Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 125
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125: Engaiolado 125: Engaiolado “Não tenha pena de mim,” Micah de repente disse, sua voz despertando Violeta de seus pensamentos.
“W—o quê?” Ela gaguejou, pega de surpresa.
“Você me ouviu,” ele respondeu calmamente, seu olhar penetrante fixo nela.
Violeta soltou um riso abafado, tentando parecer casual. “Quem disse que eu tenho pena de você? Todo mundo passa por merdas.”
Mas o olhar de Micah não vacilou. Era como se ele pudesse ver através de suas palavras, desvendando sua pretensão sem esforço. Sua intensidade incessante a fez se mexer desconfortavelmente.
“Ok. Tudo bem.” Violeta levantou as mãos. “Sem pena. Você poderia morrer agora, e eu não me importaria,” ela disse, com a expressão impassível.
Por um momento, houve silêncio. E então Micah explodiu em uma risada profunda, genuína que ecoou pela sala. Sua reação foi tão inesperada que Violeta se viu rindo também, sua ironia se dissolvendo em alegria genuína.
No entanto, a leveza foi de curta duração.
Eles se olharam e o riso diminuiu como se percebessem seu papel de professor e aluna — não que essa linha parecesse significar algo na Academia Lunaris. No entanto, ambos se endireitaram em seus assentos ao mesmo tempo, recompondo-se.
Micah limpou a garganta constrangidamente, quebrando a tensão enquanto Violeta foi a primeira a falar.
“Então,” ela começou, “como essa história de aconselhamento realmente funciona? Você é realmente um conselheiro certificado?”
“Não,” Micah disse secamente.
A testa de Violeta se levantou. “Você está brincando comigo agora?”
“Por que eu escolheria uma carreira que envolve ouvir estudantes reclamando que suas namoradas não são boas em fazer sexo oral? Ou seus namorados traindo eles com suas melhores amigas falsas? Ou sobre seus pais estarem passando por um divórcio? Ou uma solução secreta para uma infecção que eles não querem pegar da farmácia porque têm medo que alguém descubra? Ou como eles querem ser você, a bruxa de cabelo roxo que aparentemente está se deitando com todos os quatro alfas cardinais—”
“Tudo bem, tudo bem!” Violeta interrompeu, erguendo as mãos para deter a torrente de palavras. “Acho que não preciso ouvir mais!” Ela estava quase traumatizada com o desabafo dele. Era informação demais.
Violeta o observou cautelosamente. “Para alguém que deveria ser um conselheiro, parece que você é o que precisa de terapia. Isso foi um desabafo e tanto.”
Micah ponderou sobre isso. “Provavelmente. Mas isso não está no orçamento.”
Violeta esfregou as têmporas, gemendo baixinho. “Não há ninguém normal nessa escola.”
Ela abriu os olhos e viu Micah observando-a, sua expressão divertida mas reservada. Sem conseguir se controlar, ela perguntou, “É assim que você conduz suas sessões de aconselhamento? Desabafando para cada aluno que aparece?”
“Na verdade não,” Micah respondeu com um encolher de ombros. “Você estranhamente é a primeira que realmente se sentou e conversou comigo. Os outros que vêm até aqui já sabem o que eu consigo fazer e estão apenas procurando uma solução rápida.”
“Solução rápida?” Violeta repetiu, seu tom aguçado com incredulidade. “Ah, você quer dizer a parte em que você dorme com os alunos?” A mordida em sua voz era impossível de não notar.
“Julgue o quanto quiser, cabeça roxa,” Micah disse, “Mas eu sou um mal necessário. E para seu conhecimento, nunca forcei ninguém. Eles se oferecem voluntariamente, e não é como se eu não oferecesse alívio em troca.”
“Alívio?” Violeta ecoou, cética.
“É o que eu faço,” ele explicou. “Basicamente, eu trabalho com emoções. Quando estudantes estressados vêm até mim, eu tiro seus fardos deles. Os mais gratos, bem, vamos apenas dizer que estão frequentemente mais do que dispostos a oferecer o que eu preciso em troca.” Ele deu um sorriso maroto, acrescentando, “Quer dizer, se você algum dia transasse comigo, você entenderia também. Um dos meus muitos talentos é saber exatamente o que meu parceiro precisa.”
Mas Violeta não estava mais ouvindo. As palavras dele pareciam distantes, seu corpo se tensionando enquanto algo se encaixava em sua mente. Sua voz baixou para um sussurro. “Sua habilidade é manipular emoções?”
O sorriso de Micah desapareceu instantaneamente, substituído por uma expressão mais séria. Ele notou o arrepio súbito em sua postura e rapidamente juntou os pontos sobre o motivo de sua reação. Ela achou que ele a manipulou.
“Apenas quando faço contato físico,” ele disse num tom controlado, tentando tranquilizá-la. “Você e eu não nos tocamos. Nem sequer uma vez.”
“É por isso que você é o conselheiro,” Violeta murmurou, sua voz fria enquanto ela juntava as peças. “Sua habilidade é perfeita para este papel. A prisão ideal. Domesticando e acalmando estudantes problemáticos e excitados.”
“Você é um verdadeiro raio de sol, não é?” Micah caçoou, seu tom uma mistura de sarcasmo e admiração relutante.
“Há quanto tempo você está aqui?” ela pressionou.
Micah levantou uma sobrancelha. “Eu não tinha percebido que isto estava se tornando um interrogatório,” ele disse com um indício de diversão.
“Me responda,” Violeta exigiu, seu tom inflexível.
“Desde que me formei nesta mesma escola,” Micah disse simplesmente.
O ar deixou os pulmões de Violeta apressadamente. Se ele havia se formado na Lunaris, isso significava que ele era apenas um adolescente quando tudo isso começou. E quem poderia dizer que ele não havia começado a oferecer seus “serviços” mesmo naquela época?
“Seu tio é um babaca,” Violeta disse sem rodeios, sua voz carregada de nojo.
Micah riu, um sorriso malicioso curvando seus lábios. “Eu acho que estou começando a gostar cada vez mais de você.”
Violeta revirou os olhos, reconhecendo o tom de provocação dele, mas se recusando a engajar.
Um bip do telefone de Micah quebrou o momento. Ele olhou para a tela e suspirou. “Por mais que eu adoraria saborear sua encantadora companhia, meus serviços são necessários em outro lugar.”
Violeta franziu a testa diante das palavras dele. “Você poderia recusar, sabe? Se mudar daqui—”
“E ir para onde?” Micah interrompeu, sua voz afiada mas não indelicada. “Diga-me, Violeta, onde um híbrido abominável como eu pertenceria? Lobos e humanos mal estão coexistindo como está. O que te faz pensar que o mundo estenderia essa cortesia para mim? E mesmo que eu quisesse sair, você acha que o Rei Alfa me deixaria ir? Eu sou uma ameaça para o seu trono. Esta é minha gaiola, e eu fiz as pazes com isso.”
“Foi um prazer te conhecer, Violet Purple. Espero que esse sentimento se estenda ao nosso próximo encontro. Caso contrário, não faz sentido nos vermos de novo.”
Com isso, Micah saiu, deixando Violeta sozinha em seu escritório. A porta fechou com um clique, e o quarto caiu em um silêncio opressor.
Merda. Violeta gemeu, passando as mãos pelo rosto em frustração. Era exatamente por isso que ela preferia cuidar de sua vida. Sem histórias complicadas, sem revelações que mudavam a vida e sem encontros emocionalmente exaustivos.
Ela respirou fundo, endireitou a postura e decidiu ir embora. Qualquer que fosse o rumo estranho que seu dia tivesse tomado, ela estava acabada com tudo isso.
Mas quando Violeta abriu a porta, ela congelou.
Porque parado bem ali, encostado casualmente na armação da porta, estava um certo Alfa. Ele não estava usando óculos, o que significa que seus olhos cinzentos fendidos brilhavam com aquela mistura familiar de travessura e controle, seus lábios se curvando em um sorriso diabólico que quase fez seu coração saltar do peito.
“Olá, minha rainha roxa.”