Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 141
- Home
- Desafie o(s) Alfa(s)
- Capítulo 141 - 141 Uma Mulher Muito Rica 141 Uma Mulher Muito Rica Violeta
141: Uma Mulher Muito Rica 141: Uma Mulher Muito Rica Violeta se sentou em seu assento, congelada em descrença, e por um momento, ela quase achou que Roman estava falando sério até ver o brilho de travessura em seus olhos. Claro. Essa era a ideia de entretenimento de Roman, atormentá-la para sua própria diversão!
“Você é louco, sabia disso?” Violeta cuspiu com irritação.
Roman se inclinou para trás com um exagero teatral, jogando seu cabelo molhado em um movimento dramático, espalhando gotas de água sobre ela.
“Bonito de morrer, você quis dizer”, ele retrucou, com um sorriso tão irritante quanto sempre. “Obrigado pelo elogio, minha senhora, mas bajulações não vão te desculpar de assumir responsabilidades
“Aquilo não foi um elogio, seu idiota!” Violeta retrucou, a voz subindo com exasperação. “E o que você quer dizer com ‘assumir responsabilidades’? Você nem era virgem!”
Para seu completo choque, Roman ofegou, colocando a mão sobre o peito como se ela o tivesse acabado de esfaquear no coração. “Então, você está dizendo que só assumiria responsabilidade por virgens? Mesmo depois de ter me desejado? Isso é tão parcial, Lady Roxa. Meu interior de criança está devastado.”
“Danificar seu interior de criança, meu rabo!” Violeta sibilou, com os dentes cerrados. “Você está claramente aproveitando para tornar minha vida miserável.”
“Oh, com certeza,” Roman disse, sua voz com um tom de zombaria. “Especialmente por uma certa feiticeira de cabelos roxos que me usou e nem se sente culpada por isso.”
Qualquer respostinha mordaz que Violeta tinha pronto morreu imediatamente em seus lábios. Suas palavras atingiram um nervo, lembrando-a daquele momento constrangedor na sala de aula. Quer ela gostasse ou não, Roman não estava completamente errado. Ela o havia usado, mesmo que indiretamente.
Baixando a cabeça, Violeta murmurou, “Me desculpe.” Ela olhou para ele com olhos dourados sinceros, silenciosamente esperando que sua desculpa fosse o suficiente para acabar com essa conversa ridícula.
Roman, no entanto, tinha outros planos.
“Desculpas não aceitas,” ele declarou com um sorriso que beirava o malicioso.
“O que diabos foi isso?!” A mandíbula de Violeta quase caiu no chão.
Roman se esticou na cadeira, relaxando como se fosse o dono do lugar. “Eu te beijei, Lady Roxa…” Seu sorriso se alargou, malicioso e provocante. “E se me recordo corretamente, também fiz um oral em você.”
As bochechas de Violeta ficaram em um tom ardente de vermelho conforme a memória humilhante ressurgiu. Neste ponto, ela desejava que o chão se abrisse e a engolisse por inteiro.
“Isso é trabalho demais para ser perdoado com apenas algumas palavras,” Roman continuou suavemente, claramente aproveitando o desconforto dela.
“Não é esse o ponto todo de um pedido de desculpas?” Violeta o desafiou, inclinando a cabeça enquanto seu temperamento começava a subir.
Roman não se deixou abalar quando respondeu, “Eu também mencionei assumir responsabilidade.”
Violeta estreitou os olhos com desconfiança quando algo a atingiu. “Você quer algo de mim, não é. O que é?”
O sorriso de Roman se tornou ardiloso, quase felino. A intensidade do seu olhar deveria ter a deixado nervosa, mas Violeta se manteve firme.
“De fato,” ele arrastou as palavras, seu tom melífluo. “Há algo com o qual eu preciso da sua ajuda.”
Isso vai ser problema, seus instintos a alertaram. Mas Violeta não tinha muito escolha aqui.
Roman se inclinou para a frente, apoiando os cotovelos na mesa enquanto começava a explicar. “Como você sabe, eu posso me transformar em qualquer animal à minha escolha. Mas isso tem um custo. Para manter as coisas balanceadas, eu preciso liberar meu lado animal. A noite é geralmente quando eu o deixo livre, mas tenho uma festa esta noite. Isso significa que preciso me transformar agora, ou ficarei desequilibrado. O problema é…” Ele parou dramaticamente, seus olhos verdes se prendendo aos dela. “Eu sou vulnerável na minha forma animal e preciso permanecer assim pelo menos antes da festa de hoje à noite. Infelizmente, se alguém com más intenções aparecer, eu poderia ou machucá-lo — dependendo da forma que estiver — ou estar em perigo real.”
A resposta de Violeta foi imediata, seu tom pingando de sarcasmo. “Para pensar que você confia em mim sendo que serei a primeira na fila para aproveitar isso.”
Roman riu, indiferente à hostilidade dela. “É por isso que você, minha querida Violeta, vai cuidar de mim.”
“Eu não concordei com nada,” Violeta respondeu.
“Você não tem escolha, Violeta Roxa,” Roman disse, o nome dela saindo de sua língua como seda. Por algum motivo, ouvir ele dizer seu nome assim a fez arrepiar inesperadamente. O que diabos estava errado com ela?
“Em que animal você está até pensando em se transformar?” Violeta perguntou com cautela. “Eu odeio cobras, e ouvi dizer que elas são suas favoritas. Se for o caso, esqueça. Não vou te tocar nessa forma.”
“Tudo bem,” Roman disse com um dramático rolar de olhos. “Vou virar algo fofo, algo que vocês mulheres adoram. Só certifique-se de me tratar como realeza até a festa começar.”
Violeta debochou, cruzando os braços. “Deus sabe que estou ansiosa para esse ‘débito’ acabar.”
O sorriso de Roman só cresceu, e Violeta soube naquele momento que tinha acabado de fazer um acordo com o próprio diabo.
Então ela se levantou, afastando os nervos com um resmungo. “Tudo bem, vamos acabar logo com isso. Faça seu animal lá.”
“Com todo o prazer,” Roman adicionou com um sorriso convencido. “Só não fique muito impressionada.”
“Duvido muito,” Violeta retrucou, dando-lhe um olhar incisivo.
Roman avançou, intencionalmente rodando os ombros e flexionando os músculos como um competidor de fisiculturismo. A exibição exagerada fez Violeta revirar os olhos tão forte que ela pensou que eles poderiam ficar presos atrás da cabeça. O sujeito era de fato a arrogância encarnada. Graças aos Deuses Alaric não era nada como ele.
Mas sua diversão foi passageira pois ela não estava preparada para o que viu. Num piscar de olhos, o Alfa altivo e de cabelos verdes diante dela havia sumido, substituído por algo tão pequeno e inesperadamente adorável, que Violeta parou em seus passos.
Sentado onde Roman estivera, estava um surpreendente e raro Scottish Fold verde. O vibrante verde de seu pelo combinava com seus olhos, que piscavam para ela com uma inquietante combinação de inocência felina e indisfarçável arrogância. Suas orelhas arredondadas e seu pequeno e compacto corpo o faziam parecer imensamente fofo. Não, ele era fofo demais para alguém como Roman.
“Meow,” a forma de gato de Roman miou, imitando perfeitamente um gatinho indefeso.
Por um momento, Violeta só pôde encarar, a mandíbula frouxa com descrença. Isso… isso era Roman? Ela piscou rapidamente, tentando conectar o Alfa vaidoso e sorridente com a minúscula criatura ronronante à sua frente. Ela estava encantada.
Mas então, aos poucos, um sorriso raro e um tanto sinistro se formou nos lábios de Violeta. Até Roman, ao vê-lo, congelou, a arrogância brincalhona em seus olhos de gato mudando para apreensão.
Violeta não disse uma palavra, aproximando sua face do nível da dele. O sorriso em seu rosto estava agora positivamente diabólico, seus olhos dourados brilhando com travessura.
As orelhas do gato verde se mexeram, e Roman deixou escapar um ronronar baixo e cauteloso. Por que parecia que ele se jogou de livre e espontânea vontade numa armadilha de caçador?
Violeta estendeu a mão e deu um leve toque na ponta do nariz dele. “Oh, Roman,” ela disse com um tom quase doce demais para ser verdadeiro. “Você está prestes a me tornar uma mulher muito rica.”