Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 155
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155: Em Busca de Redenção 155: Em Busca de Redenção “Eu nunca seria como você!”
Quantas noites ela tinha passado, olhando para o teto do trailer, às vezes para o céu aberto, sussurrando isso para si mesma como uma oração?
Quantas vezes ela cuspiu essas palavras bem na cara de Nancy, ardendo de determinação, de fúria, de desespero?
E, no entanto, apesar de tudo, aqui estava ela.
Igual a Nancy.
O passado se arrastava de volta à sua mente, uma coisa feia e implacável, lembrando-a de quem ela realmente poderia ser.
“Isso é um formulário da Academia Lunaris? Bom para você. Apenas se esforce para entrar, e sua vida vai melhorar. Se ficar mais difícil encontrar um cara, lembre-se do que eu te ensinei. Apenas mame o pau dele bem gostoso, e ele ficará mole nas suas mãos. Vocês dois podem acabar juntos, dando à luz a lindos bebês lobisomem. Que sortuda você é, Violeta.”
A mulher deve ter a amaldiçoado naquele dia.
Essa era a única explicação para o porquê isso estava acontecendo.
Por que Alaric — que era doce, que era seguro, que era tudo o que ela deveria ter querido — não era suficiente.
Por que ela estava desejando por Griffin?
E pior — por que não era só ele.
Queimava em sua língua, proibido, não dito e ainda assim Violeta nem conseguia pensar no outro nome. Como se o próprio ato de dizê-lo em sua mente pudesse conjurá-lo à existência.
Algo estava errado com ela.
Talvez Nancy tivesse mentido. Talvez ela realmente fosse sua filha, afinal. Não era além de Nancy mentir, muitas vezes como uma maneira de evitar responsabilidades. Talvez a prostituição corresse em seu sangue, e não importa o quanto ela tentasse escapar, finalmente a alcançou.
Mas então… o cabelo roxo. Ela não se parecia em nada com Nancy.
Ela poderia ter puxado ao seu pai? O pai que ela nunca conheceu? O pai com cabelo roxo? Era hilário, mesmo enquanto seus pensamentos giravam, selvagens e frenéticos, procurando por algo, qualquer coisa, para se agarrar antes que a culpa a engolisse por inteiro.
Violeta parou, sugando respirações profundas e trêmulas.
Onde ela estava?
A multidão havia engolido suas colegas de quarto assim que ela saiu correndo. Agora, a música batia em seu crânio, uma batida pulsante e implacável que apenas piorava sua respiração.
Então ela o viu.
Asher Nightshade.
Ao contrário dos outros, que estavam perdidos na diversão, Asher estava à parte.
Seus membros da matilha estavam em um canto, bebendo, rindo, mas Asher estava relaxado sozinho, um rei em seu próprio direito.
Um rei solitário.
Asher se misturava às sombras, uma sombra entre as chamas, vestido com moletom preto e jeans preto, suas longas pernas esticadas enquanto ele girava despreocupadamente um cigarro entre os dedos.
Ele fumava?
Ela nunca soube disso.
Os tendões brancos de fumaça o faziam parecer ainda mais intocável, ainda mais perigoso, acentuando as linhas de sua mandíbula, a curva de seus lábios.
Mas não era o cigarro que a inquietava.
Eram seus olhos.
Estavam descobertos.
Sem óculos.
Sem filtro.
Nada protegendo-a da intensidade crua daqueles íris cinzentas e seu coração saltava uma batida. Não de medo. Mas pela maneira como ele olhava para ela. Porque Asher Nightshade não apenas a olhava — ele a via.
Como se pudesse alcançar as profundezas dela e arrastar os próprios demônios que ela estava tentando escapar. Como se pudesse tomá-los para si mesmo, torná-los seus.
Ele entendeu e estava oferecendo uma saída.
“Venha até mim, minha rainha roxa. Eu vejo você. Eu entendo você. Eu não vou te julgar.” Diziam aqueles olhos.
Violeta vacilou. A oferta era tentadora demais para ignorar.
Então ela deu um passo à frente, seu corpo se movendo antes que ela pudesse pensar. Antes que ela pudesse se impedir.
O olhar de Asher brilhava mais forte.
Sim. Venha até mim.
Então, quase imediatamente, ela se recompôs como se tivesse sido queimada.
Não. O que diabos ela estava fazendo? Ela tinha esquecido mil razões pelas quais ela não poderia ir até Asher Nightshade?
Ele era danificado. Perigoso. E nada de bom jamais surgiria deles estarem juntos.
Nada de bom poderia. Ele a arruinaria.
No segundo em que Violeta tomou sua decisão, a luz nos olhos de Asher se apagou e sua expressão endureceu.
Ela virou e fugiu novamente, empurrando grupos de estudantes alegres que mal a notavam.
Exceto que Violeta correu diretamente para outro pesadelo.
Roman Draven.
Pense neles e eles aparecerão. Por que o universo estava fazendo isso com ela?
Ao contrário de Asher — o rei lobo solitário — Roman nunca estava sozinho.
Quatro mulheres se agarravam a ele, tocando, bajulando, reivindicando-o como seu prêmio. Suas mãos estavam em todo lugar, em seus braços, seu peito, suas coxas, como se estivessem demarcando território. Mas ele não estava prestando atenção nelas porque sua língua estava na boca de outra pessoa.
O estômago de Violeta se contorceu enquanto seus olhos se encontravam.
E então, Roman sorriu. Um sorriso lento e diabólico em seus lábios, como se estivesse grato por ela ter caído em sua armadilha inesperadamente.
Roman aprofundou o beijo.
As unhas de Violeta se cravaram em suas palmas. Porque, por que ela estava assistindo? Por que ela não conseguia desviar o olhar? E por que diabos parecia…
Como se ele estivesse beijando ela através de outra pessoa?
A pegada de Roman se apertou nos cabelos da garota, puxando-a para mais perto, beijando-a mais intensamente, sua língua a devorando.
A garota gemeu, o som enviando uma onda de calor diretamente ao núcleo de Violeta.
Ah, não.
Não ele também.
Ela não o queria. Ela recusava a querer. Roman não era seu tipo. E ainda assim—
Por que ela desejava que fosse ela? Por que ela queria arrancar aquelas mulheres dele? Por que ela queria os lábios dele nos dela?
Não.
Não, não, não.
E antes que pudesse se impedir, Violeta virou e correu novamente.
Desta vez, Violeta não parou. Ela correu cegamente, enquanto buscava ar. Enquanto procurava algo que pudesse ancorá-la.
Ela se odiava. Esse não era um comportamento normal.
Talvez ela estivesse errada sobre sua teoria não-humana.
Talvez ela não fosse uma bruxa.
Ou uma fada.
Mas…
Uma súcubo.
Fazia sentido, não é? Isso explicaria por que ela queria a atenção de todos eles.
Ela era como Micah. E talvez só ele pudesse ajudá-la. Talvez— Violeta bateu em alguém.
“Cuidado—opa.”
Ela olhou para cima.
E seu estômago afundou.
Alaric.
Seu rosto se abriu em um sorriso.
“Finalmente,” ele murmurou, seus braços travando ao redor dela como se tivesse capturado sua namorada fugitiva.
Como se ela pertencesse ali.
Como se ele fosse seu lar.
Quente.
Seguro.
Tudo o que ela deveria ter querido.
E, assim, Violeta desmoronou.
As lágrimas vieram do nada.
Um segundo, ela estava ali, sem fôlego.
E no próximo, ela estava soluçando em seus braços.
Completamente.
Totalmente.
Desmoronando.