Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 173
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173: O Que Você Sacrificaria? 173: O Que Você Sacrificaria? “—O—o quê?” A mandíbula de Violeta caiu. Não. Ela deve ter ouvido errado. Não havia como ele ter dito o que ela pensou que ele disse.
“Você me ouviu direito,” Roman disse firmemente, não deixando espaço para má interpretação.
Merda. Ele estava falando sério.
A mente de Violeta procurava freneticamente por lógica, por algo que fizesse sentido nessa absurdidade.
“Espere um minuto,” ela começou, “Você quer que eu rejeite todas as casas, e depois o quê? Viva feliz para sempre com você na floresta?” Ela gesticulou às cegas, sabendo que ele podia vê-la através da escuridão. “Na sua casa na árvore?” O sarcasmo escorria de cada sílaba.
“Não era isso que você queria desde o início? Ser livre dos Alfas Cardeais? Do Asher?” Roman a lembrou, imperturbável.
“Sim, era o que eu queria no começo,” Violeta admitiu, “mas agora, estou namorando um Alfa Cardeal, e o Asher ainda não me deixa em paz.”
“Porque você pertence a uma casa.”
Violeta franziu a testa. “Com licença?”
“Somos lobisomens, governados pela magia, leis e tradição. Você acha que levamos nossos papéis de leve? Esta academia não é apenas uma escola, é um campo de treinamento para o futuro. A estrutura de poder aqui é um reflexo do domínio que vamos impor uma vez que nos formarmos e tomarmos nossos lugares de direito em nossas alcateias.”
Ele continuou, “Se você rejeitar as casas, vai existir fora do sistema. Asher não poderá te tocar. As regras proíbem ele de namorar alguém que não faça parte de uma alcateia. Ele não teria mais nenhum direito sobre você.”
Os lábios de Violeta se separaram em realização. “Então, em uma palavra, eu seria uma pária?”
“Não exatamente,” Roman refletiu. “Mas perto disso. Você ainda teria um lugar para ficar, terminar sua educação e ninguém poderia te forçar a nada. Não é essa a liberdade pela qual você tem lutado?”
As sobrancelhas de Violeta se juntaram em reflexão. Isso soava bom demais para ser verdade, e seus instintos gritavam que Roman não estava lhe dizendo tudo. Nesse exato momento, algo lhe atingiu.
“Espere um segundo.” A mente de Violeta acelerou enquanto as peças se encaixavam. “Se Asher não pode vir atrás de mim, isso significa… que eu também não posso namorar Alaric?”
A expressão no rosto de Roman foi toda a confirmação de que ela precisava.
A expressão de Violeta se torceu em um olhar raivoso, a ira ardente em seu peito. “Isso não vai acontecer.”
Alaric era a única coisa boa neste lugar maldito. E agora, Roman esperava que ela o abandonasse? Assim, sem mais nem menos? De jeito nenhum.
“É para o seu próprio bem,” Roman disse sinceramente.
“Ainda assim, não vai acontecer.” Ela sussurrou através de dentes cerrados. “E se você terminou de tentar me convencer a terminar com meu namorado, me tire daqui.”
Ela virou sobre o salto, indo direto para a entrada apenas para ser parada pelas próximas palavras de Roman.
“Você sabia que Elsie veio até mim por sua causa?”
Violeta se imobilizou, seu corpo rígido com tensão. Embora ela não se virasse, o conjunto rígido de seus ombros deixava claro que ela estava ouvindo.
“Ela queria que eu capturasse você, a reclamasse sob minha casa. Ela queria que eu te colocasse no seu lugar, te punisse por ter a audácia de ir atrás dos pretendentes dela.” Ele zombou. “Mas eu não poderia fazer isso com uma dama, poderia?”
Violeta engoliu em seco, seu estômago se revirando. Mas por baixo dessa emoção também havia nojo e raiva — raiva do que faria a Elsie assim que colocasse as mãos nela.
“Então seus namorados vieram até mim pedindo ajuda, me pedindo para trair Asher.”
Violeta estremeceu pelo plural—namorados. Será que eles sabem o que fizeram…? Não, provavelmente isso era Roman sendo seu usual cheio de alegria.
Ele continuou, “Asher acha que estamos do mesmo lado. Mas eu preciso escolher traí-lo para ajudar você. E acredite, ele não vai perdoar esse tipo de traição. Infelizmente, esse é o sacrifício que tenho que pagar pelo bem de todos.”
Uma tensão lenta se infiltrava no ar. Violeta só conseguia ouvir seu próprio coração rugindo em seus ouvidos enquanto Roman se colocava à sua frente agora, sua presença sufocante. Um relâmpago brilhou novamente, iluminando seu rosto austero.
“Então me diga, Violet Purple,” ele disse seu nome completo com uma gravidade perturbadora. “O que você está disposta a sacrificar?”
Olhos verdes colidiram com dourados, e ela respondeu em uma única palavra.
“Nada.”
O próprio ar parecia segurar a respiração. Quando —**BOOM.** O trovão rachou o céu como se pontuasse sua desafiância.
A mandíbula de Roman se apertou, sua expressão se escurecendo. O Alfa brincalhão e arrogante de momentos atrás havia desaparecido e se tornado alguém que ela não conseguia identificar.
“Certo,” ele disse entre dentes, com uma voz assustadoramente calma. “Você fez sua escolha.”
Por um momento fugaz, o medo agarrou Violeta. Mas ela se manteve firme. Roman não a machucaria. Isso não estava em sua natureza. O pior que ele poderia fazer era arrastá-la até a linha de chegada e reivindicá-la para sua casa. Isso ela poderia suportar.
Então suas próximas palavras enviaram gelo por suas veias.
“Estou cobrando o favor que você me deve.”
O estômago de Violeta despencou.
“Não.” A palavra escapou de sua garganta. “Você não pode—”
“Eu não posso exigir nada que te coloque em perigo, nem posso pedir nada sexual. Esses foram os termos.” Roman disse com um tom controlado, “E não estou te colocando em apuros, estou salvando sua bunda.”
“Salve minha bunda.” Violeta o encarou.
Roman inclinou a cabeça levemente, observando-a com aquele sorriso arrogante e preguiçoso curvando seus lábios. Então, com resignação fingida, deu de ombros.
“Tudo bem. Se você não quer fazer, pode voltar atrás na sua promessa.” Seu tom era zombeteiro, divertido. “Mas então precisamos discutir uma compensação. Você mentiu, manipulou e usou-me, um Alfa Cardeal, para negócios, sem me oferecer uma parte dos lucros. Você tem ideia do quanto custa para me ter em uma aparição oficial no rádio, na TV, em sessões de fotos e revistas? Estamos falando de milhões de Cedes aqui. Você tem esse tipo de dinheiro, Senhorita Purple?”
Roman Draven estava saboreando a impotência dela.
Um olhar amargo cruzou o rosto de Violeta, seus punhos se cerrando tão firmemente que seus nós dos dedos se tornaram brancos. Ela queria socá-lo, talvez colocar algum senso em sua cabeça convencida, mas isso só pioraria a situação. Esta versão de Roman não era para ser provocada.
“Você está fazendo isso por Elsie,” Violeta cuspiu. “O pequeno serviçal leal dela, correndo a seu bel-prazer. O que te faz pensar que ela vai escolher você no fim?” ela o provocava intencionalmente.
Roman riu. Uma risada profunda e consciente que enviou arrepios pela espinha de Violeta. “É aí que você está errada, querida. Elsie não vai ser quem faz a escolha. Quem vai ser o rei Alfa vai. Eu estou apenas facilitando o processo para ela. Afinal, ninguém quer se casar com uma noiva relutante.”
A mensagem estava clara e forte — Roman Draven tinha toda a intenção de vencer o trono.
“Então me diga, pequena Roxa,” sua voz baixou para um arrastado perigoso e silencioso. “Vai ser do jeito fácil… ou do jeito difícil?”
Um longo silêncio se estendeu entre eles. Então, com os dentes cerrados, ela cuspiu sua resposta.
“Eu vou fazer.”