Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 117
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117: Um Lugar Sozinho 117: Um Lugar Sozinho Santo criador do universo.
A cabeça de Violeta girava ao finalmente compreender a realidade da situação. Alaric Storm a estava beijando. Não em qualquer lugar, mas na frente de todos. Até mesmo os da elite sentados acima deles.
Droga.
Reagindo instintivamente, Violeta recuou abruptamente, seus olhos cravados nos de Alaric. Seu coração batia descontroladamente enquanto ela encarava o olhar dele, tentando entender suas ações.
Violeta não ia mentir, de alguma forma ela tinha esperança de que o tempo que passaram juntos não tivesse sido insignificante para ele. Que tivesse significado algo. Mesmo que um pouco. Mas isso? Isso estava muito além de tudo que ela ousara imaginar. Portanto, ela precisava de respostas.
Então seus olhos buscaram nos dele qualquer sinal de que isso pudesse ser algum tipo de jogo ou que ele tivesse segundas intenções. Mas, para sua surpresa, o olhar de Alaric era puro. Não havia agenda escondida, nenhum traço de dúvida. Se havia alguma coisa, seus olhos pareciam brilhar com algo genuíno. Eles estavam cheios de admiração, talvez até mesmo afeto.
Droga a sua vida. Ele não tinha vergonha dela.
Algo dentro dela estalou. Sem hesitar, Violeta se levantou abruptamente, agarrou o rosto de Alaric e chocou seus lábios contra os dele em um beijo forte. Alaric gemeu, suas mãos agarrando sua cintura enquanto sua língua buscava a dela fervorosamente.
A sala de jantar explodiu em caos enquanto o barulho atingia um crescendo ensurdecedor com estudantes gritando, torcendo e sacando seus telefones para capturar o momento. Câmeras clicavam e flashes iluminavam a cena enquanto fotos e vídeos dos dois se espalhavam como fogo selvagem. Mas Violeta e Alaric não se importavam. Estavam completamente absortos um no outro, alheios ao espetáculo que haviam se tornado. Que o mundo assistisse, tanto fazia; não importava.
Porém, a reação da multidão era uma mistura de descrédito e entusiasmo. Apesar de muitos estudantes não gostarem de Violeta, eles não conseguiam resistir ao drama. No fim das contas, era como num conto de fadas. A sombria e intocável Violeta e o encantador Alaric Storm, o Príncipe Relâmpago? A audácia do romance era intoxicante.
Como de costume, Lila, sempre a apoiadora entusiasmada, soltou um assobio estridente e bateu palmas alto.
“Vai, Violeta!” ela gritou, sorrindo de orelha a orelha apesar da demonstração pública de afeto acontecendo bem na sua frente.
Ivy, por outro lado, parecia como se alguém a tivesse esbofeteado. Sua boca caiu tanto que era um milagre uma mosca não ter entrado, embora os padrões de higiene na Corte Prateada jamais permitiriam. Afinal, ela era a última pessoa a acreditar que Violeta seria capaz de fisgar um partido como o príncipe relâmpago.
Daisy corou furiosamente com a cena, tentando ao máximo não encarar demais o casal.
No entanto, nem todos compartilhavam do entusiasmo. Da mesa dos elites lá em cima, Elsie estreitou os olhos, sua expressão escurecendo com fúria.
Ela apertou a colher com tanta força que ela se dobrou sob a pressão de sua força de lobisomem. Grace, sentada ao seu lado, engoliu nervosamente, seus olhos indo e vindo entre Elsie e o utensílio deformado.
As duas outras garotas da elite na mesa de Elsie também testemunharam e se remexeram desconfortavelmente em seus assentos. Elsie ficaria furiosa pelo resto do dia e sem dúvida descontaria nelas.
Enquanto isso, Natalie, sentada sozinha em sua mesa, olhava a cena lá embaixo com leve diversão.
“Sempre cheia de surpresas, não é?” ela murmurou com um pequeno sorriso cúmplice antes de voltar à sua refeição, imperturbável pelo caos ao seu redor.
De volta ao centro da agitação, Violeta e Alaric finalmente interromperam o beijo, respirando pesadamente enquanto se encaravam. Os lábios de Alaric brilhavam com a saliva dela e estavam levemente inchados pela intensidade do beijo.
Violeta sentiu um ímpeto de orgulho possessivo que ela não sabia que era capaz de sentir. Ele era dela. O pensamento enviou um arrepio por ela, e ela sorriu para ele. Alaric sorriu de volta.
Quebrando o momento, Alaric se virou para as colegas de quarto de Violeta, que ainda as encaravam com olhos arregalados.
“Vocês se importam se eu a roubar por um momento?” ele perguntou educadamente, sua voz quente e encantadora.
Antes que alguém pudesse responder, Lila praticamente pulou em seu assento. “Sim! Por favor!” ela disse entusiasmada, piscando para Violeta.
Violeta lançou a Lila um olhar de desaprovação, mas Lila apenas sorriu, sua expressão jubilosa como se já soubesse o que eles planejavam fazer.
Alaric, sem perder tempo, pegou a mão de Violeta e começou a conduzi-la para fora da sala de jantar. O barulho ficou ainda mais alto enquanto os estudantes capturavam cada segundo de Violeta e Alaric fugindo do local com mãos entrelaçadas, deixando para trás um rastro de caos e empolgação.
Alaric caminhava rápido, sua mão firmemente entrelaçada na de Violeta, praticamente arrastando-a como se cada segundo importasse e ele não pudesse desperdiçá-lo.
A urgência dele não passou despercebida por Violeta, era elétrica, como o relâmpago pelo qual ele foi nomeado. O coração de Violeta batia, não de medo, mas de pura empolgação. Ela não sabia o que viria a seguir, mas o mistério só aumentava a emoção.
À frente deles, estava estacionado um carro azul meia-noite. Alaric não hesitou, abriu a porta do passageiro para Violeta com um olhar que era ao mesmo tempo confiante, comandante e sexy pra caramba.
“Para onde você está me levando?” Violeta perguntou com voz firme em meio às borboletas em seu estômago.
“Para um lugar onde não seremos perturbados,” Alaric respondeu roucamente.
Seu olhar fixo nela, comunicando sua intenção. Mas Violeta simplesmente deslizou para o assento luxuoso, o leve cheiro de ozônio carregado e couro envolvendo-a.
Com um sorriso, Alaric contornou o carro e deslizou para o assento do motorista. Com um rugido, o motor ganhou vida, e eles partiram. Foi apenas momentos depois que Violeta se deu conta de para onde estavam indo.
Eles empacotaram e trilharam pelo caminho estreito e limpo até a oficina dele.
Agora era de manhã, além do cantar dos insetos e dos pássaros, estava quieto e isolado. O lugar perfeito para se esconder do mundo — e para um assassinato.
Melhor deixar pra lá.
Alaric abriu a porta para ela, e Violeta entrou, seus olhos vasculhando o cômodo. No instante em que a porta clicou fechada atrás dela, ela se virou, mas os lábios de Alaric se chocaram contra os dela.