Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 145
145: Gato Roman 145: Gato Roman ~ Lila ~
“Violeta! ME AJUDA!” Lila gritou, enquanto um gato Scottish Fold verde de aparência feroz, porém absurdamente adorável, a perseguia possuído pelo demônio, seus pés levantando pequenas nuvens de poeira.
Isso não era como ela planejara morrer.
Não heroicamente em batalha — definitivamente não na segunda grande guerra.
Não em uma trágica história de amor — como Elena e Kael
Nem mesmo de vergonha por reprovar em um teste — tristemente, nenhum referencial para isso.
Boho! De todas as possíveis mortes, ser dilacerada por um alfa cardinal enfurecido em forma de gatinho não estava na cartela de bingo dela.
Bem, que destino cruel a trouxera até aqui?!
Foi tudo graças a Violeta.
Ela deveria ter sabido melhor. Até Daisy havia alertado que era uma ideia terrível, horrível, catastrófica, mas Violeta, a espertalhona sem vergonha, os envolveu com palavras doces e confiança inabalável.
Porque se tinha uma coisa que Violeta Roxa sabia fazer, era sugar as pessoas até a última gota com um discurso de vendas tão convincente que poderia vender gelo para um yeti.
E para ser sincera? A lógica dela tinha sido sólida.
Violeta reconheceu a demanda no mercado porque, graças à estúpida — em suas próprias palavras — hierarquia na escola, a maioria dos alunos nunca chegava perto de um alfa cardinal antes da formatura.
Não falar então em tocar, segurar ou até mesmo ficar perto de um era considerado um privilégio. Tirar uma foto com um? Era uma experiência única na vida.
Mas agora, graças ao destino — ou ao karma, dependendo de quem você perguntasse — Roman Draven tinha proporcionado a oportunidade perfeita.
Um alfa cardinal, forçado a assumir a forma de um adorável gatinho? Era uma chance única na vida que Violeta, a empresária impiedosa, não poderia deixar passar.
Então ela tinha feito o lançamento perfeito:
“Por uma taxa totalmente razoável, você pode SEGURAR, ACARICIAR, APAERTAR e TIRAR UMA FOTO EXCLUSIVA com o Gato Roman!”
Era a lembrança definitiva!
Uma foto que eles poderiam guardar para sempre e se gabar para seus futuros filhos. E filhos dos filhos. Até a décima geração — se se importassem o suficiente.
No começo, suas colegas de quarto pensaram que Violeta tinha perdido a cabeça, mas quando viram o quão lucrativo era, todo mundo definitivamente entrou na onda. Exceto que havia um pequeno problema: eles não tinham preparação e nem recursos.
Não havia marketing. Nenhum cenário preparado. Para não mencionar que só restavam algumas horas antes que Roman voltasse a sua forma humana e tivesse sua revanche com eles. Que as deusas tenham misericórdia deles.
Eles precisavam de velocidade e eficiência antes que Roman se tornasse completamente inútil para eles.
Mas Violeta não era a Tempestade Roxa por nada e Lila viu em primeira mão o poder das conexões.
Tudo o que Violeta fez foi falar uma palavra com os alunos certos, elite e não elite, principalmente aqueles que a procuraram durante a partida de Futebol Colmilho e pum! Tudo se encaixava.
A sessão de fotos foi então organizada no Espaço Verde, o jardim icônico da escola conhecido por suas flores lindas, caminhos de pedra cênicos e recursos de água de tirar o fôlego. Em uma palavra, a estética serena era perfeita para capturar um momento “mágico” com o Gato Roman.
Em questão de uma hora, o local foi transformado em um estúdio de fotos profissional, com todas as tarefas delegadas:
Equipe de câmera? Conferido.
Acessórios e fundos? Conferido.
Almofadas macias e cobertores de luxo para o “trono real do gato” do Roman? Conferido.
Um armário de roupinhas de gatinho ridículo, mas adorável? Também conferido.
Exceto que foi aí que os problemas começaram.
Vestir o Gato Roman.
Um azarado idiota foi escolhido para a tarefa.
E essa alma infeliz era ela. Lila.
De alguma forma, uma das garotas da elite tinha milagrosamente encomendado um lote de roupas de gatinho personalizadas online, e chegou em tempo recorde.
E a grande tarefa começou.
No início? Roman estava calmo.
Calmo demais para o gosto dela, especialmente ao olhar para cima com aqueles belos olhos verdes.
Exceto que ela deveria ter percebido que era um erro.
Lila deveria ter ouvido seu instinto.
Porque no momento em que Lila tentou vestir um minúsculo smoking na cabeça do Gato Roman…
Todo o inferno se soltou.
O gatinho que estava perfeitamente dócil se transformou em um monstro profano.
Com os dentes à mostra, garras de fora, e com um miado assassino, Roman pulou nela.
E assim, a perseguição mencionada anteriormente começou.
“Violeta! ME AJUDA!” Lila gritou novamente, explodindo para fora do quarto de vestir improvisado e correndo pela sua vida.
O Gato Roman saltou atrás dela, suas patinhas pequenas, mas poderosas, varrendo o chão como um pequeno caçador em perseguição à presa. Droga! Ele deveria ter se transformado em um animal maior!
Mesmo assim, ele a alcançaria e a usaria como bode expiatório.
Como OUSARAM tratá-lo como um animal de estimação?!
Ele era Roman Draven!
Um amante — bem, não no momento —, um alfa cardinal! Um predador! Não uma boneca para ser vestida!
Ele deveria ter sabido que não se podia confiar naquela raposa ardilosa, Violeta Roxa. Ele totalmente subestimou ela.
Justo quando os pulmões de Lila estavam prestes a ceder, uma mão surgiu do nada e agarrou o Gato Roman por trás.
“Aí está você!” disse Violeta, exasperada.
Ela só tinha ido ao banheiro por dois minutos e o caos já tinha se instalado.
Ela lançou um olhar desaprovador para o pequeno gatinho verde se debatendo em seu aperto.
“Gatinho mal!” ela repreendeu, dando um leve tapinha em seu nariz.
Os olhos verdes do Gato Roman se escureceram. Como ela se atreve?!
Ele emitiu um sibilar de pura ameaça, mas Violeta deu um sorriso.
“Alguém está bravo, não é?”
E, para provar o quão bravo ele estava, o Gato Roman passou suas pequenas garras pelo braço dela.
“Ah!” Violeta exclamou, agarrando sua pele agora arranhada.
“Ok, tá bom, essa eu mereci. Mas sem mais.”
O Gato Roman estreitou os olhos e ela devolveu o olhar, sabendo que ele podia perfeitamente entendê-la. Afinal, ele era um homem adulto em um corpo de gatinho.
Ele parou de se debater e Violeta ficou aliviada. Ela ajustou o aperto dele, segurando-o firme contra seu peito, seu pelo macio pressionado contra a curva do seu lado.
E, pela primeira vez?
O Gato Roman não resistiu.
Ele se acomodou contra ela, com as patinhas minúsculas apoiadas no ombro dela, o rabo mexendo contente.
E Violeta não fazia ideia.
Ela não tinha ideia de que o Gato Roman estava vivenciando o momento mais incrível de sua vida.
Porque agora?
Ele estava com o rosto pressionado contra o peito macio e confortável da Violeta.
Ah.
Oh, sim.
O peito dela era macio.
O corpo dela tão macio.
Era a felicidade.
Talvez… só talvez, ele conseguisse tolerar estar nesta forma por um tempo — se pudesse estar encostado em mais seios.
Enquanto isso, Lila estava curvada, tentando recuperar o fôlego, com as mãos nos joelhos.
Ela apontou um dedo na direção do Gato Roman.
“Eu juro que ele me odeia.”
Para confirmar suas suspeitas, o Gato Roman se virou para ela e rosnou, mostrando dentinhos pequenos e afiados.
Lila gritou.
“Viu?! Eu disse!”
Era isso.
Ela estava farta.
“Eu vou embora. VISTA VOCÊ MESMA.”
E sem hesitar, ela enfiou a roupinha de gatinho nas mãos de Violeta e saiu andando, certificando-se de manter uma distância segura entre ela e o gato demônio.
Com Lila fora de cena, Violeta suspirou e olhou para o gatinho confortavelmente acomodado contra ela.
Roman parecia satisfeito. Suspeitosamente satisfeito.
Quase como se estivesse contente por ter conseguido afastar Lila com sucesso.
Violeta estreitou os olhos.
“Certo, senhor,” ela murmurou, levantando o queixinho dele para ficarem nariz a nariz.
“Precisamos conversar.”