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Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 696

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Capítulo 696: A Vida Após a Morte

O lobo de Ezra era uma besta cinza-escuro, seu pelo sombrio como nuvens de tempestade à primeira vista, mas riscado de prata sempre que a luz o atingia. Ele cortava as árvores como uma sombra dada forma e liderava o ataque.

Um rosnado rasgou a garganta de Cane, ódio acendendo em seus olhos no momento em que viu o rival sub-Alfa. Ele sempre desprezou Ezra — a hipocrisia, a calma autojustificada, aquele ar irritante de honra que Ezra usava como armadura. Mesmo antes de Ezra se tornar a mão direita de Asher, Cane já desejava sua morte.

Ele deveria ter percebido que algo estava errado no momento em que Micah apareceu. Que negócios o filho demoníaco do antigo rei tinha no solo da Matilha do Oeste, muito menos dentro de sua fortaleza? Mas Cane estava muito focado em orquestrar seu próprio ataque para perceber que seus inimigos o haviam manobrado primeiro.

Bem. Isso não importava agora.

Isto era uma oportunidade e ele não a deixaria escapar. Ele iria destroçar Ezra e apagar o bastardo de uma vez por todas.

Então Cane se libertou do aperto de Micah. Ele se agachou, seu peito vibrando com a fúria de seu lobo, pronto para lançar-se na luta quando o mundo de repente girou ao seu redor.

A próxima coisa que Cane percebeu foi que estava na borda de um penhasco, e seu coração quase saltou do peito. Com um grito de espanto, ele cambaleou para trás vários passos antes de ousar olhar para baixo.

Abaixo dele fervilhava um rio de lava derretida.

Mas isso não era a parte mais horripilante.

Coisas nadavam nele.

Quer dizer, se é que podiam ser chamadas de coisas. Eram seres vivos, mas sua carne havia sumido, queimada. Eram nada além de esqueletos enegrecidos, mas de alguma forma ainda vivos, gritando e se contorcendo através do rio ardente interminável.

Os olhos de Cane se arregalaram como pires, o sangue se esvaindo de seu rosto. Ele não sabia onde estava, não exatamente, mas um pavor persistente sussurrava a verdade. Ele apenas não queria admitir.

Isso tinha que ser um sonho. Mas não era.

Esse reino estava engolido em escuridão, mas as brasas infernais mantinham tudo iluminado com um brilho assombrado, vermelho como sangue. O ar estava seco e escaldante, queimando sua garganta a cada respiração. Ele já se sentia seco, desesperado por água.

Mas os gritos — deusa, os gritos.

Milhões — não, bilhões — de almas atormentadas gemendo em agonia. O som era ensurdecedor, batendo em seu crânio, quebrando-o por dentro. Ele podia ouvir pedaços das vozes, sussurros de arrependimento, histórias de erros e pedidos por segundas chances que nunca receberiam.

Mas era tarde demais para todos eles.

O terror de Cane cresceu quando um demônio gigantesco emergiu através do calor resplandecente e entrou no rio de lava. As chamas, é claro, não o tocavam. Essa era sua casa e ele era imune à sua crueldade.

Ele se erguia com quase três metros de altura, empunhando uma grande lança afiada de aparência cruel.

O Alfa Cane sabia, com uma certeza gelada, que se o colocassem contra aquele monstro, ele não duraria um segundo. Não havia carne para rasgar, nenhum ponto vulnerável onde pudesse cravar suas garras. O demônio era todo osso e provavelmente indestrutível, ao contrário dele.

Ele não venceria.

Então ele assistiu enquanto o demônio enfiava sua enorme lança no rio de almas derretidas e retirava uma na ponta da lâmina. Bile subiu imediatamente pela garganta de Cane. A visão era como assistir alguém espetar um pedaço de carne, exceto que isso não era carne bovina.

Era um ser humano.

A alma pendia fracamente da lança, e Cane notou algo horripilante: essa ainda não era toda osso. Agora que estava fora do rio, a carne ausente começava a crescer lentamente de volta, porém dolorosamente.

Cane lembrou-se com um choque nauseante que as almas no inferno eram imortais — condenadas a sofrer, curar e sofrer novamente. Para sempre. Não havia pausa nem trégua. Essa era a punição delas.

“Não, não — por favor! Tenha misericórdia!” a alma soluçou.

Mas não foram os pedidos que congelaram Cane onde ele estava.

Foi a voz.

Ele poderia reconhecer aquela voz mesmo enquanto dormia.

Alfa Henry.

O queixo de Cane caiu, o horror o sufocando enquanto ele encarava. Henry estava quase irreconhecível, sua carne queimada e descascando, ainda se regenerando mesmo enquanto se queimava novamente. Mas era ele.

“A–Alfa…” Cane arfou em descrença.

Ele nunca pensou onde Henry terminaria após as atrocidades que cometeu. Talvez nunca tenha ocorrido a ele que Henry seria punido. Ou talvez eles escolhessem viver suas vidas sem se importar com onde acabariam após a morte. Mas agora, a realidade estava olhando para ambos.

O demônio agarrou Henry pelo torso e o levantou casualmente, enquanto o corpo de Henry pendia impotente.

“Por favor — não, não! Eu não aguento mais!” Henry chorou com uma voz rachada.

Mas o demônio apenas sorriu cruelmente e rugiu, “Você gostava de atormentar pessoas quando estava vivo. Por quê? Não pode enfrentar um adversário maior agora, Alfa?”

Então, como se Henry fosse uma boneca de pano e o demônio uma criança entediada com seu brinquedo, ele arrancou o braço de Henry com facilidade. O membro foi jogado de volta na lava. O grito de Henry foi tão penetrante que Cane o sentiu nos ossos.

“Não! Não, por favor — pare! Pare já! Dói!”

O demônio inclinou a cabeça, saboreando a agonia. “Não há parar. Não para uma alma aqui.”

Cane deveria ter desviado o olhar, mas não conseguiu. Seus olhos permaneceram fixos enquanto o demônio despedaçava Henry parte por parte, até sobrar apenas a cabeça. Então o demônio chutou-a de volta no rio de lava.

Cane sabia que Henry não estava morto. Ele não podia morrer.

Seu tormento reiniciaria. De novo. E de novo. Para a eternidade.

Se era suor frio ou o calor escaldante, Cane estava encharcado da cabeça aos pés. Tremendo, ele se virou e encontrou Micah apoiado contra uma rocha irregular, apertando seu lado ferido.

Micah sorriu sombriamente. “Que tal essa para a vida que você está prestes a desfrutar assim que a sua acabar?”

O grito de Cane rasgou sua garganta instantaneamente.

“ME TIRE DAQUI AGORA MESMO!”

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