Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 151
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151: Assassinato na Moda 151: Assassinato na Moda Um grito agudo arrancou Violeta de seu sono tranquilo, sacudindo-a acordada como um tiro na calada da noite. Com o coração batendo forte, ela se ergueu na cama, piscando rapidamente enquanto lutava para lembrar onde estava.
Certo. Seu dormitório.
Antes que ela pudesse sequer suspirar aliviada, outro grito enviou uma onda de pânico por ela.
Merda.
Violeta saltou da cama, com a adrenalina bombeando através de suas veias enquanto corria em direção à fonte do caos.
Quando Violeta irrompeu no corredor, deparou-se com a visão de Ivy caída no chão, seu rosto sem cor e seu corpo tremendo enquanto murmurava baixinho, “Eu odeio cobras.”
Uma multidão já havia se formado, atraída pela agitação. Alguns alunos sussurravam entre si, outros espiavam por cima dos ombros para pegar um vislumbre da cena. Violeta vasculhou a área, mas não havia sinal de uma cobra de verdade em lugar algum. O corredor estava normal, exceto por Ivy, que parecia ter visto a própria morte.
“Ei, o que aconteceu?” Violeta se agachou ao lado de Ivy, segurando seu ombro. Ela podia sentir a amiga enrijecer sob seu toque como uma tábua.
Ivy tentou falar, mas as palavras se prenderam em sua garganta. Finalmente, ela conseguiu dizer, com dificuldade, “Roman, ele…”
Caralho.
Era tudo o que Violeta precisava ouvir.
Ela havia acordado em uma cama vazia, o que significava que aquele desgraçado escorregadio já havia saído. E se Ivy parecia tão traumatizada, isso só podia significar que Roman havia feito sua saída grandiosa na forma de uma cobra.
Daisy e Lila chegaram naquele exato momento, ofegantes, olhos alternando entre Ivy— que parecia a um grito de distância de uma parada cardíaca — e Violeta, cuja expressão parecia a dois segundos de um assassinato.
“O que diabos aconteceu?” Elas perguntaram em uníssono.
Violeta respirou fundo, tentando se acalmar antes de responder, sua voz achatada pela irritação. “Roman aconteceu.”
“Oh”
Daisy e Lila entenderam imediatamente.
Violeta apertou a mandíbula. Aquele idiota. Em vez de vir atrás dela diretamente, ele foi atrás de sua amiga. E por quê? Porque ele sabia que isso a irritaria mais.
E funcionou. Violeta estava furiosa.
Quando elas levaram Ivy de volta ao dormitório e deram água a ela, Ivy havia se acalmado na maior parte. Seus dedos ainda tremiam levemente em volta do copo, mas pelo menos ela podia falar corretamente agora.
“Estou bem agora,” Ivy disse, afastando a preocupação. “Aconteceu tão de repente, e eu não estava pronta. É só isso.”
Embora o tom de Ivy fosse casual enquanto ela tentava minimizar o ocorrido, Violeta não estava enganada. Ivy era orgulhosa, e Roman a havia reduzido a um desastre gritante no corredor. Era algo que ela não esqueceria.
Violeta suspirou, “Sinto muito. Isso é culpa minha.” Ela se desculpou, culpa a consumindo.
“Não é sua culpa,” Lila disse, firme com os braços cruzados e a voz impregnada de fúria justa. “Roman Draven é um idiota. Ponto final.”
“Bem… nós realmente o provocamos primeiro com o espetáculo do Gato Roman,” Daisy disse de forma incisiva.
Só que foi a coisa errada a dizer naquela situação, pois três pares de olhos se voltaram para ela como rifles de precisão travando em um alvo.
Daisy se encolheu em sua cadeira. Merda. Má jogada. Se olhares matassem, ela já estaria enterrada seis pés abaixo agora.
Antes que pudessem torrar Daisy viva, Lila de repente se animou, lembrando de algo.
“Ah, é mesmo, Violeta! Isso é para você!” Ela estendeu a mão e puxou um pacote grande amarrado com uma fita, enfiando-o nas mãos de Violeta.
Violeta piscou, recebendo-o com confusão. “O que é isso?”
“Uma das alunas me encontrou na volta e pediu para eu te entregar,” Lila sorriu. “Disse que é do seu namorado.”
Os olhos de Violeta se arregalaram. “Alaric?” ela sussurrou.
Como se estivesse combinado, o celular dela apitou. Seu estômago deu um salto enquanto ela pegava o celular e descobria que era uma mensagem de Alaric.
“Alaric me mandou uma mensagem,” ela anunciou.
Antes que Violeta pudesse terminar, três corpos colidiram contra ela, pressionando contra seus ombros para espiar a tela.
Lila, Daisy e Ivy estavam praticamente sufocando-a, a excitação elétrica enquanto elas liam a mensagem em voz alta:
*”Sei que você não gostaria que eu fizesse a escolha por você, mas não pude evitar de pensar que você ficaria eletrizante com isso hoje à noite. Seu garoto trovão.”*
Houve silêncio por segundos. Então—
“AHHHHHHHH!!!”
Lila deu um grito tão alto que quase sangraram os ouvidos.
“Ele é tão fofo!!!” Ela agarrou o braço de Violeta, chacoalhando-a violentamente.
“Caramba,” Daisy sussurrou, claramente impressionada. “Acho que preciso arranjar um Alaric Storm.”
Até Ivy, a que normalmente tem ciúmes da atenção que Violeta recebe, deu um aceno de aprovação, “Ele é bom.” E vindo dela, esse era um grande elogio.
“Agora abre!” Lila praticamente pulava no lugar.
“Sim! Abre!” Daisy se juntou.
Violeta, completamente sobrecarregada, não teve outra escolha a não ser obedecer. Ela desatou cuidadosamente a fita e puxou o embrulho para trás, prendendo a respiração no momento em que tirou a primeira peça de roupa.
Era um crop top preto ajustado, com detalhes delicados em renda na parte superior do peito e ombros. O decote em V mergulhava o suficiente para mostrar suas clavículas, mas não a ponto de se tornar algo muito escandaloso.
Violeta engoliu em seco e pegou a segunda peça, uma calça jeans skinny de cintura alta e lavagem escura, com rasgos nos joelhos e coxas que lhe conferiam um charme despojado e rebelde, ao mesmo tempo em que o ajuste justo sem dúvida abraçaria suas pernas e quadris na medida certa.
Caramba. Como diabos Alaric sabia?
Essa não era apenas uma boa roupa, era perfeita e exatamente o tipo de coisa que Violeta teria escolhido para si mesma. Era quase como se Alaric tivesse entrado em sua mente, lido seus pensamentos e materializado-os na realidade.
Era… tocante. Exceto que Violeta se lembrou bem naquele momento por que não podia aceitá-la.
“Pessoal,” ela disse devagar, mordendo o lábio. “Não acho que possa usar isso.” Não quando ela planejava terminar com Alaric naquela noite. Seria cruel aceitar o presente dele e depois despedaçá-lo.
Mas no momento em que Violeta disse aquelas palavras, três pares de olhos se voltaram para ela com tanta intensidade que a temperatura do cômodo caiu.
Violeta congelou. Por que elas estavam olhando para ela assim? Como se estivessem prestes a assassiná-la.
“Peguem ela,” Ivy comandou.
Violeta jamais havia conhecido medo até aquele momento.
“Não—espera—!!”
Mas era tarde demais quando Lila pulou.
“Ahh—!” Violeta gritou enquanto o ar lhe era arrancado, o peso total de Lila a prendendo na cama.
“O que diabos você está fazendo, sua louca?!” Violeta protestou, chutando, lutando pela vida. Mas não havia escapatória.
“Peguem as pernas dela!” Ivy ordenou.
Daisy, que geralmente preferia se manter neutra em tais lutas, prontamente obedeceu, agarrando as pernas lutadoras de Violeta enquanto Lila se atrapalhava com a roupa.
Não. Isso não estava acontecendo.
Mas estava acontecendo.
“Pessoal, esperem—!!”
Ivy a interrompeu, dizendo com determinação. “Você não vai cometer um desastre de moda na sua primeira festa oficial como rainha cardeal. Isso seria uma morte social e eu não vou permitir.”
“Vocês enlouqueceram!” Violeta gritou enquanto Lila puxava o top por sua cabeça.
“Deixa acontecer, querida.” Lila sorriu. “Resistência é inútil.”
A roupa do Alaric era.