Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 105
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105: Pego na Chuva 105: Pego na Chuva “Quer dizer, pense nisso. Meu cabelo é Roxo. Quem nesta escola tem uma cor de cabelo tão incomum além do Roman. E ele é um lobisomem.” Violeta disse com empolgação em sua voz, como uma detetive desvendando um grande mistério.
“Só porque você tem cabelo roxo não te faz uma bruxa, Violeta. Confie em mim, bruxas não andam por aí se anunciando assim.”
Alaric se inclinou novamente, seus lábios roçando nos dela, mas antes que ele pudesse beijá-la, Violeta não apenas se virou, mas também colocou uma mão firme em seu peito e o empurrou para trás. Sua mente estava agitada com novas teorias, deixando nenhum espaço para o romance.
O criador da lua, tenha piedade dele. Alaric suspirou internamente enquanto lançava um olhar para o volume em suas calças.
Violeta, enquanto isso, estava completamente alheia ao predicamento dele.
“Então talvez eu seja Fae,” ela insistiu, seus olhos brilhando com a ideia. “Os Fae são conhecidos por cores de cabelo não naturais.”
“E poderes,” Alaric acrescentou secamente.
“Os meus podem estar bloqueados!” Violeta rebateu com um sorriso triunfante. “E se eu for uma princesa Fae escondida, enviada para me proteger até o momento certo quando meus poderes despertarem? Talvez meu poder secreto seja relâmpago, e é por isso que sou imune ao seu!”
Alaric cruzou os braços e ergueu uma sobrancelha, tentando não rir. “Não sabia que você tinha tanto talento para contar histórias, Violeta. Mas mesmo que fosse remotamente possível, você não é Fae.”
“E por que não?” Violeta o encarou com um olhar firme.
“Você não tem a graça deles,” ele respondeu firmemente.
“Talvez não seja o caso, mas você tem que admitir que faz sentido, não é?” Violeta disse, esperando o reconhecimento de Alaric que nunca veio.
Sua empolgação visivelmente murchou com a falta de apoio dele. “Tudo bem. Pense o que quiser. Vamos apenas terminar o trabalho para eu poder voltar para meu dormitório.” Ela se preparou para se afastar, mas Alaric estendeu a mão e a segurou gentilmente pelo braço.
“Você é um mistério, Violeta,” ele disse, seus olhos encontrando os dela. “E mistérios não são resolvidos em uma noite. Mas se você estiver disposta, posso te mostrar algo incrível com meus poderes. Algo que pode fazer você esquecer todas essas teorias malucas.”
Ela ergueu uma sobrancelha cética. “E o nosso trabalho de casa?”
“Eu cuido disso. Sou inteligente, lembra?” Ele piscou com um sorriso presunçoso.
“É um trabalho em grupo,” ela apontou, cruzando os braços. “Devemos trabalhar juntos.”
“Tudo bem,” Alaric disse com exasperação fingida. “Então talvez eu apenas diga ao professor que foi tudo obra sua. Sabe, te dar a glória desta vez?” Ele provocou, referindo-se àquela aula de biologia onde eles começaram com o pé esquerdo.
Violeta estreitou os olhos, mas não conseguiu segurar o pequeno sorriso que puxava seus lábios. “Tudo bem, vamos lá. Mostre-me o que de incrível você pode fazer com seus poderes.”
O sorriso de Alaric se alargou, seu charme juvenil em pleno efeito enquanto ele alcançava e pegava a mão dela. “Você não vai se arrepender,” ele disse, guiando-a em direção à porta.
A caminhada pela floresta foi silenciosa, exceto pelo som de folhas e galhos quebrando sob seus pés. Quando alcançaram o terreno montanhoso de Lunaris, Alaric pegou sua mão e a guiou até o pico mais alto. O aperto dele era leve, e Violeta não pôde deixar de admirar o quão romântico esse momento parecia.
Quando chegaram ao topo, a vista da vasta paisagem de Lunaris se estendia infinitamente, tirando seu fôlego. Mas não havia tempo para admirar a paisagem, pois Alaric tinha algo mais em mente.
“O que vem a seguir?” Violeta perguntou a ele.
Alaric se virou para ela, seus olhos azul-elétrico iluminando-se. “Vamos chamar a tempestade,” ele disse, sua voz transbordando de orgulho e excitação.
O fôlego de Violeta falhou quando ela notou eletricidade crepitando fracamente ao redor dele. Por um momento, ela jurou que viu faíscas cintilando em seus olhos. O sorriso no rosto de Alaric era puro, genuíno e cheio de maravilha infantil enquanto ele se posicionava atrás dela e pegava ambas as mãos dela nas suas.
“Levante-as para o céu,” ele instruiu, sua voz firme.
Violeta hesitou, mas fez como ele pediu. No momento em que suas mãos se estenderam para cima, a energia de Alaric fluiu através dela. Não era doloroso, mas sim estimulante. Ela soltou um suspiro de admiração quando um raio disparou de suas pontas dos dedos, disparando para os céus. Um som zunindo encheu o ar, crescendo à medida que a energia ao redor deles se intensificava.
No minuto seguinte que se seguiu, relâmpagos dispararam no céu enquanto Alaric convocava uma tempestade de relâmpagos. O céu respondia a ele, trovões retumbantes ecoando pelo horizonte. Os sons estrondosos do trovão encheram o ar, mas em vez de medo, Violeta sentiu uma emoção correndo por suas veias.
O chão abaixo deles tremeu ligeiramente, como se se curvasse ao poder bruto e indomável que Alaric estava liberando. O cabelo de Violeta voava selvagemente no ar carregado, e ela podia sentir cada célula em seu corpo formigando. Ela nunca havia experimentado nada assim. Era pura energia desenfreada, e isso a enchia de admiração.
A intensidade cresceu até que grossas gotas de chuva começaram a cair do céu, espirrando em sua pele. Alaric abaixou suas mãos, e os relâmpagos se dissiparam, deixando apenas o som da chuva e o estrondo ocasional de trovões distantes.
Ele se virou para ela, seu rosto molhado pela chuva, mas iluminado por um sorriso contagioso. Violeta não pôde deixar de rir. Alaric também riu, sua alegria compartilhada ecoando na noite tempestuosa. A chuva os encharcou, mas nenhum dos dois pareceu se importar.
Ainda rindo, Alaric estendeu a mão e segurou o rosto dela em suas mãos, seus polegares deslizando por suas bochechas molhadas. Por um momento, seu olhar se fixou no dela, a intensidade em seus olhos silenciando sua risada. Sem uma palavra, ele se inclinou e a beijou.
Não foi tentativo nem hesitante, mas sim profundo e apaixonado. A chuva caía ao redor deles, encharcando suas roupas e colando seus cabelos aos seus rostos, mas isso só intensificava o momento. As mãos de Violeta encontraram o caminho até o peito dele, agarrando sua camisa enquanto o beijo se aprofundava.
O tempo parecia ter parado, deixando apenas os dois, trancados naquele momento. Um momento que Violeta sabia que nunca esqueceria.
No entanto, foi bastante infeliz que um lobo verde estivesse correndo naquele momento e se encharcasse na chuva que Alaric havia convocado.
“Vai se foder, seu idiota!” Roman xingou a bunda de Alaric, onde quer que ele estivesse.