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Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 765

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Capítulo 765: Deixe o Destino Decidir

Infelizmente—ou talvez inevitavelmente—não era só Patrick que estava passando por um acerto de contas que mudava a vida.

Vera irrompeu no bunker com força. O lugar que era para abrigar seu povo—os trabalhadores, os médicos, os lutadores treinados que haviam jurado lealdade à sua causa—estava vazio.

Joseph estava logo atrás dela, sendo ele quem a informou da situação em questão. Ele diminuiu o passo assim que ela parou bruscamente.

Fileiras de camas estreitas de bunker alinhavam as paredes, estruturas de metal nuas exceto por lençóis amassados. Armários, baús, bolsas—tudo o que deveria fazer o lugar parecer habitado havia sumido.

Por um longo momento, Vera não se moveu. Seus olhos varreram intensamente a sala, como se esperasse que as pessoas se materializassem se ela olhasse com força suficiente.

“Eles foram embora,” ela finalmente disse, sua voz plana de descrença. “Todos foram embora.”

Joseph disse com amarga diversão. “O que você esperava que eles fizessem? Você matou nossa mãe, Vera. Você assassinou Patrick. O que você achava que aconteceria?” Sua voz se quebrou de raiva. “Eles ficaram apavorados sabendo que seriam os próximos.”

Vera se virou para ele, olhos faiscando. “Eles deveriam ser leais! Eles precisavam entender o quadro maior. Sacrifícios são necessários.”

Joseph gesticulou ao redor do bunker vazio. “Bem, parabéns. Eles entenderam perfeitamente.”

Algo em Vera finalmente se quebrou e ela soltou um grito bruto e furioso, e se lançou em direção à cama mais próxima. Ela a virou de lado, a estrutura batendo ruidosamente contra o chão.

Então ela pegou um colchão solto e o arremessou pelo quarto. Lençóis, travesseiros, qualquer coisa ao alcance foi arrancada e jogada.

Joseph ficou congelado, observando enquanto ela perdia a razão.

“Covardes!” ela gritou. “Cada um deles!”

Quando a destruição não foi suficiente, ela se virou para ele.

Ela o empurrou forte no peito. Joseph cambaleou um passo para trás, se segurando.

“Você vai embora também?” ela gritou, agora histérica. “É isso? Um por um, vocês todos vão me abandonar?”

“Vera!” Joseph gritou, segurando seus pulsos.

Ela congelou ao toque dele.

Por um instante, ela o encarou, e então riu. Seus ombros tremeram enquanto o som escapava dela, selvagem e quebrado. Então, tão abruptamente quanto começou, a risada colapsou em soluços.

Lágrimas desciam por seu rosto enquanto ela se agarrava a ele, suas mãos emoldurando seu queixo mesmo quando ele tentava se afastar.

“Você não pode me deixar,” ela sussurrou desesperadamente. “Por favor. Você é tudo o que eu tenho agora. Não vá também, Joseph. Por favor.”

Joseph ficou rigidamente em seu aperto, desconforto claramente escrito em seu rosto. Ele não retribuiu o abraço, mas após uma longa e tensa pausa, ele assentiu.

“Eu não vou a lugar nenhum,” ele disse.

Seus olhos buscaram os dele. “Você tem certeza?”

Ele assentiu novamente, mais lentamente desta vez. “Tenho certeza.”

Vera fungou forte, limpou o rosto com as costas da mão e se endireitou. As lágrimas desapareceram tão rapidamente quanto surgiram. Sua coluna se endireitou enquanto sua expressão suavizou-se em uma fria compostura, como se o colapso nunca tivesse acontecido.

“Bom,” ela disse rapidamente.

Joseph a encarou, perturbado pela rapidez da mudança em sua emoção. Ele sempre suspeitou que Vera era um pouco fora do juízo.

“Reúna aqueles que ainda estão aqui,” Vera ordenou. “Traga-os para o salão. Eu preciso falar com eles.”

Havia algo em seu tom autoritário que fez o estômago dele revirar.

Joseph hesitou. Por um momento, ele parecia que iria argumentar, ou se recusar. Em vez disso, o momento passou e seus ombros caíram.

“Como você quiser.” Ele se virou e saiu sem outra palavra.

Momentos depois, os membros restantes da facção de Vera estavam reunidos no salão central.

A visão quase fez ela rir.

Onde antes havia dezenas de seus lutadores, táticos, homens e mulheres que acreditavam na causa, agora restavam a penas um punhado.

Eram apenas trabalhadores comuns. Sem soldados, nem lealistas com dentes. Apenas pessoas amedrontadas amontoadas, segurando seus casacos e olhando para ela como se ela fosse o diabo em carne e osso.

A realidade disso atingiu-a com força. Eles levaram a força com eles quando fugiram.

Ela tinha levado esta missão ao chão.

No entanto, Vera Turner jamais admitiria que falhou com seus ancestrais?

Nunca!

Vera andava lentamente diante da linha, sem dizer nada a princípio. Ela deixou o silêncio se estender e sufocar as pessoas. O medo sempre falava mais alto quando dado tempo.

Então ela parou.

“Eu sei o que vocês estão pensando,” ela disse calmamente.

Ninguém respondeu.

Seus lábios se curvaram. “Vocês todos pensam que sou um monstro por ter assassinado minha própria mãe e irmão.”

Um murmúrio percorreu o grupo e morreu tão rápido quanto surgiu.

“Sim,” Vera continuou friamente. “Eu fiz. E faria de novo.”

Joseph ficou tenso na extremidade do salão.

“Eles se voltaram contra a causa,” Vera prosseguiu. “Infelizmente, a fraqueza se espalha como uma doença, e as doenças devem ser cortadas antes que infectem o resto do corpo.”

Seu olhar passou por eles, avaliando.

“Mas o que mais me decepciona não é que eles caíram. É que aqueles que eu acreditava que ficariam comigo fugiram.”

Sua voz endureceu.

“Eles me abandonaram.”

Uma mulher na primeira fila tremia visivelmente.

“Então agora,” Vera disse, levantando as mãos, “vocês pagarão o preço por essa traição.”

Um murmúrio baixo de pânico irrompeu.

“Por favor—” alguém sussurrou.

Vera ignorou.

“Eu queria salvar a humanidade,” ela disse, seu tom quase reflexivo. “Esse era o objetivo. Sempre foi o objetivo.” Ela riu, curto e amargo. “Mas a humanidade não quer ser salva.”

Seus olhos queimavam.

“Então vou deixá-la queimar.”

Os sussurros se tornaram frenéticos.

“Não—”

“Ela está insana—”

“Não fizemos nada—”

Vera elevou a voz apenas o suficiente para silenciá-los. “Levem o restante do estoque de Ignis,” ela ordenou. “Tudo. Levem para o Distrito Um. É lá que a luta pela sobrevivência começa. Deixe a humanidade provar que merece viver. Deixe o destino decidir o que permanece.”

A cor sumiu de vários rostos.

Joseph deu um passo à frente, o horror rompendo seu autocontrole. “Vera, o que você está dizendo?” Ele segurou o braço dela. “Não era lutar pela humanidade o objetivo de tudo isso?”

Ela se virou lentamente para ele.

“Eu também pensava assim,” ela disse. “Até que eles me traíram.” Sua voz caiu de forma mortal. “Agora deixe a espécie mais forte vencer.”

Joseph engoliu em seco. “Estamos enfrentando uma epidemia viral ativa. Introduzir grandes quantidades de Ignis em um distrito de alta criminalidade desestabilizará totalmente a região.”

Ela sorriu cruelmente. “Então eles nunca foram feitos para sobreviver.” Seu olhar se intensificou. “Agora, a menos que você planeje me parar da mesma forma que nossa mãe tentou, sugiro que se mova.”

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