Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 116
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116: Tempestade Congelante 116: Tempestade Congelante “O que é? Qualquer coisa! É só pedir,” Lila anunciou, seus olhos brilhando com tanto entusiasmo que ela poderia ter oferecido seu rim se Violeta precisasse. Seu ânimo era quase contagioso.
Ivy levantou uma sobrancelha cética, enquanto Daisy inclinou a cabeça, intrigada com o que Violeta poderia querer. Não era todo dia que a inalcançável rainha do gelo baixava a guarda, mesmo que um pouco.
“Estou sem grana,” Violeta declarou friamente.
A mesa caiu em silêncio. Lila ficou boquiaberta, pois claramente estava esperando algo muito mais grandioso que ela pudesse fazer por ela. Ivy, por outro lado, explodiu em risos, agarrando o estômago.
Ela não estava rindo de Violeta por ser pobre, mas sim da Lila por esperar que fosse alguma situação de vida ou morte.
Lila sibilou, lançando um olhar fulminante para a Ivy, que ria tanto que lágrimas se acumularam em seus olhos.
“Estou falando sério aqui,” Violeta disse, sua insatisfação cortando o riso de Ivy como uma lâmina.
Recobrando-se, Ivy sorriu maliciosamente. “Tá bom, tá bom. Você está sem grana. E daí? Liga para seus pais então.”
“Diferente de você, nem todo mundo tem pais ricos,” Daisy estalou, seu olhar afiado o suficiente para fazer Ivy engolir o que ia dizer. Pela primeira vez, a Ivy geralmente desligada e insensível parecia entender como suas palavras poderiam afetar alguém.
“Obrigada por isso,” Violeta disse, fazendo uma reverência dramática para Daisy, que soltou um longo e exagerado suspiro com suas teatralidades.
Violeta continuou, “Falando sério, porém. Estou sem grana. Se tem uma coisa que eu pensava que ser uma elite no Lunaris proporcionaria, é dinheiro. Mas até agora, nada.”
“Isso é só porque você não está sabendo aproveitar,” Lila interrompeu com um tom firme e certo.
“Como assim?” Violeta perguntou, franzindo a testa.
“Mesmo sem pais ricos, os alfas do Lunaris fazem dinheiro através da fama,” Lila explicou, se inclinando para a frente. Ela hesitou por um momento antes de perguntar, “Você tem Moontagram, né?”
“Não me surpreenderia se ela não tivesse,” Ivy comentou, revirando os olhos. Mas seu sorriso congelou quando ela viu a expressão séria de Violeta. “Ai meu deus,” Ivy gemeu, cobrindo o rosto. “Ela realmente não tem.”
Lila fez uma expressão de choque como se Violeta tivesse cometido um assassinato. “Ok, sem julgamentos. Primeiro passo: baixe o aplicativo. Agora.”
Violeta suspirou mas tirou o celular, deixando Lila guiá-la. Enquanto o aplicativo instalava, Lila começou sua explicação. “Moontagram não é apenas um aplicativo de mídia social. É uma mina de ouro para todos aqui. Sabe por que as pessoas sonham em estar no topo da hierarquia desta escola? Não é só por status, prepara você para vida.”
“Como?” Violeta perguntou, genuinamente curiosa agora.
“Através de seguidores, patrocínios e endossos,” Lila começou. “Pega a Elsie, por exemplo. Ela é a pessoa com mais seguidores no Lunaris, com mais de dez milhões. Ela ganha uma fortuna com posts patrocinados, marketing de afiliados e até vendendo sua própria linha de beleza. A cada vez que ela posta sobre um produto, ela é paga. E muito.”
“Natalie,” Lila continuou, “não fica muito atrás com sete milhões de seguidores. Mas o que a faz única é o número de marcas que ela representa. Ela é a rainha dos embaixadores de marca. Empresas de tecnologia, casas de moda, até produtos de estilo de vida, seus endossos estão em todo lugar. Ela é basicamente uma propaganda ambulante.”
“Amanda, a ex-namorada do Griffin, tem dois milhões de seguidores,” Lila adicionou. “Ela se concentra mais em vender seus próprios serviços como modelo, mas realiza tutoriais exclusivos de maquiagem e conteúdo pago por assinatura para seus seguidores.”
Lila disse com um sorriso cúmplice. “Posts patrocinados podem pagar milhares, até dezenas de milhares, dependendo do seu número de seguidores. Embaixadores de marca recebem pagamento mensal, além de bônus. E se você tem um produto ou serviço? Melhor ainda.”
Quando Lila terminou, a mente de Violeta estava a mil. Ela recostou-se na cadeira, um brilho de determinação em seus olhos. “Eu quero entrar,” ela disse decididamente. “Se é uma questão de dinheiro, eu faria isso.”
Lila bateu palmas, praticamente pulando na cadeira. “Sim! E eu serei sua gerente de conta. Vamos te colocar em funcionamento num instante.”
“Eu também ajudarei,” Daisy ofereceu. “Eu posso escrever suas legendas e conteúdo.”
Ivy sorriu maliciosamente, cruzando os braços. “E eu vou garantir que você não vire um desastre na moda.”
Violeta olhou para cada uma delas, sentindo-se emocionada pela primeira vez. “Obrigada,” Ela disse com sinceridade, sabendo que não merecia tamanha gentileza.
Enquanto Violeta ainda aproveitava o calor inesperado de suas amigas, houve uma súbita agitação no refeitório. Ela observou enquanto as cabeças se viravam e sussurros preenchiam o ar à medida que um dos alfas cardinais fazia uma aparição.
Não era apenas qualquer Alfa, mas Alaric Storm em pessoa.
O coração de Violeta deu um salto. Ela sentiu seu estômago torcer com uma mistura de nervosismo e excitação conforme a memória do beijo da noite passada surgia vívida em sua mente.
Que os deuses a ajudem! Ela pensou que estava preparada para enfrentá-lo, mas isso não parecia estar acontecendo com as borboletas voando em seu estômago.
Mas antes que Violeta pudesse se recompor, ela notou algo incomum.
Alaric não se dirigia ao andar superior, onde os outros alfas tipicamente se sentavam, embora o resto ainda não houvesse chegado. Ele estava caminhando em direção a ela.
Hã?
O fôlego de Violeta falhou enquanto seu pulso acelerava, o refeitório ficando estranhamente silencioso ao seu redor quando eles perceberam o que estava acontecendo.
À medida que Alaric se aproximava, sua mente se debatia sobre o que dizer. Ainda sentada, ela abriu a boca para cumprimentá-lo.
“Oi, Alaric—”
Mas ela não teve a chance de terminar porque, num movimento fluido, Alaric se inclinou e a beijou.
O mundo parecia congelar.
O corpo de Violeta ficou rígido, os olhos arregalados de choque enquanto seu cérebro lutava para compreender o que estava acontecendo. Ela podia sentir o calor dele, o leve cheiro de chuva e trovão que o acompanhava, e a confiança na forma como ele a beijava, como se fosse a coisa mais natural do mundo.
O refeitório explodiu em caos, uma cacofonia de gasps, sussurros e o som de alguém derrubando sua bandeja de comida. Mas, acima de tudo, ela ouviu uma voz estridente e familiar perfurar o silêncio.
“O. M. G…” Lila chiou, seguido por um guincho ensurdecedor que chamou ainda mais atenção para a mesa delas.