Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 296
Capítulo 296: Sem Desculpas
~Asher~
Asher Beladona não tinha terminado de beijá-la. Não, ele estava apenas começando. Ele desejou Violeta por tanto tempo que agora que a tinha, queria devorá-la. Conhecer cada parte dela e o que a fazia vibrar.
No passado, isso era mais fácil com o uso de seu poder mental. Ele podia obter todas as respostas de que precisava sem suar. E embora ele pudesse ter lamentado a incapacidade de usar seus poderes no início, Asher teve que admitir que ter que trabalhar para isso era um pouco excitante.
O fato de ter vencido sem os poderes dos quais dependia tanto era muito mais satisfatório. Agora, a adrenalina estava bombeando em seu corpo, seu coração batendo forte e rápido, seu corpo tensionado com a necessidade de reivindicá-la. Mas paciência.
Ele era o grande, mau lobo. E ele certamente a devoraria—mas não aqui. Não em uma sala de aula onde qualquer um poderia entrar. Sua rainha roxa merecia melhor. Quando a reivindicasse, seriam apenas os dois. Sozinhos. Pelo tempo que ele quisesse.
Minha.
Ela era dele. Deles. Mas dele primeiro.
Com seus lábios ainda fundidos, Asher a conduziu para trás e ela instintivamente envolveu as pernas ao redor dele até que ele a colocou com segurança em uma das mesas.
Então ele afastou suas coxas, firmando-se entre elas. Suas mãos envolveram sua cintura e ele a puxou contra ele, pressionando-a contra o volume óbvio em suas calças enquanto o beijo ficava mais sujo.
Suas línguas se moviam em ritmo, e Asher gemeu com avidez, saboreando o interior de sua boca como se fosse a coisa mais doce que ele já tivesse provado. E ele poderia ter se afogado nisso, não fosse o som repentino e irritante de um telefone tocando.
Não era seu telefone porque não era o toque dela. Tinha que ser o de Violeta. Mas ele não queria que ela atendesse.
Então ele a beijou com mais força, esperando que a distração funcionasse e a maldita coisa calasse a boca.
Parou de tocar, e Asher se regozijou por dentro. Finalmente, só ele, o lobo e sua doce e pequena Cordeirinha Roxa.
Mas mal esse pensamento cruzou sua mente, o telefone tocou novamente. Ah, pelo amor de Deus.
—Asher—mmm—não, Ash, hum—espera, Asher— — Violeta lutou, conseguindo empurrá-lo com pura força de vontade porque, claramente, o cara estava decidido a beijar sua alma.
Asher Beladona gemeu, irritado. —Na próxima vez que estivermos juntos, você vai desligar esse telefone.—
Violeta não respondeu, as sobrancelhas franzidas em confusão enquanto olhava para a tela. O número era desconhecido, e a ligação já havia terminado novamente antes que ela pudesse atender.
—Quem é?— ele perguntou.
—Não sei,— Violeta respondeu, ainda franzindo a testa.
—Ótimo,— Asher murmurou, jogando a cabeça para trás. —Acabei de interromper a melhor sessão de amassos da minha vida por um número desconhecido.—
O momento em que o número ligou novamente, Violeta não hesitou e atendeu a ligação com um cauteloso, —Alô?—
O que se seguiu fez com que ela enrijecesse instantaneamente.
—Alô, Violeta. Sou eu.—
A respiração de Violeta ficou presa na garganta e seus dedos se apertaram em torno do telefone. Parecia que uma bola de demolição havia acabado de colidir com ela e Asher, que estava ao seu lado, imediatamente notou a mudança em sua aura. Seu olhar se aguçou.
—Quem é?— ele perguntou.
Violeta engoliu em seco, sua garganta subitamente seca. Ela hesitou no início, então forçou o nome através dos dentes cerrados.
—Nancy.—
O momento em que o nome saiu de seus lábios, uma nuvem escura se instalou na sala. A expressão de Asher mudou, mas Violeta não percebeu porque sua fúria já havia tomado o controle.
—Finalmente,— ela disse ao telefone, sua voz carregada de veneno. —Meu guardião se lembra de que eu existo.—
Do outro lado da linha, a voz de Nancy estava rachada de culpa. —Eu sei que nenhuma desculpa pode compensar meu comportamento—
—Com certeza, nenhuma desculpa é suficiente!— Violeta disparou, sua voz aumentando. —Você pode não ser minha mãe biológica, mas não tem o direito de desaparecer de repente e reaparecer quando é conveniente para você!—
—Violeta, por favor. Me escute. Eu tinha um motivo válido, ok? Eu-Eu perdi meu telefone e não consegui te alcançar e—!
Violeta não conseguiu ouvir o resto porque
o telefone foi arrancado de sua mão.
—O que diabos?!— ela disparou, virando-se a tempo de ver Asher com o telefone já no ouvido.
—Devolve!— Violeta tentou pegá-lo com raiva, mas Asher a ignorou.
Do telefone veio a voz confusa de Nancy. —Alô? Violeta? Você está aí?—
Então Asher respondeu, —Eu cuido disso, Nancy.— E assim, ele encerrou a chamada.
A tensão na sala era tão densa que crepitava como um fio elétrico vivo.
Os olhos de Violeta estavam escurecidos de raiva e suspeita, e ela perguntou com um tom tenso, —Como você conheceu minha mãe?—
Não havia como negar agora. Asher não se importava com a maioria das pessoas. Ele nunca se importou. Exceto se significassem algo para ele. E a maneira como ele falou com Nancy não era como você se dirige a alguém que nunca conheceu.
—Eu sei que você não é humano. Nunca foi. Sempre houve algo de estranho em você.— Asher confessou.
Mas isso não era o que importava mais. Isso não era o que Violeta queria ouvir.
—Como você conheceu minha mãe?— ela pressionou novamente, sua voz mais firme.
Asher soltou um suspiro lento, seus ombros tensos, mandíbula cerrada. Não havia mais sentido em esconder agora.
—Eu visitei o Distrito Um,— ele admitiu. —Eu fui até sua casa, Violeta.—
Violeta não recuou. Não se moveu. Sua expressão permaneceu inexpressiva, mas aqueles olhos traídos e vazios perfuraram-no. Era como se ela estivesse olhando para um estranho.
—Então é por isso que você queria me conhecer,— ela disse calmamente. —Para descobrir o que eu sou. É isso que importa para você, o que eu sou?—
Asher rosnou, —Não! Violeta, você sabe que isso não é verdade.—
Mas ela não estava ouvindo mais. Ela já estava reconstruindo a parede, tijolo por tijolo, enquanto todas as memórias que compartilhara com ele se despedaçavam.
—Eu deveria ter ouvido os outros quando me alertaram sobre suas intenções,— ela sussurrou amargamente. —Você não é bom para mim. Mesmo que eu arrancasse meu coração e entregasse a você, você nunca ficaria satisfeito. Você nunca pararia de tramar. Nunca pararia de perseguir qualquer motivo oculto que você enterrou sob esse rosto bonito.—
Ela se virou, passando os dedos pelo uniforme amassado, alisando-se como uma armadura enquanto se preparava para sair.
—Violeta, eu não queria te machucar. Eu só—
Ela se virou com olhos em chamas, chegando bem perto do rosto dele.
—Você não tinha esse direito!— ela sibilou. —Como ousa ir pelas minhas costas para conhecer minha mãe?! Para investigar meu passado como se fosse um quebra-cabeça que você precisa resolver?! Como ousa!—
—Eu sei. Eu sei, Violeta. Mas eu—
Foi muito infeliz que Violeta ignorasse suas desculpas e saísse furiosa.