Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 180
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180: Estilhaçar 180: Estilhaçar Todos os olhos estavam sobre eles agora, a multidão zumbindo com antecipação. Qual casa a tempestade roxa escolheria? Eles mal podiam esperar para descobrir.
“O que você está esperando, rainha do drama? Escolha uma casa logo e pare de desperdiçar nosso tempo!” Elsie falou com um suspiro impaciente.
“Deixe-a em paz, Elsie,” Alaric a repreendeu.
“Não, Elsie está certa,” Asher interrompeu, sua voz carregada de zombaria. “É hora dela tomar uma decisão. Não temos a noite toda… ou temos, pequena humana?” Seus olhos escuros brilhavam enquanto ele fixava o olhar nela.
Violeta endireitou os ombros, levantando o queixo com confiança forçada, suas mãos tremendo tão sutilmente que ela mal percebeu, até que Lila alcançou e entrelaçou seus dedos, apertando gentilmente.
Quando Violeta se virou para ela, Lila ofereceu um pequeno sorriso, como se dissesse silenciosamente: Não importa o que aconteça, estou com você.
O gesto simples fortaleceu sua determinação. Violeta respirou fundo, então deixou seu olhar varrer os alfas, lendo cada um de seus rostos.
Primeiro foi Asher, parecendo presunçoso e composto, mas Violeta conseguia ver a tensão por baixo da superfície. O bastardo sabia que ela não o escolheria. Bom para ele.
Griffin estava relaxado, mas atento, dando-lhe um sorriso amigável.
Roman parecia intenso, seu olhar a prendendo no lugar como um aviso: Não desista agora. Não depois de ter chegado tão longe.
E então, Alaric. Seus olhos continham esperança pura e sem filtros, como se ele quisesse que ela o escolhesse, mas não quisesse pressioná-la.
Violeta hesitou diante daquele olhar em seus olhos, o peito apertando ao saber que estava prestes a partir seu coração. Era a coisa mais difícil a fazer, mas Violeta desviou o olhar. Se ela demorasse, talvez não tivesse forças para seguir com o plano.
Ela respirou fundo. Então, exclamou, “Eu rejeito todas as casas.”
A reação foi instantânea.
“O quê?!” Gritos e murmúrios surpresos reverberaram pela multidão, as vozes se sobrepondo em descrédito.
Violeta se firmou, então repetiu, mais alto desta vez, “Recuso as ofertas de todas as casas. Quero estar por minha conta.”
Um silêncio esmagador caiu sobre eles, denso e sufocante. Era o tipo de silêncio que parecia frágil, como se um único suspiro pudesse estilhaçá-lo.
As expressões no rosto dos estudantes eram de puro horror, como se Violeta tivesse acabado de disparar uma bala de prata direto no coração de seus amados alfas cardinais.
Ivy e Daisy pareciam perplexas, trocando olhares espantados. Elas nunca tinham sequer ouvido falar em rejeitar as matilhas como uma opção. O que aconteceria agora? O que isso significava?
Antes que pudessem processá-lo, Lila deu um passo à frente para dizer. “Eu também rejeito as quatro casas.”
Outro gás coletivo soou, os sussurros dos estudantes se tornando frenéticos. O que estava acontecendo? O que diabos elas estavam fazendo?
Lila se voltou para Ivy e Daisy, sua expressão esperançosa, esperando que elas fizessem o mesmo.
“Não, espere… vamos pensar nisso,” Daisy hesitou, seu instinto gritando que isso era uma má ideia.
Mas Ivy, nunca uma para perder um momento dramático, avançou com um floreio teatral. “Eu recuso a honrosa oferta das quatro matilhas. Acho que estou melhor sozinha.”
Outra rodada de murmúrios surgiu. Mais suspiros.
“Ivy!” Daisy sibilou, olhos indo e voltando entre elas.
Ivy a cutucou. “Vamos, não nos faça fazer isso sozinhas.”
Daisy balançou a cabeça. “Não. Eu não—”
“Temos um acordo, lembra?” Lila a lembrou, sua voz agora mais gentil.
Violeta interrompeu, “Não, deixe-a ser. Eu disse a todas vocês para não me seguirem.”
“Mas nós deveríamos ficar juntas,” Lila argumentou, apenas para recuar sob o olhar cortante de Violeta.
“Certo…” Os lábios de Lila se torceram em um bico dramático. “Vá em frente… nos deixe. Siga em frente. Junte-se à sua nova casa chique, faça novos amigos, fofoca, ria, coma, estude—”
“Oh, pelo amor de Deus—TUDO BEM! Eu vou fazer isso!” Daisy estalou, jogando as mãos para o alto.
Deveriam ter visto o sorriso que se espalhou pelo rosto de Lila como um incêndio.
Ela ia se arrepender disso. Daisy sabia, mas não tinha escolha.
Daisy suspirou em derrota, então se ergueu. “Todos nós quatro rejeitamos as casas das matilhas.”
Os murmúrios se tornaram tumultuados desta vez.
“Eles perderam completamente a cabeça,” alguém murmurou.
“Rejeitar as casas não os torna…?” outra voz se interrompeu em realização.
“Desgarrados,” uma terceira voz completou, sombria.
A palavra deslizou pela multidão como veneno e no momento em que foi pronunciada, um sibilo baixo de desprezo seguiu, como se o mero pensamento dos desgarrados contaminasse o ar ao redor deles.
Mas aquilo não era o fim.
Um rosnado furioso cortou a noite enquanto Asher avançava, seu punho conectando forte com a mandíbula de Roman.
“Seu maldito raposa! Foi você que fez isso, não foi?” Asher rugiu.
Roman limpou o sangue do lábio cortado, exibindo um sorriso através dos dentes manchados de carmesim. “Xeque-mate, mestre de marionetes. Você foi superado.”
A pura raiva que brilhou no rosto de Asher era assustadora.
Asher Nightshade tinha planejado tudo. Ele sabia que Violeta não o escolheria, mas isso não importava. Ele tinha outro plano, como sempre.
Se um alfa quisesse um membro de outra casa, ele poderia desafiar o alfa daquela casa por ela. Seu plano tinha sido simples: desafiar Alaric por Violeta. Ganhar e reclamá-la.
E então Roman incendiou tudo.
Com outro rugido enfurecido, Asher avançou novamente, mas Griffin o empurrou para trás, ficando entre eles.
Enquanto os alfas se enfrentavam, Alaric já estava ao lado de Violeta. Suas mãos acariciavam seu rosto, sua expressão marcada pela desesperação.
“Me diga que isso é um erro,” ele implorou. “Me diga que você se enganou, e nós consertaremos isso. As casas entenderão.”
Violeta engoliu em seco contra o nó em sua garganta. A emoção crua em seus olhos a queimava, mas ela não podia deixar isso a influenciar.
“Me desculpe,” ela sussurrou. “Mas essa é a única maneira de Asher não poder me alcançar. A única forma de você estar seguro. Sinto muito.”
Ela viu a luz em seus olhos se apagar — o momento em que suas palavras o esmagaram.
Suas mãos deslizaram do rosto dela, caindo inutilmente ao lado de seu corpo. E assim, ela partiu seu coração.