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Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 288

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Capítulo 288: O Vidente

Maria acordou de repente com um grito alto, seu peito arfando enquanto a visão se desvanecia como vidro se quebrando. O suor grudava em sua pele, seus olhos estavam selvagens, e parecia que ela poderia saltar da cama, até que os braços de Adele a envolveram, segurando-a firme.

“Shhh, não se preocupe. Você está segura agora,” murmurou Adele, sua voz suave o suficiente para acalmá-la.

Ela segurou Maria perto. A jovem tremia como uma folha congelada no inverno. Adele a havia levado para seu lugar no Alojamento dos Funcionários. Era muito mais confortável e longe das perturbações dos irritantes alunos.

Além disso, ela se recusava a deixar Maria ficar na enfermaria, não quando estava tão perto daquele maldito setor hospitalar. Não que o lounge da escola fosse totalmente seguro, mas era melhor. Aqui, Maria encontraria paz.

O pânico lentamente desapareceu dos olhos de Maria, mas eles rapidamente se encheram de água de novo. Logo as lágrimas caíam enquanto seus lábios tremiam e ela soluçava, “Eu não quero isso! Eu não quero ser assim!”

Adele não disse nada. Ela simplesmente a puxou mais para perto, segurando a menina com mais força, descansando seu queixo gentilmente em sua cabeça enquanto os soluços cresciam mais altos e mais guturais.

“Shhh, está tudo bem,” ela sussurrou. “Você vai se acostumar com isso.”

Mas essas palavras apenas fizeram Maria chorar mais porque ela não queria se acostumar com isso. Ela não havia pedido à deusa da lua por isso. Tudo o que ela queria era ser normal novamente.

Maria e Adele nunca foram particularmente próximas.

A garota era a melhor guia estudantil da escola, tranquila e responsável, enquanto Adele, por outro lado, era a curandeira reclusa – aquela que era chamada para emergências complicadas quando as coisas iam além do que o hospital podia lidar. O relacionamento delas sempre foi casual, profissional, no máximo. Elas existiam na mesma escola, orbitando esferas diferentes.

Mas agora, Adele via um espírito afim nela. Maria lembrava Adele de seu eu mais jovem – abalada, assustada e carregando mais do que jamais havia pedido.

Maria havia se acalmado um pouco, sua respiração mais estável, seus soluços agora silêncios interrompidos por soluços. Foi então que Adele falou, sua mão esfregando gentilmente o ombro da menina.

“Poderes como os nossos nunca são para nós mesmos. Eles foram dados pela deusa da lua para servir. Para ajudar seus filhos. Mas a natureza humana é insaciável. Eles só vão tomar e tomar até que não reste quase nada para dar.”

Adele se afastou um pouco, seus olhos encontrando firmemente os de Maria.

“É por isso que você deve ser forte. Você não pode mais esconder o que você é. Aliás, acho que você pode ser a vidente mais forte que já tivemos até agora. Você tem feito profecias como se estivesse lendo poemas.”

As bochechas de Maria coraram com o que parecia ser um elogio, mas sua voz saiu hesitante e incerta. “Eu… eu não me lembro de dizer essas palavras. Os sonhos que me lembro um pouco, mas o resto simplesmente desaparece. Ou não faz sentido.”

“Visões,” corrigiu Adele gentilmente. “Você é cem por cento uma vidente, Maria. Nem mesmo seus sonhos devem ser subestimados. E é por isso que você precisa treinar. Você precisa ser capaz de lembrar, de dominá-los. O poder que você possui, muitas pessoas matariam para tê-lo.”

“Então deixe que eles tenham,” disparou Maria. “Eu não quero isso. Eu não pedi por isso. Eu só quero ser uma adolescente normal no meu último ano. Não uma aberração—”

“Você não é uma aberração!” disse Adele de repente, com uma intensidade que assustou as duas.

Maria se encolheu.

Adele exalou lentamente, percebendo que havia sido forte demais. Ela suavizou seu tom, seus olhos sinceros. “Seu poder é um presente. Você é os olhos da deusa. E nosso povo adora videntes. O Oriente especialmente. Eles cometeriam uma guerra santa em seu nome se você dissesse que era a vontade dos deuses. É assim que os videntes são poderosos.”

Maria engoliu em seco, o peso da revelação caindo sobre ela. Aquilo era mais do que ela esperava.

“Então…” ela perguntou timidamente, “como eu controlo meus poderes? Você me ensinaria?”

Mas Adele soltou um riso. “Eu sou uma curandeira, não uma vidente. Embora alguns princípios possam funcionar da mesma forma, nossos poderes são diferentes. Você precisa do seu próprio professor. O Oriente pode proporcionar isso.”

Ela se recostou, sua expressão agora assumindo um tom prático.

“Primeiro, você será apresentada ao Rei Alfa Elijah. Então o resto da sua família será testado. Se houver mais sangue de lobo na sua linha, confie em mim, nós os reivindicaremos. Já perdemos o suficiente dos nossos. Não deixaremos ninguém para trás, sejam eles puro-sangue ou não.”

Maria piscou, tentando acompanhar.

“Vai haver muita papelada,” continuou Adele, quase com uma careta. “Graças às leis de Relações Humano-Lobisomem, que tenho certeza que você já foi ensinada e conhece. Como você ainda está na escola, seu cronograma será reorganizado para acomodar sua nova habilidade de vidente e treinamento. Acho que é basicamente isso.”

Maria apenas sentou ali, atordoada.

Adele estendeu a mão e segurou a dela, dizendo, “Eu sei que parece muito. Avassalador. Mas confie em mim, você vai se acostumar com isso.”

Ela perguntou, “Então… eu vou pertencer a uma matilha?”

“Supostamente,” respondeu Adele. “A Matilha do Leste provavelmente vai reivindicá-la. Eles são os que têm os recursos para moldá-la na poderosa vidente que eu sei que você será. Ainda bem que a Semana dos Pais está chegando. Você vai conhecer a Alfa Irene. Ela é uma mulher realmente impressionante.” Adele sorriu com uma expressão como se estivesse saboreando uma lembrança exclusiva dela.

No entanto, a expressão antes curiosa no rosto de Maria havia se transformado em horror.

Ela disse rapidamente, “Eu não posso guiar os pais. E se eu cair em uma visão e me envergonhar?”

“Você não está se envergonhando, Maria. Você apenas não está no controle de seus poderes. Mas não se preocupe, você vai aprender.”

Mas Maria disparou, “Até lá, eu vou me fazer de boba. E desta vez na frente de centenas de pais.”

“Maria, não—” começou Adele, apenas para ser interrompida por uma batida na porta. Ela ignorou.

“Escute, Maria, você—”

A batida veio novamente, mais alta agora, mais persistente, até que Adele soltou um gemido de frustração.

“Nós ainda não terminamos essa conversa.”

Ela se levantou e foi abrir a porta. E lá estava Alaric, exceto que sua mandíbula caiu ao vê-lo.

“Alaric? Que diabos aconteceu com você?!”

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