Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 156
- Home
- Desafie o(s) Alfa(s)
- Capítulo 156 - 156 Sua Namorada Tola 156 Sua Namorada Tola Eu não acho que
156: Sua Namorada Tola 156: Sua Namorada Tola “Eu não acho que consiga fazer isso mais,” Violeta soluçava, sua voz se quebrando como vidro estilhaçado. A culpa e o julgamento que ela estava prestes a enfrentar a impedia de olhar nos olhos dele.
“Ei, ei,” a voz de Alaric era calmante, suave, porém firme, enquanto ele levantava o rosto dela, forçando-a a olhar para ele. Violeta resistiu no início, mas ele persistiu.
“Olhe para mim,” ele exigiu.
E ela olhou.
Através de cílios manchados de lágrimas e visão embaçada, ela encontrou aqueles olhos azuis penetrantes, cheios de preocupação.
“Bom garota,” Alaric murmurou suavemente, seus dedos roçando a bochecha dela para enxugar suas lágrimas.
Mas sua ternura só piorava as coisas. Como ela poderia trair isso? Como ela poderia olhar nos olhos dele, ver todo o calor e devoção que ele tinha por ela, e ainda assim desejar outro? Outros. Ela era realmente tão quebrada?
“Eu te traí,” Violeta confessou, sua garganta apertando em volta das palavras. “Eu beijei Asher pelas suas costas.”
O momento se congelou, o silêncio se estendendo insuportavelmente com tensão não dita. Os olhos azuis de Alaric se arregalaram um pouco, mas só isso. Sua pegada nela não apertou. Não houve explosão de raiva, nem mesmo um sopro de tempestade. Ele não parecia furioso?
Em vez disso, seu olhar vagueava pela área, examinando o ambiente como se estivesse garantindo que ninguém ouvisse.
“Vamos.” Ele pegou a mão dela, sua pegada forte mas sem agressão.
Violeta piscou confusa. Ele não deveria estar furioso? Gritar, sabe, exigir respostas, e quebrar algo?
Em vez disso, a voz de Alaric era calma enquanto explicava, “Este não é meu território. Qualquer um poderia estar ouvindo.”
Ele também não a arrastou, nem a segurou com a pegada machucada de um homem traído. Não, seu toque permaneceu gentil, guiando-a através do labirinto de corpos.
E de fato, não era seu território, como ele dizia. Violeta olhou ao redor, percebendo pela primeira vez que não estava em território familiar. Havia rostos diferentes e nenhum sinal dos companheiros de matilha de Alaric. Não é à toa que havia quatro fogueiras montadas. Uma para cada matilha e ela havia percorrido todas as três com pressa de fugir.
Como na escola, a hierarquia ainda governava, mesmo em uma festa para todos. As matilhas se mantinham em seu próprio território. Sim, isso estragava a diversão de se misturar, mas Violeta havia aprendido a respeitar o costume do lobisomem. Era o caminho dos lobos.
Embora agora que ela olhava ao redor, parecia haver um ponto neutro onde todos se encontravam, mas a maioria ainda ficava com os membros de sua própria matilha.
E agora, Alaric estava liderando ela, não, guiando-a, através dos territórios em movimento, movendo-se com o tipo de autoridade incontestada que apenas um Alfa Cardinal poderia possuir.
Não demorou muito até que Violeta começasse a reconhecer rostos familiares e percebesse que Alaric havia a levado para seu domínio. O território da Matilha do Norte — pelo menos por essa noite.
A maioria dos membros da matilha mal prestava atenção neles, tão absortos na celebração. Algumas lobos travessos uivavam, torcendo pelo seu Alfa por trazer sua namorada. Mas nem todo mundo estava feliz em vê-la.
Violeta sentiu um olhar cortante queimando sua pele e era Elsie Lancaster, a chamada Rainha da Matilha do Norte.
A ironia não passou despercebida por ela. Elsie poderia ser rainha em nome, mas Alaric não a havia escolhido. Isso deveria machucar.
Seu olhar era puro veneno, seus lábios retorcidos em desgosto enquanto eles passavam. Mas Alaric nem mesmo a reconhecia. Ele não reconhecia ninguém. Alaric continuava andando, liderando-a até uma área isolada perto da linha das árvores da Clareira Prateada.
Um calafrio subiu sua espinha.
Ah, não.
O coração de Violeta batia mais forte, sua mente saltando para as piores conclusões possíveis. Floresta escura e isolada. Namorado furioso. Confissão de infidelidade.
Ela tinha ouvido histórias de terror suficientes para saber como essa cena se desenrolava. Ela estava prestes a ser assassinada e abandonada na floresta.
Ela engoliu em seco. Alaric não faria isso… Faria?
Violeta mal teve tempo de processar sua fuga, se chegasse a isso, antes de Alaric se virar para enfrentá-la, seu olhar buscando o dela.
“Me diga novamente, o que você disse que aconteceu?”
Não havia malícia em sua voz. Nenhuma borda afiada de raiva ou julgamento. Apenas paciência. Compreensão.
A garganta de Violeta estava seca, mas ela se forçou a falar.
Então ela contou tudo a ele. O que aconteceu no escritório de Micah com Asher. E — Deus a ajude — a maneira como ela desejava Griffin, o melhor amigo dele. Sua dança de acasalamento — ou qualquer coisa que Lila chamasse.
Até o momento que Violeta terminou, seu rosto estava ardendo de vermelho e ela mal conseguia olhar para ele.
Alaric soltou um suspiro lento e profundo. “É por isso que você estava me evitando?”
O estômago de Violeta se contorceu e ela assentiu, mordendo o lábio.
Outro momento de silêncio se estendeu entre eles.
“Sua garota tola,” Alaric murmurou e antes que ela pudesse reagir, ele deu um peteleco em sua testa.
“Ai!” Violeta recuou, segurando a testa, olhando para ele chocada. Que diabos?
“Você realmente achou que eu não esperava que Asher revidasse?”
A mandíbula de Violeta caiu. Desculpe?
“Você —” Ela piscou, abrindo e fechando a boca. “Você esperava isso?”
Alaric suspirou, balançando a cabeça. “Claro que sim. Eu conheço Asher há mais tempo do que você o conhece, não, durante toda a minha vida. Seria até mais suspeito se Asher não agisse como Asher.”
Então seus dedos traçaram sua mandíbula gentilmente, inclinando seu queixo para que ela não tivesse escolha senão encarar seu olhar. “A culpa é minha. Eu sabia quanto Asher estava obcecado por você, e em vez de abordar isso. Eu apenas deixei estar quando deveria ter te preparado para ele. Sinto muito por ter falhado com você, Violeta.”
Violeta se sentiu tanto burra quanto furiosa, não com Alaric, mas consigo mesma. Ela havia passado dias afogada em culpa. Putos dias! quando o tempo todo, Alaric já sabia e aceitava esse desfecho.
A realização atingiu Violeta como um prédio desabando e as lágrimas derramaram antes que ela pudesse contê-las, seu corpo tremendo. Ela havia carregado esse fardo sozinha quando nunca precisou.
“Caralho,” Violeta engasgou, mais lágrimas derramando enquanto ela se jogava nos braços dele.
Alaric a envolveu com facilidade, abraçando-a do jeito que fazia ela se sentir segura. Que a fazia se sentir inteira novamente.
Alaric não a apressou, nem disse para ela parar de chorar. Ele apenas a segurou como se ela fosse algo precioso. Algo que valia a pena manter.
Seus dedos teciam em seu cabelo, acalmando, ancorando. “Shh,” Alaric murmurou, beijando o topo de sua cabeça. “Está tudo bem. Eu entendo. Não estou bravo.”
Exceto que isso só a fez chorar mais.
Quando ela se afastou, o polo branco de Alaric estava completamente arruinado, encharcado com suas lágrimas. Isso deixou Violeta mortificada, e ela tentou esfregar as manchas.
“Desculpe,” ela murmurou, fungando.
Alaric apenas riu, pegando suas mãos antes que ela pudesse se preocupar com isso. “Shh. Está tudo bem.”
Então, sem hesitar, ele se inclinou e a beijou. Uma pressão suave e terna de seus lábios que era tranquilizadora e confortante.
“Eu não vou deixar você ir, Violeta Roxa,” ele murmurou contra seus lábios antes de beijá-la novamente, desta vez mais profundamente.
“Você é minha agora,” ele declarou, a possessividade em seu tom enviando um arrepio pela espinha dela.
Caralho. Alaric era totalmente sexy quando estava assim. Então ela se deixou afundar nele, completamente e pela primeira vez em muito tempo, ela se sentiu livre e segura.
Mas então, Violeta se lembrou e ela se afastou, sem fôlego.
“E Asher? O que você vai fazer sobre ele?”
E sobre os sentimentos dela por ele? E por Roman também? Mas Violeta decidiu não forçar ainda a sorte. Um problema de cada vez.
“Eu posso lidar com Asher,” ele murmurou, sua boca procurando pela dela, no entanto, Violeta não acreditava nisso.
“Alaric,” ela disse a ele, olhando-o diretamente nos olhos, “Asher é perigoso.”
“E eu não?” ele disse, as palavras carregadas de uma ameaça silenciosa, seus olhos quase crepitando com eletricidade. E bem naquele momento, um relâmpago riscou o céu, iluminando sua expressão.
Ok. Ponto entendido.
Alaric era bem assustador agora que ele colocou dessa maneira.
E Violeta não sabia por que a exibição enviou um calafrio de calor direto ao seu núcleo. Talvez ela fosse realmente danificada na cabeça porque como alguém poderia ser atraído pelo perigo.
Antes que ela pudesse pensar demais, Alaric a puxou de volta para um beijo feroz e faminto. Suas línguas se enroscavam, suas respirações desiguais, seus corpos pressionados tão perto que ela podia sentir seu poder zumbindo em sua pele como uma corrente. Era quase como se estivesse na superfície pronta para crepitar por ela.
Então, tão abruptamente quanto começou, ela se afastou.
“Griffin,” ela ofegou. “Eu preciso me desculpar com ele.”
Alaric gemeu, enterrando o rosto em seu ombro.
“Você realmente não desiste, né?”
Violeta franziu a testa. “Eu estou falando sério!”
Alaric exalou bruscamente, então finalmente, mais como relutantemente, se afastou.
“Espere aqui,” ele ordenou.
Então, com um último beijo em sua testa, Alaric desapareceu na festa.