Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 254
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254: Chuva de Vingança 254: Chuva de Vingança Roman já tinha ido embora quando Violeta acordou do sono.
Boa coisa para ele, porque se ainda estivesse ali, ela teria apresentado seu rosto arrogante ao seu punho cerrado por desobedecer flagrantemente seus desejos e compartilhar sua cama. Que audácia.
Mas, lá no fundo, Violeta sabia que nunca poderia rejeitar Gato Roman. Aquele desgraçado sabia exatamente como escorregar pelas suas defesas. O gato era sua fraqueza, e Roman sabia disso muito bem.
Esticando-se com um gemido, Violeta sentou-se, esfregando os olhos cansados. Ela estava prestes a balançar as pernas para fora da cama quando seu telefone iluminou-se no criado-mudo.
Era uma mensagem. Curiosa, ela estendeu a mão e tocou na tela.
[Quando você vai revelar o segredo de Elsie?]
A expressão de Violeta ficou mais séria enquanto ela lia a mensagem uma vez, depois outra vez.
Que diabos?
Não havia nome, apenas um número não listado e não salvo em seus contatos. A única pessoa com quem ela tinha conversado sobre a possibilidade de Elsie esconder um segredo era Micah. Poderia ser uma das outras linhas dele?
Só para ter certeza, Violeta deslizou até sua lista de contatos regulares e tocou no número de Micah que já tinha salvo.
A linha mal tocou uma vez antes dele atender, como se já estivesse com o telefone na mão.
“Violeta?” Micah disse, com um tom que sugeria surpresa pelo telefonema.
“Oi,” ela começou, “Desculpa ligar tão cedo. Eu só queria confirmar uma coisa.”
“Claro, manda ver.”
“Você não… me mandou uma mensagem agora há pouco, mandando perguntar quando eu planejava revelar o segredo de Elsie?”
Houve um momento de silêncio. Então Micah perguntou, soando alerta. “Do que você está falando? Que mensagem?”
Violeta piscou. “Você… não me mandou isso?”
“Eu definitivamente não fiz isso,” ele disse firmemente.
Ela encarou a tela, seu estômago se torcendo com uma sensação incômoda.
“Ah,” Violeta murmurou.
Micah percebeu instantaneamente. “Violeta. O que está acontecendo? Quem enviaria algo assim para você?”
“Eu não sei,” ela respondeu automaticamente, passando os dedos pelos cabelos. “Talvez… não seja nada. Apenas uma brincadeira. Desculpa por te incomodar.”
“Violeta—” Ela o ouviu começar a protestar, mas Violeta encerrou a ligação antes que ele pudesse investigar mais.
Roendo a unha, Violeta andou de um lado para o outro no quarto, encarando fixamente a mensagem. Quem diabos era esse?
Não podia ser Asher. Ela não o via há dias. Além disso, o estilo dele seria expor o segredo ele mesmo e então informar para que os dois pudessem assistir e saborear a vitória. Não podia ser Griffin. Ela simplesmente sabia disso. Quanto a Alaric e Roman, eles estavam muito ocupados agindo como serviçais de sua rainha Elsie e nunca lhe dariam uma arma como essa.
Sem outra escolha, Violeta digitou de volta.
[Quem é você?]
Ela enviou e retomou sua caminhada. Um minuto se passou e então seu telefone apitou.
[Você deve ser muito burra se está ocupada tentando descobrir minha identidade em vez de lidar com Elsie Lancaster.]
Violeta respirou fundo. Que atrevimento. Ela não gostou do tom deles. Mas se quem quer que fosse tinha algo sobre Elsie, ela precisava disso. Urgentemente.
Certo, se era assim que eles queriam jogar.
[Se você é tão inteligente, por que me incomodar? Você poderia destruí-la facilmente.] ela respondeu.
A resposta veio quase imediatamente.
[Eu não faço mais parte do jogo. Mas você faz, Violeta Roxa.]
Violeta sentiu os pelos dos braços se arrepiarem. Se isso não fosse uma pegadinha, significava que alguém lá fora tinha uma agenda e queria usá-la como peão.
Ou talvez fosse realmente apenas uma brincadeira doentia. Depois do desastre de ontem, não a surpreenderia se algum parasita em busca de atenção resolvesse testar o quanto ela estava perto de desabar.
Mas de alguma forma isso não parecia coincidência. Violeta decidiu insistir:
[Qual é o segredo de Elsie então?]
Seu pulso acelerou enquanto ela esperava, olhos fixos na tela.
Outro apito.
[O que você me daria em troca?]
As sobrancelhas de Violeta se juntaram. Que tipo de jogo era esse?
[O que você quer?] ela digitou rapidamente.
Violeta então sentou-se na beirada da cama, a ansiedade apertando em sua garganta, os segundos se estendendo mais do que ela jamais imaginou possível.
Então a mensagem chegou. Uma linha. Duas palavras.
[Sua posição.]
Que…? Violeta encarou as palavras.
“Posição” podia significar qualquer coisa, mas Violeta sabia bem que não tinha nenhuma restante. Ela havia sido retirada da classificação Luna e, depois do incidente de ontem, perdeu o prestígio de Rainha Renegada.
Em teoria, apenas seu apelido de “Rainha Roxa” usado por Asher permanecia, e mesmo isso não valia nada na hierarquia oficial. Ainda assim, algo sobre a frase “Sua posição” a inquietava profundamente, como uma peça de quebra-cabeça sugerindo muito mais do que ela podia ver.
Violeta estava prestes a digitar uma resposta quando sua porta se abriu sem aviso. Assustada, seu telefone escorregou de sua mão e caiu no chão.
Não era difícil prever quem era a culpada.
Lila Meadows estava na porta, braços cruzados e olhos ardendo. “Graças a Deus você está acordada,” ela disse, entrando no quarto como uma general prestes a dar um sermão a uma subordinada. “Agora podemos conversar. E não pense que você pode fugir disso desta vez.”
Antes que Violeta pudesse sequer processar aquilo, Ivy e Daisy entraram logo atrás dela, fechando a porta com um clique silencioso, mas firme, que selou o quarto como uma câmara de conselho de guerra.
Ivy não perdeu um segundo. “Se você acha que vamos deixar você definhar na miséria e apodrecer em seus cobertores como uma heroína trágica, pense novamente.”
Violeta piscou. “Quem está definhando na miséria?”
As garotas pararam, as sobrancelhas franzidas enquanto trocavam olhares em confusão. Essa não era a reação que esperavam. Elas esperavam que Violeta ainda estivesse deprimida.
“Isso é perfeito de qualquer maneira. Eu estava prestes a chamar uma reunião com vocês.”
Violeta olhou cada uma delas nos olhos, aquele fogo em seu estômago voltando à vida com força total. “Porque está na hora de chovemos vingança sobre nossos inimigos.”