Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 163
- Home
- Desafie o(s) Alfa(s)
- Capítulo 163 - 163 O Jogo da Corrida 163 O Jogo da Corrida Violeta olhou ao
163: O Jogo da Corrida 163: O Jogo da Corrida Violeta olhou ao redor, contemplando o brilho das luzes da rua que ladeavam a trilha da floresta, sua fria iluminação se estendendo infinitamente pelo que restava do Bosque de Prata, já que estavam no meio dele.
O simples fato do esforço e dos recursos investidos nessa chamada iniciação a perturbava. Presumivelmente, era pela segurança deles, mas, acima de tudo, era sem dúvida um espetáculo. Um palco, cuidadosamente preparado para qualquer deturpada iniciação que os Alfas tivessem planejado.
Um calafrio percorreu a espinha de Violeta. O que diabos eles estavam planejando?
O grupo de novatos — uma mistura de alunos do primeiro ano, novos admitidos e estudantes bolsistas como ela — estava junto, sua confusão e ansiedade saturando o ar fresco da noite. Ao menos, naquele momento, não havia divisão entre eles. Estavam todos igualmente aprisionados.
Ao redor deles estavam os elites e os alunos mais velhos, de pé em um círculo frouxo. Eles não conseguiam esconder suas risadas, sussurros e sorrisos divertidos enquanto os observavam, garantindo que não houvesse escapatória. Eles eram os executores dessa iniciação.
O pulso de Violeta acelerou enquanto ela procurava nos rostos nervosos até avistar suas colegas de quarto. Um alívio inundou suas veias como um sopro de ar rompendo a sufocação.
Lila foi a primeira a se esgueirar pelo apertado aglomerado de novatos, correndo em direção a ela. Sem hesitar, ela lançou os braços ao redor de Violeta num abraço apertado. Ivy e Daisy seguiram o exemplo, sua presença a trazendo para a realidade.
“Você está ferida de alguma forma?” Violeta perguntou, olhando de uma garota para a outra, embora fosse em Lila que ela se concentrasse primeiro.
“Não,” Lila respondeu com uma firme balançada de cabeça.
“Eu também não,” Ivy acrescentou, embora se agitasse inquieta, como se se preparasse para o pior.
Daisy, no entanto, cruzou os braços, seu olhar varrendo o entorno. “Não gosto disso.”
Violeta virou-se para ela, interpretando a tensão no rosto da amiga. Daisy era inteligente. Se alguém pudesse descobrir o que os Alfas estavam planejando, era ela.
“O que você quer dizer?” Violeta perguntou, observando-a de perto.
Os lábios de Daisy se uniram em uma linha fina antes de responder. “É uma perseguição.”
O sangue de Violeta gelou.
“Ou uma corrida,” Lila acrescentou, se remexendo nervosamente. “Eu uma vez ouvi alguns estudantes mais velhos cochichando sobre um evento de corrida para novos alunos.”
Daisy balançou a cabeça. “Seja uma perseguição ou uma corrida, não importa.” Ela baixou a voz, dizendo seriamente. “Sua maior preocupação deveria ser, se estamos correndo, o que está nos perseguindo?”
Violeta engoliu em seco, sua mente já fornecendo a resposta.
“Os lobos,” ela sussurrou.
O silêncio caiu enquanto uma onda de medo se espalhava pelas garotas, suas expressões de olhos arregalados.
Ivy empinou os ombros, tentando injetar otimismo no momento. “Então só precisamos ter certeza de não sermos pegos.”
Exceto que ninguém respondeu, a tensão no ar suficiente para sufocar. Ninguém é conhecido por ter escapado de um lobo.
E então, quase que num sinal, uma buzina soou na clareira e cada cabeça virou em direção ao som em uníssono.
À distância, elevados o suficiente para pairar sobre a multidão como deuses entre mortais, estavam o Quatro do Terror — como ela agora preferia chamá-los — Asher, Roman, Griffin e Alaric.
Eles se posicionaram em uníssono, exalando dominância crua. Seus olhares eram indecifráveis, mas imponentes. A própria presença deles falava volumes sobre a noite que se anunciava e enviava uma nova onda de desassossego por entre os alunos reunidos.
Violeta sabia do ditado de que os Alfas Cardeais eram divididos entre si, cada um com suas próprias ambições e rivalidades, mas unidos. E vendo-os juntos agora, ela finalmente entendeu.
Eles poderiam entrar em choque e lutar por tudo, mas quando se tratava de manter o controle da academia, eram unidos. Inquebráveis.
E Asher, foi o primeiro a se adiantar. Claro, tinha que ser ele. Ele era o único que se deleitaria com isso.
“Bem-vindos à sua iniciação, sangue novo,” ele anunciou, sua voz uma mistura perturbadora de autoridade fria e diversão torcida. Seus olhos percorriam seus rostos, se alimentando de seu medo como um predador saboreando o cheiro de sua presa.
“Eu sei que vocês devem estar com medo…” ele ponderou, deixando seu olhar demorar nos primeiranistas tremendo.
“Confusos…” Ele arrastou a palavra, fingindo simpatia.
“Furiosos…”
Seus olhos penetrantes se fixaram em Violeta, seus lábios se curvando em um sorriso compreensivo. Como se a raiva dela fosse a coisa mais divertida que ele tivesse visto naquela noite.
Violeta fechou os punhos tão fortemente que suas unhas cravaram em suas palmas.
“Vocês não têm nada para estar com medo, confusos ou furiosos,” ele continuou suavemente, seu tom zombeteiramente tranquilizador. “Isso é tradição. Uma tradição que aqueles antes de vocês suportaram e sobreviveram.”
Ele gesticulou para os estudantes ao redor, aqueles que assistiam com expectativa doentia. Não é de se admirar que todos estivessem tão ansiosos. Eles haviam sofrido isso antes e, agora, estavam ali para assistir outros passarem pelo mesmo tormento.
Lila deu uma risada abafada. “Que doce falante.”
Ivy, pela primeira vez, não argumentou. Em vez disso, ela encarou Asher, seus lábios se curvando numa rara desobediência. “Eu adoraria apagar esse sorriso arrogante do rosto dele.”
Violeta, Daisy e Lila se viraram para olhá-la, surpresas.
“O quê?” Ivy perguntou, percebendo seus olhares.
Nenhuma delas respondeu, embora a mudança na postura de Ivy não passasse despercebida. Por tanto tempo, ela havia idolatrado os Alfas Cardeais. Agora, parada na mira de seu jogo perverso, parecia que ela finalmente começava a vê-los pelo que realmente eram.
Roman foi o próximo a falar, “A escola pode ter colocado vocês em suas respectivas casas, mas agora, é hora de provar que merecem seus lugares. Ou melhor…” Seus lábios se curvaram levemente. “Deixar o destino decidir.”
E Violeta sabia exatamente quem são os destinos.
Sua mandíbula se apertou.
“E como, exatamente, esse destino decidirá?” Ela perguntou desafiadoramente com voz alta.
Os alunos murmuraram, se agitando ligeiramente e criando espaço ao redor dela enquanto a expunham aos olhares investigativos dos alfas.
Os olhos de Asher ardiam com algo selvagem, ávido, emocionado. Ele deu um passo lento para frente, saboreando a tensão.
“Simples,” ele disse, fazendo uma pausa dramática. Então, com um sorriso perverso, Asher respondeu,
“Através de uma tarefa.”
O coração de Violeta batia frenético, mas ela o encarou nos olhos. “Que tarefa?”
Asher inclinou a cabeça, como se saboreasse a inquietação dela.
“O Jogo da Corrida.”