Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 340
Capítulo 340: Rodada 2
“Amarre-a,” Asher ordenou antes que Violeta pudesse sequer recuperar o fôlego.
“O quê?” Violeta piscou, girando a tempo de Roman pegá-la, estabilizando-a como um predador encurralando sua presa.
“Não, espere. O que vocês estão fazendo?” Seu coração batia forte contra suas costelas agora. Seja lá o que fosse isso, eles não estavam brincando. A realização a atingiu como água fria. Talvez ela tenha ido longe demais desta vez.
Roman inclinou-se, roçando um beijo em sua testa. Sua voz era suave, quase reconfortante, mas o brilho cruel em seus olhos dizia o contrário. “Não há necessidade de pânico, querida,” ele sussurrou. “Nós só vamos te machucar da melhor maneira.”
Seu fôlego engasgou.
Roman sorriu mais largamente. “Já terminaram?” ele gritou.
Os olhos de Violeta se arregalaram em choque. Aquele ardiloso raposa havia distraído-a, e quando percebeu, já era tarde demais. Griffin e Alaric já haviam feito os nós em torno de seus pulsos e tornozelos. Ela puxou, mas eles não cederam. Eles a tinham aberta na cama, cada membro restrito.
Os rapazes recuaram para admirar seu trabalho.
“Ela parece bela,” Alaric e Griffin disseram em uníssono, trocando um olhar de surpresa mútua.
“Ela parece deliciosa,” Roman corrigiu, seu olhar predatório com sua língua saindo—exceto que não era mais humana. Uma língua de serpente bifurcada saiu, e um frio correu pela espinha de Violeta. Seja lá o que eles planejavam, agora ficou sério.
Asher avançou, parando ao pé da cama, olhos percorrendo cada centímetro de seu corpo esticado e vulnerável. Seu olhar era ardente, pesado, possessivo, e sua voz exalava poder.
“Ela parece um sacrifício colocado em meu altar,” ele murmurou, baixo e perigoso. “Pobre, pobre sacrifício.”
O tom provocante em sua voz fez a pele de Violeta corar com tanto pavor quanto algo mais obscuro. Ela deveria estar aterrorizada. Mas, como sempre, sua boca funcionou mais rápido do que seu bom senso.
“Todo esse papo grande, Asher,” ela retrucou. “Quando você vai parar de olhar e fazer algo?”
Isso lhe rendeu um sorriso malicioso, do tipo que fez seu coração bater descompassado.
Asher não a respondeu diretamente. Em vez disso, virou-se para Alaric.
“Sua vez, garoto do trovão. Mostre o que você tem.”
Então, como o sádico que era, Asher arrastou uma cadeira para o lado da cama e sentou-se, cruzando as pernas, e se preparou para assistir ao espetáculo.
E pela primeira vez, Alaric soltou o predador que havia sob o príncipe. Seu rosto mudou, a escuridão se espalhando por sua expressão. Violeta engoliu seco. Ela havia dado a oportunidade para o diabo ser liberado, e agora, ele estava pronto para jogar.
“Ei, garoto do trovão?” Violeta chamou, sua voz tremula, seu coração batendo mais rápido enquanto Alaric caminhava em sua direção, pontas dos dedos cintilando com faíscas suspeitas e ominosas.
“Alguma chance de você fazer isso rápido?” ela tentou brincar, sua bravata vacilando. “Ao invés de prolongar isso como nosso psicótico Asher provavelmente—ai, doce universo!”
Suas palavras se quebraram em um suspiro agudo enquanto Alaric passava seus dedos eletrificados ao longo de sua barriga, traçando para cima. A sensação era uma mistura pecaminosa entre cócegas e eletrizante—literalmente. Alaric desenhou círculos em seu corpo, leves como um sussurro, mas incendiando com choques formigantes que enviavam ondas de prazer direto ao seu núcleo. Ela arquejou, gemeu, se contorceu.
“Droga, Alaric! Você está me carregando como uma maldita lâmpada,” ela choramingou, perdida entre agonia e êxtase. “Se eu não estivesse nua, pensaria que isso era um interrogatório.”
Alaric riu sombriamente. “Sério? Vamos ver se você ainda brinca depois disso.”
Suas palavras carregavam uma promessa sombria e Violeta tensionou, antecipando seu toque enquanto seus dedos deslizavam em direção ao seu seio.
No momento em que seu toque faiscante atiçou seu mamilo, o corpo de Violeta arquou limpo da cama. Ela gemeu tão alto que encheu o quarto, puxando suas amarras, indefesa. Ela queria que ele parasse, mas ao mesmo tempo, queria que ele continuasse. Ela precisava de mais. Ela precisava dele. Qualquer coisa para apaziguar a dor latejante que se acumulava entre suas pernas. Deus, isso era tortura.
“Alaric… por favor,” Violeta implorou, sua voz rouca, destruída, tremendo. Ela não podia nem fechar as coxas, os desgraçados haviam garantido isso. Ela estava ali, aberta, se contorcendo, um caos desesperado e faminto.
“Você não parece tão faladora agora,” Alaric sussurrou em seu ouvido, seu fôlego quente, pingando com zombaria.
Sua mão encontrou seu outro seio, sem perder o ritmo, e quando ele colidiu sua boca com a dela, Violeta o acolheu faminta. Sua língua invadiu sua boca, colidindo com a dela, agarrando seu cabelo como se possuísse cada parte dela. Alaric tinha gosto de pura energia. Seus raios estavam por toda parte, florescendo dentro dela, rastejando sob sua pele, inundando direto ao seu núcleo, construindo… construindo…
“Pare,” Asher comandou impiedosamente.
E assim, Alaric obedeceu como o bom soldado que era.
Maldição, não.
“Não, não, não!” Violeta ofegou, encarando Alaric enquanto ele se afastava com um sorriso perverso. Esse tinha sido o plano deles o tempo todo. Aquele diabo Asher. Quando eles até conspiraram isso? Ou eles sempre funcionam juntos como uma máquina perfeitamente afinada?
E agora, tudo o que Violeta podia pensar era na dor insuportável. Ela estava pulsando, tremendo, escorrendo de umidade e presa no que tinha que ser a versão feminina de blue balls.
Como se isso não fosse suficiente, Asher inclinou-se sobre ela, arrogante e irritante, perguntando naquela voz enlouquecedora, “Então, estamos arrependidos de ter corrido para a arena e arriscado essa sua vidinha preciosa?”
Violeta encontrou o olhar dele, desafiadora como sempre, apesar do desejo queimando dentro dela.
“Nem a pau, Nightingale. Eu salvei tua bunda, seja grato por isso.”
Asher sorriu, afiado e perigoso. “Bom. Eu esperava que você dissesse isso.”
Ele recuou e acenou para Roman. “Sua vez, amante. Mostre a ela como os Dravens fazem.”
Depois de dar a ordem, como de costume, Asher recostou-se em sua cadeira, o mestre de marionetes satisfeito após puxar os cordões em movimento.
Violeta ergueu a cabeça a tempo de ver Roman caminhando em sua direção, e o olhar em seus olhos a fez engolir em seco.