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Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 767

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Capítulo 767: Go To Lunaris

Vila Duskmoon

Laura sentou-se ereta no momento em que a porta rangeu ao abrir. Sua irmã Layla estava parada na entrada do que costumava ser o quarto delas, sua expressão cautelosa e impossível de ler.

Laura engoliu em seco. Desde a noite em que tudo desmoronou — desde que o pai descobriu a mentira sobre Hannah — Layla havia se mudado. Ela dormia em outro lugar agora e vivia como se este quarto não existisse mais.

Assim, além dos breves e tensos encontros nos corredores ou momentos como este, quando ela vinha verificar como ela estava, Layla praticamente a tratava como uma estranha agora.

“Oi,” Layla disse finalmente.

Laura se forçou a se erguer mais contra a cabeceira, o cobertor escorregando por seus braços. “Oi.”

Houve uma pausa desajeitada.

Layla mudou o peso do corpo. “E-Eu vim ver como você está de novo. Ver como você está hoje.”

“Estou bem,” Laura disse rapidamente. A palavra saiu automaticamente. “Mesmo.”

Layla não respondeu. Seu olhar passou lentamente pelo corpo de Laura.

As cicatrizes ainda estavam lá. Haviam desbotado de um vermelho raivoso para um rosa pálido e opaco, mas marcavam a pele de Laura como um mapa de dor com linhas finas cruzando suas costas e hematomas ao longo de suas costelas.

A mandíbula de Layla se contraiu.

O pai delas, Angus, havia proibido qualquer bruxa em Duskmoon de curá-la. Ele queria que as feridas permanecessem e lembrassem a todos que ninguém mentia para ele e saía ileso.

“Você está se curando,” Layla disse finalmente, sua voz tensa. “Se for esse o caso, eu vou te deixar em paz.”

Ela se virou em direção à porta.

“Layla—espera.”

Laura se levantou da cama, ignorando o protesto agudo de seus músculos.

“Sinto muito,” ela soltou. “Tá bom? Sinto muito. Não devia ter feito você mentir. Não devia ter te arrastado para isso. Eu só—” Sua voz falhou. “Eu não queria que você se machucasse.”

Layla congelou. Lentamente, ela se virou de volta. Seus olhos estavam duros agora.

“Se machucar?” Layla repetiu. “Estar sob o domínio de Ziva já é tortura suficiente, Laura. Se tivéssemos deixado ela enfrentar seu crime, se tivéssemos contado a verdade, estaríamos livres agora.”

Laura balançou a cabeça com força. “Livre?” ela desafiou. “Você acha que estaríamos livres?”

Layla não respondeu.

“Você estaria morta,” Laura disse, as lágrimas brotando apesar do esforço para segurá-las. “Você sabe disso. Eu sei disso. Não importa o que Ziva faça, Pai sempre vai escolhê-la em vez de nós. Ela é importante para a missão dele e, ao contrário dela, nós somos descartáveis. E Ziva, eu sei, teria lembrado você disso de um jeito ou de outro.”

Sua voz quebrou completamente então.

“Não há como se livrar dela,” Laura sussurrou. “E eu preferiria sofrer todo o castigo do mundo do que perder você para sempre. Eu te amo, L.”

Por um longo momento, Layla não se moveu.

As palavras de Laura a deixaram atordoada.

Layla limpou o rosto com a parte de trás da mão, embaraçada pelas lágrimas que escorriam livremente agora.

“Sinto muito,” Laura disse novamente, “Os dias sem você têm sido um inferno. Eu não durmo. Não respiro direito. Sei que errei, mas por favor—por favor, me perdoe.”

A determinação de Layla se desfez.

Ela atravessou o quarto em três passos e puxou Laura para seus braços, segurando-a tão apertado que quase doía. Laura se derreteu nela, agarrando-a de volta com igual intensidade.

“Senti sua falta,” Layla disse rouca, sua voz enterrada no cabelo de Laura. “Senti tanto a sua falta.”

“Sinto muito, Laura,” Laura soluçou. “Sinto tanto.”

“Está tudo bem,” Layla murmurou, embora não estivesse. Nada em suas vidas estava. “Vamos superar isso. Juntas. Como sempre fazemos.”

Lentamente, elas se afastaram.

O ar entre elas ficou pesado, carregado de medo, culpa, amor, e o alívio frágil de não estarem mais sozinhas. A mão de Layla permaneceu no pulso de Laura, nenhuma delas pronta para se soltar.

Então Laura se inclinou instintivamente, testa quase tocando a de Layla, seus lábios próximos o suficiente —

Uma batida forte cortou o momento.

“Desculpe interromper…”

Ziva estava na porta, divertida.

“Ou talvez, eu não esteja,” ela acrescentou friamente.

Layla nem pensou.

“Sua vadia desgraçada,” ela cuspiu, a fúria explodindo quando ela avançou. “O que você está fazendo aqui?”

Ela avançou para cima de Ziva com a intenção de acertá-la, mas mal deu dois passos antes de Lauren colidir com ela de lado, envolvendo seus braços em torno de sua cintura e empurrando-a de volta com força.

“Layla—pare!” Lauren exigiu. “Deixe comigo.”

Layla lutou contra ela por um instante, rangendo os dentes e respirando de forma selvagem, antes de finalmente se acalmar. Suas mãos tremiam com violência contida enquanto Lauren avançava, colocando-se firmemente entre sua irmã e Ziva.

Lauren ergueu o queixo, olhos frios. “O que você quer?”

Ziva se encostou no batente da porta, braços cruzados, observando-as do jeito que alguém poderia observar crianças indisciplinadas fazendo birra.

“Calma, calma,” ela disse calmamente. “Sinceramente, vocês achariam que vim aqui para matar uma de vocês.”

Layla soltou uma risada áspera. “Dê tempo ao tempo.”

Ziva a ignorou. “Estou aqui porque tenho uma tarefa para vocês duas.”

“De jeito nenhum,” Layla respondeu instantaneamente. “Você teria que literalmente quebrar meus ossos antes de fazer qualquer coisa para você novamente.”

“Oh, confie em mim, eu adoraria,” Ziva disse docemente. “Mas infelizmente, essa tarefa vem diretamente do Pai. E ele não ficaria muito satisfeito em saber que você subitamente está incapacitada de realizá-la.”

Ela riu, dedos tamborilando contra a madeira. “Ele é bem apegado ao fato de vocês terem pernas. Faz vocês úteis.”

O ambiente ficou em silêncio.

Lauren e Layla trocaram um olhar pesado de resignação. Se era um comando de seu pai, não havia como recusar.

Layla exalou pelo nariz.

“O que é,” ela exigiu.

Ziva se endireitou, seu tom tornando-se profissional. “Vocês vão para a Academia Lunaris.”

Lauren ficou tensa. “O quê?”

“A Casa Sul,” Ziva esclareceu.

Os olhos de Layla se estreitaram. “Por que a Casa Sul?”

“Porque é onde Roman Draven reside.”

Lauren franziu a testa. “E o que você quer com ele?”

“Preciso de um item pessoal que pertence a ele para um feitiço.”

Layla zombou. “Você está brincando.”

“Você sabe como funciona,” Ziva continuou, “Itens corporais são os mais fortes. Cabelo. Sangue. Tecido. Mas eu duvido que vocês consigam algo assim com ele estando fora por um tempo agora.”

Seus olhos passaram entre elas. “Então roupas servirão ou qualquer item que vocês percebam como importante para ele.”

Lauren perguntou, curiosa. “Por que Roman e não Violeta?”

“Porque,” Ziva disse a ela, “para chegar a Violeta, passamos por seus parceiros.” Ela deu um passo adiante, sua sombra se estendendo pelo chão. “E Roman,” ela terminou, quase preguiçosamente, “é o elo mais fraco.”

Ziva recuou em direção à porta, satisfeita. “Vocês partem hoje à noite, e tentem não serem pegas.”

Ela fez uma pausa, olhando por cima do ombro com um sorriso que não prometia nada de bom.

“E sejam cuidadosas,” ela acrescentou. “Eu odiaria ter que explicar ao Pai como a pequena tarefa dele deu errado.”

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