Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 68
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68: Atingido Por Um Raio 68: Atingido Por Um Raio “Ele me beijou… me tocou e eu gostei…” Violeta continuou, sua voz baixa e rouca, e as palavras pairando entre eles como um segredo pesado.
Alaric estava claramente pego de surpresa por sua confissão proibida. Sua garganta trabalhava enquanto ele engolia, o movimento da sua maçã do rosto mostrando o quanto as palavras dela o afetaram. Como se de repente percebesse que havia entrado em território perigoso.
E enquanto Alaric lutava para manter seu exterior frio e impassível, Violeta sabia que ele estava incomodado. Ela podia ver a leve tensão ao redor de sua mandíbula, na maneira como seus ombros endureceram quase imperceptivelmente.
A satisfação de perturbá-lo era uma pequena vitória, uma que ela não iria desperdiçar. Ela queria ver até onde poderia levá-lo.
Os olhos dela seguiram a linha de seu pescoço, demorando-se na curva afiada de sua maçã do rosto. Um pensamento selvagem e espontâneo cruzou sua mente—como seria sentir o roçar de seus lábios ali, morder gentilmente com as pontas dos dentes e ver como ele reagiria. Ele ficaria tenso como agora, ou inclinaria a cabeça para trás, permitindo que ela fizesse o que quisesse?
Que diabos?, ela se repreendeu. Violeta empurrou a noção perigosa para o fundo de sua mente, seu rosto esquentando levemente. Ela estava perdendo o controle, e precisava recuperá-lo rapidamente.
Ainda assim, enquanto olhava para Alaric novamente, ela não podia negar que uma parte dela gostava de vê-lo desconfortável. Afinal de contas, ele tinha pedido os detalhes, não tinha?
E ela ainda não tinha acabado com ele.
Violeta não tinha ideia do que a possuíra para dizer, mas ela ronronou com um sorriso malicioso, “Deuses acima, Asher era realmente bom com seus dedos—”
“Já chega!” Alaric exclamou.
Por mais fria que fosse sua aparência, suas bochechas estavam agora inegavelmente tingidas de vermelho. O contraste marcante entre seu rosto corado e seus olhos frios e tempestuosos tornava o momento quase cômico.
“Eu disse para omitir os detalhes picantes,” ele rosnou, visivelmente irritado, “e me dizer se algo significativo aconteceu. Asher fez mais alguma coisa com você? Ele te obrigou a sonhar com ele?”
Violeta inclinou a cabeça, aquele sorriso irritante ainda estampado em seu rosto. “Esse é o problema, Príncipe Relâmpago. Você não pode separar um do outro. Tudo que aconteceu entre nós foi quente… até as partes importantes que você está tão desesperado pra saber.”
Alaric franziu a testa, sua frustração palpável. “Não brinque comigo, Violeta.”
“Não estou brincando,” ela respondeu suavemente, sua voz gotejando uma falsa inocência. “É a verdade. Então, o que vai ser? Você quer ouvir tudo, ou devo manter os detalhes doces, suculentos e sexys só para mim?” Ela arrastou as últimas palavras, mordendo deliberadamente o lábio de um jeito que a fazia parecer tentadora demais.
Violeta não sabia porque estava se comportando dessa maneira. Talvez fosse o impulso de desestabilizá-lo, de ver o usualmente composto Alaric Storm gaguejar.
E ele gaguejou.
As bochechas de Alaric inflamaram um vermelho ainda mais profundo, embora a luz perigosa em seus olhos azuis permanecesse tão afiada quanto sempre. Ele parecia adoravelmente perturbado, e Violeta tinha que admitir, assistir o príncipe frio perder a compostura a excitava de certa forma.
Oh, céus. Talvez Nancy tivesse mentido sobre sua ascendência e a verdade era que ela – Violeta – era de fato sua filha. Porque agora, ela certamente se sentia como se tivesse nascido do pecado. Uma filha de uma prostituta.
Alaric soltou um rosnado de advertência que reverberou pelo ar como uma ameaça e enviou calor se acumulando no fundo de sua barriga. Mas o rosto de Violeta era um quadro de compostura que ninguém poderia imaginar, mesmo no sonho mais selvagem, que ela estava tendo uma crise. Uma sexual, para ser precisa.
“Se eu descobrir que você está me fodendo,” Alaric disse sombriamente, uma bola de relâmpago repousando na palma de sua mão, “eu vou foder com você de tal maneira que você se arrependerá do dia em que entrou nesta academia.”
Os olhos de Violeta desviaram para a perigosa e bela exibição de poder antes de encontrar o olhar dele mais uma vez. “Eu não gosto de ser fodida com,” ela retrucou, “mas eu talvez prefira a parte do foder.”
Droga. Ela estava flertando com Alaric? Definitivamente parecia que sim. Nem Violeta divulgou o fato de que tinha que apertar lentamente as coxas para suprimir a necessidade que passava por ela.
O nariz de Alaric torceu ligeiramente em desgosto, como se a insinuação dela fosse a coisa mais ofensiva do mundo. No entanto, suas bochechas queimavam mais forte, traíndo o conflito que ele claramente queria esconder.
Violeta conteve um sorriso vitorioso. Difícil de conseguir, era ele? Não que ela realmente se importasse com a parte do “foder”. Mais ou menos?
Ela estava apenas se divertindo em bagunçar suas penas perfeitamente arrumadas.
Então, sem perder o ritmo, ela soltou a bomba. “Asher me pressionou contra ele até eu chegar lá. Ou quase lá, pra ser precisa. Ele me levou até a beira… e então ele me obrigou.” Sua voz endureceu em amargura. “Ele disse que eu iria desejar por ele. Ansiar por ele. Apenas por ele. O bastardo chamou isso de presente.”
Suas palavras pairavam no ar como uma lâmina. O rosto de Alaric ficou seriamente sério agora, a brincadeira desapareceu. Violeta, enquanto isso, sentiu o calor ainda zumbindo embaixo de sua pele, aquela fome constante e latejante como uma maldição que não a deixava desde esta manhã.
O silêncio engoliu a sala de aula inteira, a gravidade da situação pesando sobre eles como um manto pesado. Por algo que parecia uma eternidade, ninguém falou, até Alaric quebrar o silêncio, sua voz baixa e carregada com um pavor não dito.
“Está acontecendo tudo de novo.”
“O que está acontecendo tudo de novo?” Violeta perguntou, sua curiosidade aguçada. Algo lhe dizia que era uma informação importante. Uma de que ela poderia precisar. Se não agora, mas a longo prazo.
A expressão de Alaric vacilou. Era como se ele percebesse tarde demais que havia dito algo que não deveria, algo proibido.
Seus olhos escureceram enquanto ele tentava voltar atrás. “Não é nada,” ele disse, descartando.
Então, com uma borda fria em sua voz, ele acrescentou, “Mas parabéns para você por se tornar a escrava voluntária de Asher. Ele já está tão profundamente enraizado em sua cabeça, eu duvido que qualquer decisão que você tome agora seja verdadeiramente sua.”
As palavras atingiram como um tapa, e a raiva explodiu dentro de Violeta, queimando através de suas veias.
Ela se virou para ele, seus olhos dourados ardendo de fúria. “Você acha que eu queria isso?” ela cuspiu, sua voz tremendo com emoção. “Você acha que eu sou tão doente da cabeça que queria que algum psicopata com poderes manipulativos notasse em mim?”
Por um breve segundo, culpa passou pelo rosto de Alaric. Sua boca se abriu como se para pedir desculpas ou explicar, mas Violeta não tinha terminado. Sua voz subiu, crua e cortante.
“Sabe de uma coisa? Foda-se! Eu terminei com você! Eu realmente pensei que você era diferente. Eu pensei que você era o mais legal do grupo. Mas você—todos vocês—Alfas Cardeais são iguais. Vocês todos são cortados do mesmo molde podre!”
As palavras permaneceram no ar, vibrando com uma raiva implacável. Violeta levantou-se abruptamente, pegando sua bolsa e virando-se para sair.
“Violeta, espera—!” Alaric chamou, lançando-se para a frente instintivamente.
Sua mão capturou o pulso dela, e no momento em que sua pele fez contato com a dela, Alaric congelou. Seus olhos se arregalaram de horror.
Ele não estava usando suas luvas. Ele a tocou com as próprias mãos.
“Não…” A palavra escapou de seus lábios, crua de arrependimento, mas já era tarde demais.
Violeta ofegou, sua respiração presa enquanto um choque de energia passava pelo seu corpo.
Era ardente e estranhamente estimulante, a eletricidade correndo por suas veias como um rio caudaloso, despertando cada terminação nervosa e aquecendo-a de dentro para fora.
Por um momento, o mundo parou. O tempo se desfez em algo sem fim e surreal, onde os segundos se estendiam indefinidamente. Violeta podia sentir o relâmpago de Alaric preenchendo-a, a sensação tão intensa que era quase palpável. Tinha um gosto aguçado na língua dela, como ozônio depois de uma tempestade. A eletricidade dançava sobre sua pele, viva e selvagem, zumbindo com energia pura.
Estática crepitava no ar ao redor dela, levantando as mechas de seu cabelo como se ela tivesse sido tocada por uma tempestade viva. O brilho branco do relâmpago refletia frouxamente de seu rosto, iluminando seus olhos arregalados enquanto um calafrio percorria sua espinha.
Ela se sentia viva, como se algo dentro dela tivesse sido carregado, como se sua alma tivesse sido acesa em chamas e estivesse queimando mais brilhante do que nunca.
Violeta esperou pela dor que Alaric havia descrito anteriormente, pela agonia onde seus nervos fritariam e seu coração pararia. Mas isso não veio.
Em vez disso, ela se sentiu viva.
Do seu lado, Alaric parecia atordoado. Seu peito subia e descia enquanto ele a olhava, seu rosto pálido ainda mais pálido do que antes. Ele parecia como se não pudesse acreditar no que acabara de acontecer.
Violeta ficou enraizada no lugar, seu olhar se fixando no dele enquanto o relâmpago desaparecia e a energia estática começava a se acalmar. Ela deveria estar com medo—terrivelmente—mas em vez disso, tudo o que podia pensar era: Que diabos acabou de acontecer?