Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 208
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208: Quer uma Rainha 208: Quer uma Rainha “Adivinha de quem é o carro que vamos dar uma repaginada!”
As unhas de Elsie cravavam em sua palma enquanto assistia ao vídeo no seu celular.
Embora seu rosto permanecesse cuidadosamente neutro, a fúria fria que emanava dela era suficiente para congelar um cômodo.
Na tela, a câmera focava na
expressão zombeteira de Violeta, seus olhos dourados brilhando com travessura.
Então, como se revelasse um grande espetáculo, o ângulo da câmera mudou, revelando o desastre absoluto que era o carro outrora verde metálico e caro de Roman Draven.
A mandíbula de Elsie se apertou.
Violeta, em toda sua glória mesquinha e imprudente, sorriu ao confirmar o óbvio.
“É o carro do Roman Draven, claro!” ela cantarolou, irrompendo em uma risada cheia de nada além de diversão ousada e desavergonhada.
Uma de suas amigas, a loira descolada de cabelo curto, riu ao seu lado, capturando o estado horrível do veículo de vários ângulos. Camadas espessas de lama cobriam a pintura outrora luxuosa, transformando-a numa bagunça irreconhecível de marrom e sujeira.
Violeta suspirou dramaticamente.”Achamos o verde muito… brega para o rapaz.” Ela tocou o queixo em pensamento zombeteiro. “Quer dizer, vamos lá, ele tem cabelo verde, olhos verdes, e agora ele dirige um carro verde também? O que ele está tentando fazer—se mudar para a Groenlândia?”
Lila perdeu a compostura. A câmera tremeu enquanto ela gargalhava como uma lunática.
“Digam nos comentários se gostaram da nova cor, pessoal!” Violeta murmurou, mandando um beijo brincalhão para a câmera do celular.
Atrás dela, suas outras duas colegas de quarto explodiram em risadas, comemorando enquanto continuavam sua obra de destruição.
O vídeo mostrou Violeta avançando, pegando outra mão cheia de lama úmida e pastosa, e lentamente espalhando-a pelo para-brisa em traços largos e bagunçados.
As garotas gritaram e comemoraram.
“Arrasa, Rainha Renegada!” Lila incentivou, capturando cada movimento audacioso.
Como se estivesse fazendo um espetáculo para a câmera, a bonita de cabelos longos de repente falou com um sorriso audacioso.
“Eu queria ter um pau, eu mijaria nele.”
As outras duas garotas gritaram com prazer grosseiro ao ouvirem o anúncio. Violeta, ainda arrastando seus dedos enlameados pelo veículo, ria com elas, mas então seus olhos brilharam com uma ideia ainda melhor.
“Acho que tenho algo melhor.”
Os dedos de Elsie apertaram o celular enquanto Violeta se ajoelhava na frente do carro, pressionando suas mãos encharcadas de lama contra o capô como uma artista preparando sua tela. Então, tão ousada quanto sempre, ela começou a escrever letra por letra. Traço por traço.
Enquanto a câmera dava zoom, Elsie assistia em total incredulidade enquanto as palavras ganhavam vida no carro arruinado e coberto de lama de Roman Draven.
“CHUPE MINHA BUCETA”
As garotas gritaram de riso, algumas dobrando-se pela pura audácia.
“Isso faria um belo design para o carro dele, não acham?” Violeta brincou, dando um passo atrás para admirar seu trabalho.
Mais gritos de riso ecoaram de trás da câmera. A de cabelo loiro curto quase sem fôlego, enquanto a loira de cabelos longos teve que se segurar no ombro da morena para não cair.
Atrás da tela, a visão de Elsie ficou vermelha. Isso foi um novo nível de desrespeito de Violeta. Uma zombaria aberta de Roman, um alfa cardinal, feita por uma pária, para todos verem. A audácia de todos eles.
Incapaz de aguentar mais, Elsie fechou à força o vídeo, seu corpo inteiro tremendo de fúria desenfreada. Então, antes que pudesse se conter…
“FODA-SE!!”
Seu grito furioso quebrou o silêncio de seu quarto, ao mesmo tempo em que jogava o celular no sofá onde Roman estava sentado quieto todo esse tempo.
A audácia daquela garota estava além do que ela imaginava! Violeta Roxa tinha ido longe demais e ela tinha que enterrá-la desta vez!
“FODA-SE! FODA-SE! FODA-SE!” Elsie praguejou novamente, andando de um lado para o outro no cômodo como um animal furioso. Seus dedos se curvaram como garras, um sinal de que estava perdendo o controle sobre sua forma de lobo.
“Eu vou esmagar essa vadia!” ela sibilou, sua voz venenosa. “Ela acha que ser uma Pária é divertido? Ela acha que pode fazer piada disso? Como ela ousa minimizar sua situação! E pensar—” ela girou com um olhar selvagem, “—ela teve a audácia de roubar seu carro e—”
Elsie parou no meio do desabafo e sua fúria deu lugar ao puro nojo porque Roman Draven nem estava ouvindo ela. Em vez disso, o desgraçado de cabelo verde estava sentado no sofá, lambendo a própria mão e esfregando-a no rosto como um verdadeiro gato.
Seu nariz se enrugou de nojo.
Os dedos longos de Roman estavam curvados de um jeito que não deveriam estar, e ele arrastava pela face, sua postura preguiçosamente felina. E a razão não era difícil de imaginar.
Seus olhos estavam fendidos como os de um gato como resultado dos efeitos residuais de sua recente transformação. Roman tinha se transformado em sua forma de gato antes de vir para cá, e agora ele estava preso nos efeitos pós-transformação como algum animal de estimação enlouquecido.
“Você está brincando comigo?!” Elsie gritou, sua raiva renovada com toda a força.
Ela caminhou até Roman e se impôs sobre ele com os olhos ardendo enquanto trovejava.
“Quantas vezes eu já te disse para parar com essa merda nojenta?”
“Me desculpe,” Roman murmurou, abaixando o braço. “Mas eu já te disse—eu não consigo controlar quando está assim—miau.” A última palavra saiu involuntariamente.
Um miau!
O lábio de Elsie se curvou, e ela cuspiu aos pés dele, seu desprezo irradiando. “Então talvez você não devesse ter se transformado antes de vir me ver.”
Roman soltou um suspiro baixo. “Eu já disse que sinto muito.”
Elsie sacudiu a cabeça, a decepção clara em seus olhos. Então, ela se inclinou, seu olhar perfurando-o enquanto segurava seu rosto. “Você quer que eu seja sua rainha, não quer?”
“Claro.” Roman respondeu, “Eu não quero que o nosso seja uma união forçada, Elsie. Quero que você me escolha. Que você me deseje.”
Por um segundo fugaz, a expressão de Elsie suavizou, quase como se estivesse tocada pelo sentimento. Então, sem aviso, o calor desapareceu como se nunca estivesse lá.
Seus olhos ficaram frios e suas unhas cavaram em seu queixo, afiadas o suficiente para arder, enquanto ela sussurrava,
“Então pare de me envergonhar.”