Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 215
- Home
- Desafie o(s) Alfa(s)
- Capítulo 215 - 215 A Verdade Sobre a Sexta-feira — 1 215 A Verdade Sobre a
215: A Verdade Sobre a Sexta-feira — 1 215: A Verdade Sobre a Sexta-feira — 1 “Não. Faça. Barulho,” Roman avisou novamente, caso ela tivesse outras ideias brilhantes.
No início, a desobediência brilhava nos olhos de Violeta, mas a seriedade na voz dele dizia que ele falava cada sílaba seriamente. Então, ela forçou-se a relaxar contra a vontade.
Foi quando ela sentiu.
O peso total do corpo de Roman prendendo-a contra o chão. Seu peito nu prensado contra o dela, o calor de sua pele queimando através do tecido fino de sua camisola. E pior, algo mais — decididamente não flácido — cutucava sua coxa.
Seus olhos se arregalaram em alarme, uma nova consciência a atingindo como uma onda.
Roman sorriu maliciosamente, claramente gostando da realização que surgia no olhar dela.
“Sai de cima de mim, seu idiota,” ela rosnou na palma da mão dele.
Roman a estudou por um momento, seus sentidos aguçados lendo sua linguagem corporal. Então, como se decidisse que ela não era uma ameaça, ele lentamente retirou a mão da boca dela. Exceto que esse foi o primeiro erro dele.
No segundo em que ele demonstrou aquele pingo de confiança, Violeta esticou o joelho para cima, mirando na parte mais vulnerável dele.
Mas Roman não tinha o apelido “a raposa” à toa. Antecipando o ataque, ele segurou a perna dela com uma facilidade irritante, seus dedos enrolando em volta da panturrilha dela antes que pudesse acertar o golpe. Ele a segurou ali, um olhar sombrio e consciente brilhando em seus olhos, como se dissesse, Boa tentativa.
Aquele olhar de presunção fez o calor subir ao rosto de Violeta, não de vergonha, mas de pura frustração.
Desgraçado.
Beleza. Se ela não podia lutar contra ele, ela acordaria o maldito dormitório inteiro.
“Li—!”
Antes que pudesse terminar, a mão de Roman estava sobre sua boca novamente, abafando-a outra vez. Mas Violeta não era de se calar facilmente. Desta vez, ela o mordeu com força suficiente que quase sentiu o gosto de sangue.
Roman retirou a mão com um rosnado baixo, dando-lhe espaço suficiente para se contorcer para fora de seu alcance. Violeta rolou para fora da cama, caindo com força no chão, mas ela se levantou num instante, engatinhando em direção à porta.
“Lila! Lila!” ela gritava.
“Merda!” Roman xingou em voz baixa. Ele sabia que tinha segundos antes que o dormitório inteiro acordasse.
“Não arraste mais ninguém para isso,” ele disse urgente. “Eu só vim para falar com você, não para te machucar.”
Violeta o ignorou, segurando a maçaneta da porta, pronta para correr.
“É sobre a Elsie.”
Ela congelou.
Seus dedos hesitaram no metal frio da maçaneta, sua mente em conflito consigo mesma. Elsie? Não. Ela não podia confiar nele. Da última vez que confiou em Roman, olhe onde ela estava.
Como se sentisse sua dúvida, Roman acrescentou, “Pelos deuses e vivos, eu juro.”
Violeta não deveria confiar nele. Ela sabia disso.
Mas algo em sua expressão transmitia uma medida de sinceridade que ela não conseguia descartar totalmente.
Mas então, uma batida forte sacudiu a porta.
“Princesa!” A voz frenética de Lila vinha do lado de fora.
O coração de Violeta pulou na garganta.
“Esconda-se,” ela sussurrou tersamente, olhos vasculhando o quarto escuro.
Violeta virou-se, enquanto Roman começava a se mover. Quando ela abriu a porta, Lila entrou apressada, de olhos arregalados e vasculhando o quarto como se esperasse encontrar alguém escondido nas sombras.
Não vendo ninguém, ela virou-se para Violeta, ofegante, “O que houve, Princesa? Aconteceu algo?”
Violeta engoliu com dificuldade, forçando sua expressão a ficar neutra. “Eu tive um pesadelo,” ela mentiu suavemente, apesar do pulso acelerado. “Sonhei que você era levada de mim ou algo do tipo.”
Lila suspirou, o alívio suavizando suas feições. “Isso foi só um pesadelo, Princesa. Nada vai acontecer comigo. Eu não vou deixar seu lado.” Ela puxou Violeta para um abraço confortante.
A culpa beliscava Violeta por enganar ela, mas que escolha ela tinha? Ela tinha que ouvir o que esse desgraçado tinha a dizer sobre Elsie
Quando Lila finalmente a soltou, ela ofereceu, “Se você quiser, eu posso dividir a cama com você esta noite.”
“Não!” Violeta disse, mais fortemente do que pretendia. Lila piscou, surpresa.
Violeta tosiu, fingindo timidez enquanto coçava a parte de trás da cabeça. “Eu quero dizer… eu não tenho mais dez anos. Seria bastante vergonhoso para uma garota da minha idade ter medo de pesadelos.”
Lila riu. “Então durma bem, Princesa”
“Você também, Lila.”
Fechando a porta atrás dela, Violeta tomou um momento para acalmar seus nervos. Então ela deu um passo para o meio do quarto, buscando cautelosamente por um certo Alfa de cabelos verdes. “Roman?” ela chamou suavemente. “Onde diabos você está…?”
Um pequeno rato de pelo verde saiu de debaixo da cama e correu em direção aos pés dela. Numa rápida mudança, o rato se transformou em um Roman muito nu e irritantemente bonito. Ele ficou tão perto que ela podia praticamente sentir o calor irradiando de sua pele.
Violeta engoliu em seco, deixando o olhar passar pelos ombros largos e definidos dele, e pelo abdômen trincado, cada linha definida à luz das velas. Ela se certificou de não olhar mais baixo que sua cintura, mas era impossível ignorar o quão bem construído era Roman.
Cruzando os braços, Violeta tentou manter a compostura, apesar do fato de que essa era provavelmente a última visão que ela esperava ver a essa hora.
Roman falou primeiro. “De Rainha Renegada a Princesa. Você certamente tem um fetiche peculiar, minha senhora,” ele provocou naquele tom usual e zombador.
Violeta, no entanto, não estava com vontade de brincadeiras. “O que você quer?” ela exigiu friamente. “Você falou algo sobre a Elsie, então é melhor começar a falar, ou eu vou começar a gritar assassinato.”
“Bem, sobre isso…” Ele arrastou as palavras, esticando o momento, claramente gostando da mudança de poder. “Tenho certeza que você tem muitas perguntas sobre sexta-feira.”
“Ah, eu tenho mesmo,” Violeta respondeu secamente, sua voz entrelaçada com um aviso.
Roman estava desimpedido pela ameaça mal escondida. “Calma, Lady Roxa. Eu responderei todas as suas perguntas, mas teremos essa conversa lá fora.”
Violeta estreitou os olhos. “Você me acha uma tola? Você quer me atrair para fora para aproveitar-se de qualquer armadilha que tenha preparado, não é?”
Roman levantou as palmas das mãos em um gesto de calma. “Minha boca tende a se soltar, e eu não posso prometer que não direi algo para despertar sua fúria. Também preferiria evitar a ira combinada de você e suas três colegas de quarto. Então por que não ter essa conversa um pouco mais… civilizadamente?”
Violeta não se moveu. Ela não confiava nele. Nem um pouco.
Roman exalou, chacoalhando a cabeça como se fosse a perda dela. “Ou…” ele disse, inclinando a cabeça, “Eu posso simplesmente ir embora. Levar minhas histórias comigo.” Ele deixou as palavras penduradas entre eles, observando a reação dela cuidadosamente.
Violeta apertou o maxilar. Ela odiava quando ele jogava esses jogos.
“Mas,” Roman continuou suavemente, “se você quer falar, encontre-me atrás dessa sua nova bela cabana, onde estaremos livres de olhares curiosos. Não que haja muitos nessa hora das bruxas, mas nunca se pode ser muito cuidadoso.” Ele acrescentou uma última vez. “Estarei esperando. E por favor, venha sozinha.”