Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 278
Capítulo 278: Fiz Amor…
E sim, antes de tudo, Violeta precisava de ar. Então ela se afastou do longo beijo sujo que a deixou tão molhada que sua calcinha praticamente derreteu.
Ofegante, ela olhou bem para Asher. O brilho suave do abajur destacava suas feições, fazendo-o parecer mais bonito, mais misterioso, como um daqueles deuses antigos que desciam à terra apenas para arruinar mulheres em mitos e lendas.
Asher estava olhando para ela com admiração e espanto. Mas não era só isso. Havia luxúria — densa, pesada, escurecendo seus olhos com uma intensidade que quase fez o coração de Violeta explodir. Ela podia sentir ele também. Duro como pedra embaixo dela e pulsando de desejo.
E desejo ele teria naquela noite.
Violeta se inclinou novamente, desta vez beijando ao longo de seu pescoço. Uma vez. Duas vezes. Ela então desceu, até o peito dele, a parte do corpo que carregava as marcas de sua dor. Suas cicatrizes.
Henry havia sido astuto ao escolher ferir Asher em lugares que não eram facilmente vistos a menos que sua camisa fosse tirada. Suas costas eram piores, cruzadas por marcas de chicote e feridas que nenhuma criança deveria suportar. Mas Violeta não conseguia alcançar suas costas na posição atual, então ela deu atenção terna e reverente à frente dele.
Lobos não deveriam ficar com cicatrizes, não com seu metabolismo rápido que sempre assegurava que a cura fosse completa. O que significava que só uma coisa poderia deixar feridas tão profundas.
Prata.
Violeta não precisava de confirmação, ela simplesmente sabia. Henry deve ter aumentado sua crueldade após a morte de Maria. Quando Asher era mais jovem, ele obedecia cegamente. Mas a adolescência trouxe rebeldia e o doente, inseguro e controlador Henry deve ter encontrado novas e mais cruéis maneiras de submetê-lo novamente.
A ideia daquele monstro machucando-o fez o coração de Violeta se partir. Então ela fez a única coisa que podia. Ela beijou cada cicatriz uma a uma com lábios trêmulos e devoção. Ela explorou seu corpo com a atenção que gostaria que alguém tivesse dado a ele todos aqueles anos atrás. E nem mesmo a menor marca escapou ao seu toque.
Asher rosnou de satisfação, um som que fez o coração dela pular em resposta, emocionada e desfeita.
Violeta se inclinou para trás e, em um movimento fluido, pegou a bainha de sua camisola e a puxou pela cabeça, seus seios saltando com o esforço. Asher soltou um rosnado baixo e animalesco, seu aperto na cintura dela apertando até machucar.
Violeta sorriu, já alcançando a faixa da calça dele apenas para Asher sussurrar, “O que você está fazendo?!” Ele segurou suas mãos no meio do movimento, parando-a instantaneamente.
Violeta franziu a testa, atordoada. Ela teria interpretado mal o momento? Mas isso não parecia ser o caso. De fato, a fome crua nos olhos de Asher prendeu a respiração dela. Ele parecia querer devorá-la completamente, e sem piedade. Ela podia sentir a tensão nele, enrolada firmemente como se ele estivesse se segurando apenas por força de vontade.
Então ela entendeu. Oh, isso era um jogo. Um que o mestre das marionetes devia estar aproveitando imensamente. Um sorriso astuto surgiu nos lábios de Violeta. Tudo bem. Ela jogaria junto.
“O que você acha?” ela ronronou, sua voz sensual, rebolando lentamente sobre o contorno duro dele.
“Violeta.” Asher avisou, seu nome saindo baixo, áspero, como se custasse algo a ele dizer. “Pare.”
O sorriso de Violeta fraquejou.
Ela franziu a testa, a voz tingida de vulnerabilidade. “Eu não entendo. Você não quer isso? Ou…” sua voz caiu, agora mais quieta, “você não me quer?”
Ela podia sentir o desespero crescendo em seu peito, o medo de que talvez, apenas talvez, ela estivesse sozinha nisso. Mas isso não fazia sentido. Ela podia sentir o quanto ele a desejava. Então por que ele estava se afastando?
“Claro que eu te quero, minha pequena rainha roxa, com cada fibra do meu ser. Cada respiração que eu tomo,” Asher disse com ferocidade, pressionando-se contra ela para deixar seu ponto claro. Violeta gemeu. Ambos estavam apenas de roupa íntima, as barreiras frágeis praticamente inexistentes entre eles. Eles podiam sentir um ao outro. Cada centímetro pulsante.
“Então por quê?” Violeta sussurrou, seus olhos dourados procurando os dele.
Asher estendeu a mão e segurou seu rosto com uma ternura que contrastava com o fogo em seus olhos. “Eu te disse antes. Quando eu te tomar, será porque você se ofereceu. Porque você implorou por mim.” Suas palavras eram como sedução sedosa descendo lentamente pela espinha dela.
“Eu estou implorando agora,” Violeta protestou, sua voz quebrando com necessidade. Ela o desejava como se ele fosse a própria vida.
“Não.” Asher balançou a cabeça teimosamente.
“Asher!” Violeta estava farta da provocação. Ela fez um movimento para tocá-lo, mas Asher foi mais rápido e segurou seu pulso com firmeza.
“Você não está livre da minha manipulação,” ele disse apertado. “Eu te trouxe aqui, Violeta. Quem pode dizer que você não está agindo sob a influência do meu poder?”
Ele a puxou para mais perto, sua voz caindo para um tom perigoso e áspero. “Que nunca digam que eu fui covarde o bastante para fazer você minha através dos meus poderes.”
Então ele se inclinou, sua boca traçando um caminho quente até a orelha dela. E com um sussurro tão escuro e sujo que fez os dedos dos pés dela se enrolarem, ele disse, “Quando for a hora de ter você, Violeta Roxa, você não estará implorando por mais — você estará implorando para eu parar. Porque eu te vou foder tão duro que você não saberá seu direito do seu esquerdo, não saberá onde seu prazer termina e o meu começa. Você não deixará minha cama, pelo menos não por uma semana. E se há algo que você deveria temer, amor, é eu colocar um bebê em você. Porque não há uma polegada de você que eu não reivindicarei.”
Violeta gemeu com a intensidade daquela promessa escura. Aquelas palavras deveriam tê-la assustado, mas, em vez disso, elas apenas a excitavam, seus mamilos doloridos, seu núcleo pulsando de necessidade. Asher não apenas falava; ele fazia amor com suas palavras.
“E agora?” ela suspirou, a urgência à beira da voz.
Asher captou o significado instantaneamente. Seus olhos escureceram com deleite, e seus lábios se curvaram naquele sorriso perigosamente maldoso pelo qual ele era conhecido. “Então vamos deixar os assuntos de amanhã para outra hora,” sua voz desceu mais, “e cuidar desta noite.”
Antes que ela percebesse, Asher segurou sua cintura e a moveu lentamente — quase tortuosamente — sobre ele. Sua respiração se prendeu, olhos arregalados com o gesto deliberado.
Asher sorriu, dizendo com a voz rouca, “Você pode querer se segurar, amor. Esta carona não será nada suave.”
Violeta não precisou ser instruída duas vezes. Ela envolveu os braços ao redor dele, sua respiração acelerando em arfadas rápidas e curtas enquanto Asher acelerava o ritmo, guiando seu corpo com um ritmo que roubava sua sanidade.
Ela estava tão molhada, a fricção faiscava através de seus nervos, todo movimento delicioso e pecaminosamente lascivo. Violeta gemeu alto. Era tão bom.
Então a mão de Asher encontrou seu seio, apertando, acariciando, rolando seu mamilo entre os dedos enquanto seus quadris se moviam mais forte, mais fundo, com um ritmo implacável que transformava seus ossos em cinzas.
“Deus, acho que vou gozar!” Violeta gritou, estrelas explodindo à margem de sua visão.
“Então goze para mim, minha pequena rainha roxa,” Asher ordenou, “Quebre pelo seu rei.”
Talvez fossem suas palavras sujas. Talvez fosse o ritmo enlouquecedor do atrito deles, ou a maneira como seus dedos atormentavam seus mamilos como se estivesse esculpindo prazer em sua pele, mas o orgasmo a atingiu como uma onda esmagadora.
Violeta se despedaçou, agarrando o rosto de Asher e beijando-o ferozmente, deixando-o devorar o som de seu prazer como se fosse sua última refeição.