Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 187
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187: Muito Além do Seu Nível 187: Muito Além do Seu Nível “Desculpe, mas não posso te contar isso,” Lila respondeu, fazendo tanto Daisy quanto Ivy gemerem de decepção. Embora Violeta já tivesse se conformado com a ideia de que ela não era a escolhida, a verdade ainda doía mais do que ela gostaria de admitir.
“Por que nos contar tudo isso se você não vai revelar a identidade da princesa?” Ivy lamentou. “Eu não lido bem com suspense!”
“Você não entende a situação aqui,” Lila disse a ela com um tom grave. “Existem pessoas que querem a princesa morta. O fato de você já saber sobre a princesa Fae desaparecida já te faz um alvo.”
Ivy e Daisy ficaram tensas, trocando olhares desconfortáveis. Parece que o assunto não era tão simples quanto pensaram.
Violeta queria manter a boca fechada, mas ela não conseguia descansar, não até confirmar o que precisava saber.
“Então… eu não sou a princesa?” Ela finalmente perguntou.
Mas Ivy deixou escapar uma pequena risada, incapaz de se conter. “Vamos lá, Violeta. Só porque você é órfã e tem esse cabelo roxo incomum, não significa que você é uma princesa das fadas. Certo, Lila?” Ela se virou para a Fae, esperando confirmação.
No entanto, a expressão calma de Lila não revelava nada e fez Ivy franzir a testa. Ivy perguntou novamente. “Violeta Roxa não é a princesa, certo?”
Em vez de responder, Lila fez uma pergunta própria. “O que você acha?”
“Droga,” Daisy murmurou, com os olhos arregalados de realização. Ela se virou para Violeta, sua expressão mudando como se a visse sob uma nova luz.
“Você a conheceu.” O fôlego de Violeta falhou ao se lembrar das palavras de Lila, interpretando além do que foi dito. “Sou eu.” A compreensão amanheceu nela.
“É por isso que você tem me seguido e não me deixava em paz. Você foi enviada para me proteger.”
“Se você diz.” A resposta de Lila foi enigmática, mas a verdade agora estava claramente evidente.
As pernas de Violeta cederam sob ela como se a revelação fosse demais para suportar. Ela deslizou contra a parede, sua mente girando loucamente. Ela era uma Fae? Não apenas qualquer Fae, mas uma princesa? Como isso era possível?
Ivy se virou para Lila, exigindo respostas com a voz. “Mas você acabou de dizer que não pode revelar a identidade da princesa. O que é isso agora?”
“Eu fui enfeitiçada para não revelar informações sobre a princesa,” Lila explicou calmamente. “Violeta Roxa descobriu por conta própria. Ela explorou a brecha.”
Violeta nem mesmo estava ouvindo suas conversas, com o pulso retumbando em seus ouvidos enquanto respirava em arfadas curtas tentando processar tudo. Apenas momentos atrás, ela tinha desejado ser a princesa desaparecida, e agora, o desejo se tornara realidade da maneira mais inimaginável.
Ela tinha uma família lá fora. Ela não era um monstro. Ela era apenas diferente. Não humana. Em vez disso, era uma princesa Fae. Assim como ela tinha discutido com Alaric. Deusa a ajude, isso tinha que ser uma piada.
“Uau,” Ivy respirou, ainda lutando com a verdade. “Violeta Roxa é uma princesa Fae.”
O leve tom de ciúmes em sua voz não passou despercebido.
Embora a relação delas tivesse se tornado menos hostil, Ivy ainda mantinha seu orgulho aristocrático. Ela se deliciava no fato de que era a mais rica de seu grupo. Mas agora, Violeta — a garota órfã adotada por uma prostituta — estava fora de sua liga. Ela era uma criatura de lenda e Ivy não sabia o que sentir sobre isso.
“Esta tem que ser a noite mais louca da minha vida!” Daisy exclamou, sacudindo a cabeça em descrença.
Ivy, ainda cética, perguntou, “Se ela é uma Fae, por que ela não tem orelhas pontudas como você?”
“Desculpe,” Lila respondeu, “mas não posso revelar certas informações sobre a princesa.”
“Então como você tem certeza de que ela é uma Fae? Talvez você esteja enganada, ou algo assim—”
“Ivy,” Daisy advertiu, mas Ivy continuou.
“Não, sério! E se você estiver dando falsas esperanças para ela?” Ela continuou, suas palavras saindo mais rápido agora.
“Ivy! Cale a boca!” A voz de Daisy cortou o ar como um chicote, silenciando-a.
Ivy piscou surpresa, pois esta foi a primeira vez que Daisy tinha estourado com ela desse jeito. Geralmente, era ela quem mandava calar a boca. E geralmente era em Lila. Estar do outro lado da situação não era tão bom.
Mas Daisy não tinha terminado. Ela deu um passo à frente até ficar cara a cara com Ivy. “Eu entendo que você tem algum complexo de superioridade. Mas adivinha só? Esta é a realidade agora. E alguém nesta sala é maior que você. Então supere!”
As bochechas de Ivy queimaram vermelhas enquanto ela se endurecia, seu orgulho ferido.
“Acho que já tive o suficiente por hoje,” ela murmurou com raiva.
Então Ivy girou nos calcanhares e marchou em direção à sua cama. Sem mais uma palavra, ela puxou o cobertor sobre a cabeça e virou de costas para o quarto.
No silêncio que se seguiu, Violeta já encontrou seu equilíbrio. Levantando-se trêmula, ela se aproximou de Lila e tocou seu rosto gentilmente.
Lila baixou ligeiramente a cabeça, sua postura humilde, enquanto Violeta traçava com a ponta dos dedos os contornos suaves de suas bochechas, buscando alguma coisa – qualquer coisa – que explicasse a conexão entre elas.
“Minha mãe…a verdadeira… ” Violeta sussurrou, sua voz tão pequena que quase se perdeu no ar. “Ela está viva? Ela sabe que estou aqui?” Ela engoliu em seco. “Há… há alguma chance de eu encontrar com ela?”
“A Rainha Fae está viva,” Lila respondeu. “Ela sabe da princesa e espera por seu retorno. Mas… a princesa não pode encontrar a Rainha Fae ainda. Não é seguro. Até que o momento certo chegue, a princesa deve permanecer sozinha como até agora.” Suas palavras, faladas em um tom reverente, quase cerimonial, atingiram Violeta como uma canção de ninar agridoce.
Mil perguntas estavam na ponta de sua língua, mas Violeta adivinhou que isso era suficiente por agora. E Violeta sabia, no fundo, que não conseguiria piscar esta manhã.
“Certo,” Violeta engoliu em seco. “Nós vamos conversar mais de manhã.”
“Sim, por favor,” Daisy gemeu, se alongando com um bocejo exagerado. “Eu não acho que meu cérebro aguente mais revelações por esta noite. Choque demais para uma noite.”
“Eu não vou a lugar algum,” Lila prometeu. “Vamos conversar amanhã.”
“Graças a Deus.” Daisy gemeu.
Quando começavam a se dirigir às suas camas, Violeta hesitou. Então, por impulso, ela se virou e abraçou Lila com força.
“Obrigada por cuidar de mim, mesmo quando eu não sabia e fui grossa sobre isso.”
Um sorriso radiante se espalhou pelo rosto de Lila. “É uma honra servir à princesa.”
Com isso, elas se separaram e foram para suas respectivas camas. Mas o sono não vinha facilmente, então passaram o resto das horas pensando sobre a verdade recém-descoberta.
E graças a isso, esqueceram-se de sua nova e perturbadora realidade.
Elas eram renegadas agora.