Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 176
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176: Quem é Quem? 176: Quem é Quem? Exceto por alguns arranhões e hematomas, Violeta estava fisicamente intacta, mas a situação estava longe de ser segura.
Roman não a soltou, em vez disso, puxou-a para trás dele protetoramente, seu corpo agindo como uma barreira entre ela e Asher. Sua postura era rígida, como se silenciosamente advertindo o Alfa Ocidental.
“Você pode entregar a garota agora, Roman,” Asher disse suavemente, avançando alguns passos antes de parar, como se esperasse que Roman fechasse o espaço restante entre eles. “Você se saiu bem até agora.”
Os ouvidos de Violeta estavam zumbindo com aquela afirmação. O que ele queria dizer com ‘se saiu bem até agora’?
Seu estômago torceu violentamente. Não. De jeito nenhum. Isso era impossível.
Seus olhos arregalados e frenéticos se voltaram para o rosto de Roman, procurando por algo – qualquer coisa – que refutasse o pensamento horrível que invadia sua mente. Ela queria acreditar que ele não era parte disso. Que tudo isso não era apenas um truque elaborado.
Ele não a trairia… certo?
“Roman?” Asher ergueu uma sobrancelha, expectante. “Qual é a demora?”
Violeta endureceu quando as mãos de Roman de repente agarraram seus braços. É isso aí. Ele a arrastaria em direção a Asher, a entregaria como um troféu.
Mas, justamente quando seu fôlego prendeu em preparação para o inevitável, Roman fez o impensável.
Em vez de entregá-la, Roman a beijou. A mente de Violeta se estilhaçou. O. Que. Diabos?
Seu corpo travou, seu cérebro falhando em acompanhar a realidade enquanto os lábios de Roman reivindicavam os dela. Seu fôlego ficou preso, seus olhos congelados bem abertos em choque. Ela mal registrou o calor da boca dele antes que ele se afastasse, um olhar insuportavelmente convencido se assentando em seu rosto.
“Isso faz quatro de nós,” Roman murmurou com satisfação. “Eu não ia ficar de fora.”
Esse bastardo absoluto.
Violeta nem teve tempo de reagir direito antes que a atitude de Roman mudasse completamente. Sua arrogância brincalhona desapareceu, sua expressão endureceu quando ele se inclinou. Seus rostos estavam a centímetros de distância quando ele sussurrou urgentemente.
“O muro desabado está no canto esquerdo. Vá. Agora.”
E então – tapa.
Roman maldito Draven deu um tapa em sua bunda, do jeito que alguém provocaria um cavalo para entrar em ação.
Violeta deveria ter estrangulado ele por isso, mas agora, sobrevivência primeiro, assassinato depois. Ela saiu correndo.
Um rosnado furioso e inumano explodiu atrás dela. “NÃO!”
A voz de Asher estava crua e furiosa, o som reverberando pela noite. Ele havia dado a Roman a chance de se redimir e, no entanto, ele havia jogado tudo fora.
O choque de pura violência atrás de Violeta era ensurdecedor. Rosnados, grunhidos e o som brutal de punhos encontrando carne ressoavam enquanto Roman e Asher se digladiavam como feras selvagens. Eles não eram apenas rivais agora. Eles eram inimigos.
Mas Violeta não podia se dar ao luxo de olhar para trás. Ela se concentrou no muro à distância, seu fôlego vindo em arquejos irregulares. Ela estava perto, mas onde estava a abertura?!
Quanto mais ela teria que andar para encontrá-la?!
Violeta teria usado o mapa do seu telefone, mas cada segundo contava. E o tempo dela acabou.
Um rosnado rasgou a noite e o sangue de Violeta gelou. Ela não estava sozinha.
Asher havia antecipado isso. Ele sabia que Roman poderia traí-lo. E então, por via das dúvidas, ele havia deixado alguns de seus lobos atrás como uma garantia. Infelizmente, Alaric e Griffin estavam presos e não podiam ajudá-la. Não a tempo.
O coração de Violeta batia contra suas costelas. Os lobos estavam quase sobre ela. Ela podia senti-los se aproximando. Ela não poderia superá-los.
Droga!
Antes que ela pudesse até mesmo gritar, alguém a puxou para fora da trilha. Uma mão firme fechou sobre sua boca, abafando o grito que quase escapou dos seus lábios.
“Sou eu. Lila.”
O coração de Violeta quase parou. Lila?!
Ela virou a cabeça e lá estava ela, de fato.
Violeta quase desmoronou de alívio ao ver um rosto familiar no meio desse pesadelo insano. Ela queria chorar, abraçá-la, mas antes que pudesse abrir a boca, a voz fria de Lila a deteve.
“Não fale. Não se mexa.”
Violeta endureceu imediatamente, não só pelo comando no tom de sua amiga, mas porque os lobos haviam chegado.
Seu fôlego ficou preso. Eles estavam bem na frente delas, cavando o chão, farejando o ar, mas não as viam.
O pulmão de Violeta queimava enquanto ela tentava não respirar alto demais. Como?
Os olhos dos lobos vasculharam a área, convencidos de que ela estava perto, mas de alguma forma, eles não podiam localizá-la.
Que diabo estava acontecendo?
Segundos se esticaram em eternidade antes de, um por um, os lobos recuarem, rosnando frustrados enquanto se afastavam para continuar a busca em outro lugar.
Mesmo depois de desaparecerem, os músculos de Violeta permaneceram travados no lugar, todo o seu corpo gritava com inquietação. Os lobos não tinham simplesmente desistido. Eles haviam sido incapazes de vê-la. E só havia uma pessoa responsável por isso.
Violeta virou-se lentamente para Lila, o coração batendo.
A fraca luz que se espalhava pelas árvores lançava sombras sobre o rosto de sua amiga, tornando suas feições mais austera do que Violeta jamais tinha visto antes. Como se ela fosse uma pessoa completamente diferente.
“Quem é você?” Violeta perguntou a ela.
“Eu sou a mesma Lila que você sempre conheceu,” ela disse, seu tom cortante e urgente. “Mas não há tempo para explicar. O manto está desativado. Eles nos verão se nos rastrearem novamente. Precisamos nos mover, agora.”
Sem esperar pela resposta de Violeta, Lila pegou seu pulso e a arrastou para a frente. Elas não correram por muito tempo antes de finalmente encontrarem a abertura.
Violeta quase desmoronou de alívio. O buraco era real. Era uma ruptura no muro, grande o suficiente para rastejar. A saída para Liberdade.
Infelizmente, os lobos de Asher estavam esperando. Eles eram inteligentes para saber que, não importa o quanto Violeta se escondesse, ela teria que passar por aqui.
O aperto de Lila no pulso de Violeta se apertou.
“Corra!”
E elas correram.
Os lobos as perseguiam.
Violeta correu até seus pulmões queimarem, mas Lila era mais rápida. Ela chegou ao buraco primeiro, deslizando sem esforço.
“Vem!” Lila chamou do outro lado.
Violeta se abaixou no chão e se arrastou. Quase lá. Quase —
Dentes se fecharam em sua bota e ela gritou.
“Ele me pegou!”
Lila investiu. Suas mãos fecharam ao redor dos pulsos de Violeta, puxando com força, exceto que o lobo puxou de volta e Violeta ficou presa entre eles.
Violeta engoliu um grito. Suas costas raspavam contra a pedra lascada, dor disparando enquanto seu corpo era puxado para frente e para trás entre o aperto de Lila e as presas da fera como um cabo de guerra distorcido.
“Lila, só me solta!” Violeta gritou.
“Nunca.”
E então, os olhos de Lila brilharam roxo e com uma explosão de força inumana, ela puxou Violeta para frente tão violentamente que o lobo perdeu a pegada.
A fera bateu contra o muro com um lamento, e tudo o que restou em suas mandíbulas foi a bota vazia de Violeta.