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Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 166

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  3. Capítulo 166 - 166 Toca dos Lobos 166 Toca dos Lobos No momento em que o
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166: Toca dos Lobos 166: Toca dos Lobos No momento em que o sinal foi dado, o caos explodiu.

Estudantes se dispersaram como um rebanho de veados assustados, seus corpos se movendo com um único objetivo de escapar e vencer. Os olhos ardiam de desespero, pés batiam contra a terra úmida, e em segundos, a vasta extensão se tornou um campo de batalha de novatos se empurrando, empurrando, arranhando por uma vantagem.

Violeta apertou o grip em Lila, seus dedos cravando no pulso da garota. Ao lado delas, Daisy se apegava a Ivy, todas se movendo em sincronia enquanto cortavam a frenesi.

Estudantes desesperados tentavam se enfiar entre elas ou melhor, separar estrategicamente sua competição. Mas as quatro garotas mantinham seu chão, avançando como uma corrente se recusando a ser quebrada.

A grama alta chicoteava suas pernas, escorregadias com a chuva e a lama. O ar úmido queimava nos pulmões de Violeta, sua respiração vindo em arquejos irregulares. Mas parar não era uma opção. Não agora. Nunca.

“Dane-se!” ela amaldiçoou, limpando o rosto molhado com a mão esquerda.

O solo embaixo delas havia se tornado macio e mofado pela chuva que Alaric havia convocado. Que misericórdia? A chamada misericórdia de Asher não era nada além de uma crueldade, uma camada a mais de dificuldade em um jogo já implacável.

“Isto é divertido!” Lila gritou, seus olhos brilhando de excitação
Violeta virou a cabeça em direção a ela, incrédula. A garota estava insana? Que parte deste jogo parecia divertido?

Atrás delas, ela podia sentir os olhares ardentes dos lobisomens, cada um pronto para fechar o cerco nelas assim que o tempo de espera terminasse.

“Quero dizer, olha só isso! Parece que vamos realmente passar por—ahh!” As palavras de Lila foram interrompidas por um estalo nauseante.

Uma força súbita a arrancou de seus pés, e num piscar de olhos, ela foi puxada para o ar.

“Lila!” Violeta gritou, escorregando até parar, seu coração despencando.

Lila pendurava, suspensa de cabeça para baixo, o sangue correndo para sua cabeça. A armadilha mordia em sua pele, a corda grossa girando impiedosamente em torno de seu tornozelo. Ela se contorcia e se debatia, mas quanto mais lutava, mais o laço se apertava.

“Violeta!” Lila gritava, pânico permeando sua voz. Nenhuma delas esperava por isso.

“Droga—!” Daisy mal teve tempo de xingar antes dela também ser puxada para o ar, seu grito agudo e engolido pela chuva.

Em meros segundos, duas delas foram capturadas, seus corpos balançando impotentes da árvore.

Ivy tapou a boca com a mão, olhos arregalados de terror. “T-Tem armadilhas por toda parte…” ela sussurrou, voz trêmula.

O estômago de Violeta afundou.

Ela girou em um lento, horrorizado varredura da área. O sangue drenou de seu rosto.

Ivy estava certa. Havia armadilhas por toda parte.

O tempo de espera era uma mentira. Era uma emboscada calculada.

Os Alfas nunca planejaram esperar cinco minutos. Isso era apenas uma ilusão cruel. Uma maneira de eliminá-los antes da verdadeira caçada sequer começar.

Lila e Daisy haviam sido laçadas, mas outros estavam pior. Estudantes lutavam em redes penduradas, seus corpos torcendo e lutando para se libertar. Seria um inferno sair daquelas. Eles estavam presos ali de vez até que os alfas os capturassem especialmente com os outros — alguns, seus amigos — correndo e os deixando para trás.

“Droga. Droga. Droga!” Violeta passou a mão pelos cabelos encharcados, sua mente girando.

Ela não podia seguir em frente. Quem saberia quantas armadilhas estavam enterradas à frente? Não havia volta, não para os Alfas. E ela não iria deixar seus amigos para trás.

“Argh!” Lila gemeu, seu corpo balançando levemente enquanto tentava se virar. Acima dela, o galho da árvore tremia sob seu peso.

“PARA DE SE MEXER, SUA IDIOTA!” Daisy latiu de sua própria armadilha, sua voz se sobressaindo à chuva. “Você só vai apertar mais o laço!”

“Calma, estou tirando vocês daí!” Violeta se moveu, seu pulso batendo.

Daisy virou a cabeça em sua direção. “Seja cuidadosa!”

Violeta diminuiu o passo, seus olhos vasculhando o solo. Graças à chuva, a terra solta tornou mais fácil identificar as manchas perturbadas onde os gatilhos escondidos estavam enterrados sob a grama. Ela desviou de um, depois de outro, sua respiração vindo em ofegos curtos e irregulares.

Chegando a Lila, ela se agachou ao lado da base da armadilha e começou a trabalhar no nó. Mas estava apertado. Muito apertado. Quem quer que tivesse montado essa armadilha fez com que não se desfizesse facilmente.

Seus dedos estavam escorregadios e frios, mas Violeta tentou puxar as fibras, afrouxando-as. Nada. A chuva só piorava, as fibras lisas e impossíveis de agarrar.

“Droga,” ela sibilou, procurando pelo chão. Precisava de algo. Algo afiado. Seu olhar caiu sobre um pedaço pontiagudo e irregular de madeira e ela o pegou, pressionando-o contra a corda—
Snap.

O pedaço de madeira quebrou ao meio como um galho.

“Droga!” Violeta sibilou, atirando-o para longe. Precisava de uma faca, algo afiado o suficiente para serrar as grossas fibras. Mas ela não tinha nada.

“Violeta.” A voz trêmula de Ivy chegou aos seus ouvidos.

Violeta virou, e seu estômago se apertou porque Ivy levantou seu telefone e a tela brilhava no escuro.

Dois minutos haviam se passado. Restavam apenas três minutos.

Ela sabia o que Ivy estava insinuando. Eles tinham que ir. Ela queria deixá-los para trás.

“Você pode ir, mas eu não vou deixá-los.” A voz de Violeta era como um chicote, seu olhar afiado como adagas.

Ivy recuou, mordendo o lábio, envergonhada. Ela não queria abandoná-los também. Ela estava apenas… com medo.

Mas Violeta também estava.

E ela estava farta de deixar o medo tomar suas decisões.

Violeta se levantou, peito arfando enquanto se virava na direção dos lobos e viu exatamente quem ela estava procurando.

Asher estava a uma distância, observando-a com aquele sorriso irritante, como se ele já soubesse como isso terminaria. Como se ele tivesse a solução para o problema dela — e ela percebeu. Claro que ele tinha.

Suas mãos se fecharam em punhos. Beleza. Ele queria jogar esse jogo. Jogo começou.

Violeta começou a andar de volta à linha de partida apenas para Ivy agarrar seu braço.

“Aonde você vai?” Ela arqueou uma sobrancelha cuidadosa, “O que você está prestes a fazer?”

Os olhos de Violeta queimavam de determinação enquanto ela se soltava. “Vou tirá-los dessa encrenca.”

E então ela correu direto para a toca dos lobos.

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