Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 216
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216: A Verdade Sobre a Sexta-feira — 2 216: A Verdade Sobre a Sexta-feira — 2 A expressão de Roman se iluminou no momento em que ele avistou Violeta se aproximando, observando cada passo dela como um predador avaliando sua presa.
“Eu estava começando a achar que você não ia aparecer,” ele provocou.
Entretanto, Violeta não estava sorrindo. Sem hesitação, ela jogou uma camisa em seu rosto. “Coloque isso.”
Roman a pegou com uma mão, franzindo a testa em questionamento. Ele levantou o tecido até o nariz, cheirando. “De quem é essa camisa?”
Ele não conseguiu captar nenhum cheiro. Se tinha algum, era cheiro de coisa velha.
“Não importa,” disse Violeta, gelidamente. “Apenas vista, ou não vamos ter essa conversa.”
Roman brincou displicentemente com o tecido. “Por quê?” Sua voz assumiu um tom insinuante enquanto ele deixava seus olhos vagarem lentamente sobre ela, sabendo exatamente como irritá-la. “Você não gosta do que vê?” Ele gesticulou em direção ao seu torso nu.
Recusando-se a baixar o olhar, Violeta manteve sua expressão inabalável. “Coloque. Isso. Agora.”
Roman suspirou dramaticamente, fazendo uma careta mesquinha. “Tão violenta,” Então, para o choque dela, ele acrescentou em um sussurro, “Eu gosto.”
As sobrancelhas de Violeta se juntaram num franzido. O que diabos estava errado com esse cara?
Graças à meia-lua no céu, sua luz era suficiente para Violeta assistir Roman deslizar a camisa pela cabeça, seus músculos se flexionando enquanto ele puxava o tecido para baixo. Ajustava-se ao seu corpo, cobrindo o suficiente de suas partes íntimas. Graças aos deuses.
Quando terminou, ele abriu os braços. “E aí? Como eu estou?
A resposta de Violeta foi um tapa pesado e súbito na bochecha dele. A luz brincalhona nos olhos de Roman desapareceu instantaneamente.
“Você prometeu que não faria nenhum pedido que me colocasse em perigo!” ela cuspiu.
Pah!
Outro tapa, desta vez na outra bochecha. Roman o recebeu sem estremecer. Ele nem tentou detê-la. Apenas ficou lá, aguentando; apenas fazendo careta com a ardência.
“E ainda assim, você me enganou!” ela gritou, seus olhos brilhando com fúria incontida. “Onde está a sua honra?! Qual é o valor das suas palavras?!”
A paciência de Roman finalmente estourou.
“Foi para o seu bem!” ele gritou para ela. Ele merecia toda a fúria violenta dela, mas não iria pedir desculpas por suas ações.
A respiração de Violeta estava irregular, seu coração martelando em seu peito. Ela procurou o rosto dele, tentando entender. Mas havia muitos pensamentos passando por sua mente, muitas emoções conflitando dentro dela para conseguir interpretá-lo bem.
“Mais como por seus próprios motivos egoístas,” ela disse, com a voz amarga.
Os olhos de Roman se escureceram. Sem aviso, ele agarrou o braço dela, puxando-a para tão perto que ela quase colidiu com seu peito. O fôlego de Violeta falhou.
Por um segundo, ela temeu que ele pudesse lhe bater, então instintivamente procurou pela faca escondida no bolso de sua camisola. A mesma faca que ela tinha roubado de Asher durante o Jogo da Corrida. Ela não era tola o suficiente para encontrar Roman sem algum tipo de defesa.
Mas Roman não bateu nela. Ele apenas a segurou. Seu aperto era firme, mas não doloroso, seu corpo rígido contra o dela enquanto ele a encarava com desdém.
“Você, Violeta Roxa,” ele sibilou, “sem saber de nada, surge do nada e tenta acabar com um relacionamento já decretado pelo Alfa Rei. Com sua doce pequena boceta, você seduz meus irmãos—”
Violeta tentou dar outro tapa nele, mas desta vez, ele pegou seu pulso no ar. Ela se debateu, mas Roman a puxou para mais perto, até que seus corpos quase estivessem colados, suas respirações se entrelaçando. O calor entre eles era sufocante, sua raiva atingindo níveis perigosos.
Seus olhos verdes queimavam com desafio. “Não é esse o caso? Ou há algo mais especial em você?”
Violeta deu uma risada áspera. “Claro. Um mulherengo sempre pensará o pior dos outros.”
Os músculos de Roman se tensionaram, sua mandíbula se apertando, as palavras dela haviam atingido seu orgulho. Normalmente ele carregava esse título com orgulho, mas vindo dela, estranhamente, o irritava. Mesmo enquanto ele estava ali fervendo de raiva, Violeta o provocava ainda mais.
“Ou será que eu menti?” ela o desafiou.
Os dentes dele se cerraram, as narinas se alargando. “Elsie pode ser horrível, mas eu escolheria ela em vez de uma prostituta como você qualquer dia.”
Violeta nem piscou.
“Bom para você,” ela disse, rindo friamente, seus olhos brilhando com escárnio. “O mulherengo e a vadia. Vocês dois formariam um casal excelente. Com a sua habilidade, aposto que ela te daria uma ninhada inteira para continuar seu grande legado!”
Ela sabia que um dia sua boca a colocaria em problemas. Mas esta noite? Violeta estava com raiva demais para se importar. Além disso, ele foi quem a acordou da cama para insultá-la, ela não aceitaria seus insultos deitada.
“Não chame Elsie assim!” Roman rosnou, agarrando um punhado do cabelo de Violeta e puxando para trás o suficiente para fazê-la gritar.
Dor irradiou por seu couro cabeludo, mas Violeta recusou-se a mostrar fraqueza. Em vez disso, ela aproveitou a chance para sacar sua faca com a mão livre. Mas Roman foi mais rápido. Ele pegou o pulso dela e arrancou a lâmina de sua mão, jogando-a para o lado.
“Você realmente achou que poderia usar isso em mim?” Roman falou roucamente, os olhos brilhando com o lobo que se insinuava para emergir. O ar entre eles fervilhava com uma tensão estranha.
Tremendo de raiva, Violeta falou entre os dentes.
“Na verdade, eu estava pensando em arrancar um dos seus olhos por você ter colocado a mão em mim. Estou curiosa para saber se sua adorável Elsie ainda seria tão apegada a você se você estivesse desfigurado.”
“Então vamos testar essa teoria,” ele murmurou sombriamente.
Violeta se preparou, totalmente pronta para lutar contra ele. Ela já estava traçando planos de batalha em sua mente. Um plano que envolvia gritar por Lila e as duas cometerem o assassinato do alfa cardeal do sul. Desde que a Oráculo mantivesse a boca fechada, ninguém jamais suspeitaria que havia um alfa cardeal enterrado atrás de sua cabana.
Sim. Seu plano era tão sombrio.
Mas Roman fez o impensável.
Ele a beijou.
Não era suave.
Não era gentil.
Era a fúria encarnada.
Seus lábios colidiram contra os dela com força contundente, reivindicando sua boca como um campo de batalha. A pressão em seu cabelo aumentou, inclinando a cabeça dela para tomar mais, para devorar.
Sua raiva derreteu em uma confusão emaranhada de ódio, tensão e desejo reprimido que nenhum deles queria admitir. Violeta ofegou contra ele, seus dedos se cravando na camisa dele, dividida entre empurrá-lo para longe e puxá-lo para mais perto.