Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 185
- Home
- Desafie o(s) Alfa(s)
- Capítulo 185 - 185 O Que Você É 185 O Que Você É O caminho de volta ao
185: O Que Você É? 185: O Que Você É? O caminho de volta ao albergue delas era uma marcha silenciosa e pesada. Violeta, Lila, Ivy e Daisy estavam sujas e exaustas, sobrecarregadas pelos acontecimentos da noite.
Quando chegaram em casa, não estavam sozinhas. Grupos de estudantes ainda permaneciam na área comum, suas conversas ociosas morrendo no segundo em que avistaram as quatro garotas.
Violeta sentiu os olhares delas caírem sobre si como abutres atraídos por carne fresca. No entanto, nenhuma delas ousava falar. Melhor assim. Violeta não estava no clima para tolerar besteiras de ninguém.
Seu sangue ainda estava quente, e se alguém respirasse errado, ela não se importaria em quebrar um ou dois narizes para dar o exemplo.
Os estudantes devem ter sentido a energia assassina irradiando dela, porque, como presas movidas por instinto, eles instintivamente se afastaram, abrindo como o Mar Vermelho para permitir a passagem dela e de suas colegas de quarto.
Mas no segundo em que desapareceram atrás da porta delas, os sussurros se acenderam como fogo selvagem. No entanto, Violeta não se afastou da porta imediatamente. Em vez disso, ela ficou lá, esperando… um… dois… três. Então, sem aviso, ela arrancou a porta aberta.
Um grupo de estudantes que tinham se inclinado para bisbilhotar, se desequilibraram de maneira desajeitada para dentro do quarto, os membros se debatendo enquanto caíam no chão em uma pilha de braços e pernas embaralhados.
No momento em que olharam para cima, seus rostos perderam a cor. Violeta estava de pé sobre eles, seus olhos escuros e impiedosos, sua postura gritando uma coisa — corram.
“N-nós… não é o que parece—” um deles gaguejou, a voz tremendo.
Violeta não disse uma palavra. Ela apenas encarou, o olhar frio e ameaçador em seu rosto mais aterrorizante do que qualquer ameaça que poderia ter falado.
“Porra! Vamos embora!” outro gritou, puxando os outros enquanto se apressavam para se porem de pé e correram para fora do quarto como se suas vidas dependessem disso.
Violeta permaneceu no limiar por mais um segundo, seu olhar passando para os estudantes ainda por perto. Bastou um olhar e eles se dispersaram como ratos assustados. Satisfeita, ela fechou a porta com um estrondo.
“Você nem deveria ter se incomodado,” a voz de Lila rompeu a tensa atmosfera.
Violeta virou-se para ver Lila avançando, suas mãos em movimentos estranhos, como se ela estivesse tecendo algo invisível no ar.
Ivy franziu a testa. “O que diabos você está fazendo?”
“Construindo um escudo de sussurros,” Lila respondeu despretensiosa, os dedos ainda se movendo pelo ar. “Desse jeito, ninguém será capaz de ouvir o que discutimos aqui dentro.”
A temperatura do quarto mudou instantaneamente e um arrepio percorreu suas espinhas enquanto um pulso quase imperceptível de energia saturava o ar.
Daisy estremeceu. “Isso é perturbador. Embora eu gostaria de poder ver o que quer que seja que você esteja fazendo. Seria legal estudar.”
“Eu consigo ver.”
A suave declaração de Violeta teve o efeito de um tiro em um quarto silencioso. Três cabeças se voltaram para ela em uníssono, os olhos arregalados de choque.
Os dedos de Lila paralisaram no ar. “Você consegue?” ela perguntou, sua voz transmitindo mais espanto que surpresa. No entanto, Violeta não notou pois estava mesmerizada com sua nova descoberta.
“Como parece?” Lila insistiu, seu tom agora ansioso e seus olhos brilhando com fascinação.
“É como…” Violeta estendeu a mão, assistindo enquanto mechas se enrolavam em torno de seus dedos antes de se dissolverem no ar. “Algodões,” ela murmurou. “Macios, sem peso… e está em todo lugar.”
O quarto inteiro estava envolto em fios delicados e coloridos, flutuando como neblina, preenchendo todos os cantos por onde o som poderia escapar.
“Você está certa,” os lábios de Lila se curvaram em um sorriso sabedor. “Nós chamamos de algodões silenciadores onde eu venho. Eles bloqueiam os espaços, garantindo que nenhum som saia destas paredes.”
“É lindo…” Violeta sussurrou, encantada com a bela visão.
“Certo!” a voz exasperada de Ivy interrompeu o momento.
Ela ficou de pé com as mãos nos quadris, o olhar severo saltando entre Violeta e Lila como se ela estivesse observando duas lunáticas. Tudo o que Ivy e Daisy viam era Violeta estendendo a mão e tocando nada além do mero ar. E para elas, isso era muito mais perturbador do que a ideia de magia de isolamento acústico.
Daisy cruzou os braços, sua expressão cética mas curiosa. “Okay, o que está acontecendo? Alguém melhor começar a falar. Agora.” Ela se virou para Lila com uma determinação apontada. “Começando por você.”
“Eu vi o que você fez na floresta, Lila,” Daisy continuou, estreitando os olhos. “Você não é humana. O que é você?”
A expressão de Lila se tornou séria. “Eu direi, mas primeiro, você tem que jurar que não vai expor minha identidade a ninguém fora deste quarto.”
Ivy debochou. “E você espera que a gente jure feito crianças? O que impede qualquer um de nós de abrir a boca assim que sairmos?”
“A promessa será vinculante,” disse Lila simplesmente. “Mesmo que você quisesse contar a alguém, não seria capaz.”
Violeta, Ivy e Daisy trocaram olhares inquietos. Mas então, não tiveram escolha.
Daisy foi a primeira a ceder. “Droga, eu preciso saber,” ela murmurou, avançando com euforia. “Então, como fazemos isso?”
Lila estendeu a mão. “Nós dizemos o juramento e então batemos as mãos uma na outra para selá-lo.”
Daisy olhou para ela, desimpressionada. “Isso parece estúpido.”
“Experimente e veja.”
Dando de ombros, Daisy pegou a mão de Lila, e o ritual começou.
“Você, Daisy Fairchild, jura manter minha identidade em segredo perante os céus, a terra e os elementos?” Lila entoou.
“Concordo,” Daisy disse.
Elas bateram as mãos.
No momento em que suas palmas se conectaram, uma onda de energia percorreu Daisy, fazendo-a recuar com um grito assustado.
“PORRA!” ela exclamou, sacudindo sua mão formigante. “Isso é alguma séria merda de vodu!”
“Eu sou a próxima!” Ivy declarou, praticamente empurrando Daisy para o lado. Ela queria ver e sentir por si mesma.
O processo se repetiu e quando a magia de selamento passou por ela, Ivy arfou.
“Santa—” Ela virou para Daisy, erguendo o braço para mostrar os arrepios que percorriam sua pele. “Agora eu acredito.”
Então foi a vez de Violeta. Ela colocou sua mão na de Lila, esperando o mesmo pulso elétrico, mas ele nunca veio. Em vez disso, a magia envolveu-a como um caloroso sol, afundando em sua pele como se estivesse abraçando alguém familiar.
Violeta aspirou um fôlego enquanto Lila estudava sua reação mas não disse nada.
Uma vez que o juramento foi completo, os olhos de Daisy brilharam com curiosidade. “Ok, Lila, conte. O que é você?”
O rosto de Lila se iluminou. “Acho que é melhor se eu mostrar,” ela disse com excitação. “Apenas… não se assustem.”
As três garotas concordaram, segurando a respiração em antecipação.
No início, nada aconteceu.
Então os traços de Lila começaram a mudar. Sua pele ficou incrivelmente lisa, quase luminosa, seus olhos azuis se transformando em um impressionante tom de violeta. Mas a transformação mais surpreendente veio quando suas orelhas arredondadas se alongaram em pontas elegantes e afiadas.
Violeta, Ivy e Daisy ficaram de queixo caído.
Lila Meadows… era Fae.