Desafie o(s) Alfa(s) - Capítulo 103
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103: Você é imune? 103: Você é imune? O que mais chamou a atenção de Violeta, no entanto, foi uma pequena foto emoldurada na mesa, mostrando um Alaric mais jovem, com cabelos brancos menos selvagens, mas com olhos igualmente penetrantes. Ele parecia muito fofo e isso, sem que ela percebesse, trouxe um sorriso aos seus lábios.
Ela continuou olhando ao redor, extremamente consciente do zumbido suave no ar, uma energia tangível que fazia seus cabelos ficarem em pé. Neste lugar, o ar parecia vivo, como se estivesse carregado com a presença inconfundível de relâmpagos.
“Bem,” Alaric perguntou, “o que você acha?”
Violeta hesitou, incerta de como expressar seu espanto em palavras. “É… impressionante. Você… construiu tudo isso?”
“A maior parte,” Alaric respondeu, caminhando até a bancada para pegar um dos papéis sem um propósito definido.
Ele era tímido, Violeta notou, mas não disse nada. Era meio fofo, para ser sincera. Lidar com a energia perturbadora de Asher o dia todo era cansativo, então estar com a energia menos intimidadora de Alaric tornava tudo mais respirável.
Ele confessou, “Este é o lugar onde venho para pensar. E trabalhar. E fugir das pessoas.”
“Hmmm,” Violeta admitiu. “Acho que subestimei você.”
“Não se preocupe, eu ouço isso muito. As pessoas olham para mim, e tudo o que enxergam é o nerd fofo.”
Violeta observava cada movimento dele enquanto ele se aproximava. O ar entre eles parecia crepitar suavemente, como se a eletricidade estivesse se acumulando ao seu redor.
Alaric parou a apenas um passo dela, inclinando-se levemente como se compartilhasse uma conspiração. “Posso te contar um segredo?” ele perguntou.
Então, sem esperar uma resposta, ele continuou de maneira atropelada, “Não que seja um segredo ou qualquer coisa, mas a maioria das pessoas não sabe. Elas também não perguntam. Apenas assumem que os Alfas são treinados sobre como controlar nossos poderes.”
Ele pausou, respirando fundo como se quisesse se estabilizar. Então, em uma voz mais baixa, ele disse, “Mas a verdade é que não fui treinado, aprendi tudo sozinho. Isso exigiu muita prática e, às vezes… você precisa ultrapassar os limites para realmente entender do que é capaz.”
Violeta piscou, um riso nervoso escapando de seus lábios. “Ok, isso é um bom pensamento, mas o que isso tem a ver com—”
Antes que ela pudesse terminar, Alaric começou a puxar os dedos de suas luvas, tirando-as uma por uma.
Ah não. Ela não gostava disso.
A visão disparou alarmes na cabeça de Violeta. Ela instintivamente deu um passo para trás, seu pulso acelerando enquanto se lembrava do imenso poder destrutivo que ele possuía. O ar na sala parecia mais pesado, carregado com uma tensão invisível.
“Não se mova,” Alaric disse, seu tom comandante, porém calmo.
Embora suas palavras não carregassem a compulsão arrepiante da voz de Asher, Violeta se viu enraizada no lugar, como se seu corpo se recusasse a desobedecer. Sua respiração prendeu, e seus olhos oscilavam entre suas mãos agora expostas e sua expressão indecifrável.
“Eu continuo pensando naquele incidente repetidas vezes e isso não faz sentido. Mas eu sei o que vi e agora, quero confirmar. Você realmente é imune ao meu relâmpago, Violet Purple?”
Suas mãos nuas irradiavam faíscas leves, pequenos tentáculos de eletricidade dançando sobre sua pele. O zumbido fraco da energia se tornava mais alto, preenchendo a sala. Era hipnotizante e aterrorizante ao mesmo tempo.
“Alaric,” Violeta disse cautelosamente, sua voz tremendo apesar de seus melhores esforços para permanecer calma. “O que você está fazendo? Eu não sou imune a relâmpagos. Sou humana, lembra?”
“Eu sei, mas eu sei o que vi. Mas não se preocupe, não vou usar muito, apenas um pouco do meu poder. Só preciso ter certeza disso. Confie em mim.” ele respondeu, seu tom quase reconfortante.
Confiar nele? Ele estava brincando com ela agora? Violeta pensou, mas as palavras nunca passaram por seus lábios. Seu corpo se recusava a se mover, e sua mente gritava para ela correr. No entanto, havia algo no olhar de Alaric que a mantinha no lugar.
As faíscas em suas mãos se intensificaram enquanto ele as aproximava dela, a energia agora crepitando audivelmente. Violeta podia sentir o estático no ar, eriçando os pelos minúsculos em seus braços e fazendo seu coração bater aceleradamente em seu peito.
“Apenas fique parada,” Alaric murmurou, sua voz baixa e quase hipnótica. “Isso não vai doer… eu acho.”
“Você acha?” Violeta sibilou, mas antes que pudesse dizer mais alguma coisa, suas mãos pairaram a apenas centímetros de sua pele.
As mãos de Alaric finalmente fizeram contato com a pele dela, e Violeta ofegou enquanto a eletricidade corria por ela. Ela se preparou para a dor ardente que esperava, mas ela nunca veio. Em vez disso, a sensação era exhilarating, enviando um arrepio através de todo o seu corpo. Era como se a energia não a estivesse machucando, mas fluindo para ela, dançando ao longo de seus nervos como um pulso de vida.
Seus olhos arregalados encontraram os de Alaric, e pela primeira vez, ele parecia completamente atordoado. Sua expressão normalmente composta foi substituída por uma de pura descrença enquanto faíscas cintilavam e crepitavam ao redor deles, iluminando o espaço com um brilho sobrenatural.
“Isso… isso não deveria ser possível,” Alaric disse com descrença. Suas mãos apertaram os braços dela como se testassem sua reação, mas Violeta não se encolheu. Ela ficou parada, seu corpo quente e vibrando com a corrente, mas não havia dor, apenas uma incrível e inexplicável conexão.
“O que… o que isto é?” Violeta perguntou ofegante, olhando para suas mãos unidas enquanto o relâmpago as envolvia como fitas de luz, iluminando a oficina com um brilho surreal. O zumbido estático rondava ao redor deles, enchendo o ar com uma quietude carregada que parecia suspender o tempo.
“Eu não sei,” Alaric admitiu, sua voz trêmula de assombro. “Ninguém jamais… ninguém pode suportar isso. Não assim. Eu mesmo já queimei pessoas por acidente antes.” Seu semblante se contraiu enquanto ele a olhava com uma mistura de admiração e suspeita.
Isso não fazia sentido, ainda assim Violeta perguntou.
“Alaric, isso é… normal?”
“Não,” ele disse secamente, seus olhos fixos no espetáculo de energia. Sua pegada em seus braços se intensificou, e ele se inclinou mais perto, procurando em seu rosto por respostas que ela não podia dar. “Isso é qualquer coisa, menos normal.”