltando.”

Natalie engoliu em seco.

Ela sabia que esse momento chegaria, mas isso não o tornava mais fácil. Micah tinha ligado para ela durante tudo e, embora sua voz fosse calma e tranquilizadora, ela também sabia que Micah era bom em esconder suas emoções.

“Bem,” Natalie disse, tentando aliviar o clima, “Lunaris não será entediante tão cedo.”

Dion respirou. “Essa é uma maneira de dizer.”

—

Bem mais tarde naquela noite, duas figuras estavam diante dos portões imponentes da Academia Lunaris.

Layla inclinou a cabeça, os olhos se estreitando. “Você sente isso?”

Laura estendeu a mão instintivamente, os dedos roçando o ar—

Zap.

“Ai!” Ela puxou a mão de volta, franzindo a testa. “Desde quando a escola tem um feitiço?”

“A partir de agora,” Layla respondeu calmamente, se aproximando. A barreira cintilava levemente, um brilho azulado ondulando sob a superfície. Ela murmurou, impressionada. “Quem quer que tenha lançado isso sabia o que estava fazendo. Trabalho limpo.”

Laura esfregou os dedos. “Mas podemos fazer melhor. Certo?”

Os lábios de Layla se curvaram em um sorriso lento e perigoso.

“Ah, droga,” ela disse suavemente. “Nós com certeza podemos.”

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