De Marginal a Ídolo: Transmigrando para um Reality de Sobrevivência - Capítulo 194
- Home
- De Marginal a Ídolo: Transmigrando para um Reality de Sobrevivência
- Capítulo 194 - 194 Kitty Toca Debussy 194 Kitty Toca Debussy Aqui disse
194: Kitty Toca Debussy 194: Kitty Toca Debussy “Aqui,” disse Junho, entregando seu celular para Minjun.
“Não, obrigado,” respondeu Minjun, tirando o próprio celular do bolso. “Tenho medo que pegue fogo se eu filmar mais de um minuto com esse telefone antigo.”
Junho clicou a língua e guardou seu celular. Ele nem conseguia rebater Minjun porque sabia que o garotinho estava certo.
“O que você vai tocar mesmo?” perguntou Minjun. “Uma música do Pequeno Miau Miau?”
Junho sorriu de lado, balançando a cabeça, colocando suas mãos em uma posição familiar.
Clair de Lune de Debussy.
Junho não sabe até que ponto Fu conhece sobre sua vida passada como Chen Jun Hao, mas parece que seu passado frequentemente se entrelaça com o presente.
Ele conhecia muito bem Clair de Lune. Era a peça de piano favorita de sua mãe — uma que ela tocava quando o pequeno Jun Hao tinha problemas para dormir. Ele não ouviu a música por muito tempo depois que sua mãe morreu, mas coincidentemente a ouviu em um bar chique quando foi encarregado de liderar um roubo de diamantes. Ela ficou com ele desde então.
No meio do tiroteio caótico, ele se lembrou de sua mãe, o que levou a uma missão bem-sucedida.
Contudo, ele não pensava mais em nada disso.
“Estou filmando agora,” disse Minjun, entediado, esperando Junho começar a tocar.
Junho colocou seus dedos nas teclas frias, fechou os olhos e respirou fundo antes de tocar a intro familiar.
As primeiras partes da música não requeriam muita habilidade, mas mesmo assim capturavam a atenção de Minjun.
Como algumas notas simples podem soar…solitárias?
O quarto estava banhado por uma luz quente, cortesia do sol que entrava pelas cortinas de renda fina.
As primeiras notas de Clair de Lune preencheram o quarto justo quando a brisa soprava sobre as cortinas. Em sua imaginação, ele se viu no topo de uma colina, banhado pelos tranquilos tons azuis do céu, onde flocos de nuvens brancas fluíam como algodão doce.
Três notas contínuas com silêncio entre elas… então ele se viu subindo acima da colina, onde viu duas figuras brancas à distância.
Eles eram desconhecidos, mas uma conexão profunda e inexplicável puxava seu coração. Era como se ele os conhecesse por toda a vida — seus pais, talvez. Junho teve o impulso de correr até eles, querendo sentir o calor de uma família que nem era a sua.
Mas antes que pudesse dar um passo sequer, viu outro homem se aproximando deles, um sorriso radiante no rosto.
Choi Joon-ho.
Junho acelerou o coração e chamou por eles, mas não se voltaram. Em vez disso, continuaram sorrindo como se não estivessem cientes da presença dele, perdidos em seu próprio mundo. A melodia do piano ficou mais alta, espelhando a solidão que preenchia o coração de Junho.
Entretanto, no meio do caos, uma voz chamou seu nome.
“Jun Hao.”
Ele congelou ao ouvir a voz familiar antes de se virar lentamente.
Lá estava ela — sua verdadeira mãe.
Lágrimas brotaram em seus olhos enquanto ele olhava para o rosto amoroso e familiar dela. Ela falou, suas palavras ternas e reconfortantes, “Estou tão orgulhosa do que você se tornou.”
A voz de Junho tremeu enquanto ele respondia, “Mesmo que eu não seja uma boa pessoa?”
Sua mãe continuou sorrindo, e Junho queria que ela o abraçasse, mas sua mãe deu um passo para trás.
“Meu Jun Hao, você é uma boa pessoa,” ela assegurou. “Lá no fundo, você sempre foi uma boa pessoa.”
Houve um momento de silêncio antes de Junho continuar tocando.
“Você fez um ótimo trabalho protegendo sua irmã,” ela sorriu, uma lágrima caindo pela sua bochecha. “Você sempre viveu pelos outros.”
Junho assentiu. “Vivi.”
“Mas agora eu quero que você também viva o seu sonho,” ela sussurrou, finalmente estendendo a mão para tocar o rosto de Junho. “Seja feliz, meu filho.”
No entanto, antes que a pele deles pudesse se tocar, sua mãe gradualmente desapareceu de vista, como um sonho fugaz. O ambiente ao redor dele começou a se reorganizar, e o som do piano suavemente diminuiu. Os dedos de Junho continuavam a dançar sobre as teclas, mas Junho não pôde deixar de refletir sobre a mensagem de sua mãe. E com o último toque de uma tecla, ele olhou para seu reflexo desbotado no mogno brilhante.
“Viver o meu sonho?” murmurou ele, um tanto sem fôlego.
“Que diabos? Você realmente toca piano pra caramba?” Minjun exclamou, fazendo Junho voltar a si.
“Ah, o quê?” perguntou Junho.
“Caraca,” o garotinho exclamou. “Você é realmente talentoso agora. Não é o mesmo cara que cantou uma música do Pequeno Miau Miau durante sua audição!
Junho riu baixinho, embora se sentisse um pouco lisonjeado. “Então, você acha que eu deveria postar isso na minha conta?”
“Aquela conta do Junho com mais haters do que abacaxi na pizza? Não! Esse tipo de talento é algo que você quer guardar só pra você até que seja útil!” ele exclamou.
“Guardar só pra mim?” Junho perguntou. “Por que diabos eu precisaria guardar meu talento no piano? Não é como se eu fosse dono de um sistema ou um chefe corporativo.”
[Eu sou o seu dono!]
Minjun clicou a língua. “Você nem conhece as gírias modernas, né? Tanto faz. Por enquanto, vou guardar isso pra mim mesmo.”
Junho resmungou. “Eu preciso postar, garoto. É para algo importante.”
“Você só precisa postar, certo?” Minjun perguntou maliciosamente.
“Sim,” disse Junho. “Então me envie mais tarde.”
“Claro, claro,” Minjun o dispensou.
***
“Me acorde quando estivermos chegando,” bocejou Junho, sentindo mais cansaço do que o usual. Parecia que todo o drama finalmente o alcançou e apenas o sono pesava em sua mente.
“Claro, claro,” disse Minjun. “Aliás, por que você está usando bonés e gorros desde ontem à noite?”
Junho congelou, mas agiu como se nada estivesse errado. “Sem motivo,” ele disse rigidamente. “Acho que estou pegando um resfriado.”
“Ah,” disse Minjun. “Seja o que for, descanse bem.”
“Hmm,” murmurou Junho, encontrando uma posição confortável. Minjun ficou em silêncio por alguns minutos, esperando que Junho adormecesse.
“Isso mesmo,” ele murmurou com um sorriso malicioso. “Durma agora, criança inocente,” ele riu silenciosamente, seus ombros tremendo a cada risada.
Um senhor olhou para o garotinho com uma expressão assustada. “Estou ficando louco,” ele sussurrou. “Talvez deva mesmo ir para o asilo.
Minjun deu uma última olhada em Junho e até estalou os dedos na frente do seu rosto.
Quando confirmou que Junho realmente estava dormindo, ele abriu seu celular e entrou em um aplicativo de edição de vídeo.
“Vou te fazer ainda mais famoso, mano,” ele murmurou baixinho, pronto para fazer sua mágica.
***
“Chegamos,” disse Minjun, sacudindo Junho para acordá-lo.
Junho piscou lentamente e viu a paisagem familiar pela janela do lado de fora.
“Que horas são?” ele perguntou sonolento.
“Está quase—”
Contudo, Junho não pôde ouvir a resposta de Minjun porque um pop-up o distraiu.
[Parabéns, anfitrião! Você completou duas de suas missões: Celebrar o Dia dos Pais com seus Pais e Tocar ‘Clair de Lune’ de Debussy e postar online. Agora você pode escolher 2 aspectos para melhorar!]
Os olhos de Junho se arregalaram de surpresa antes de ele olhar para Minjun com os olhos estreitados.
“O que você fez?”