Cuidadora de um Vampiro - Capítulo 221
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221: O que você acabou de fazer?!! 221: O que você acabou de fazer?!! Suas mãos se fecharam em punhos apertados, e ele começou a socar a parede furiosamente, incapaz de controlar sua raiva.
Apenas o pensamento de toda aquela bobagem que acabara de ouvir estava fazendo seu sangue ferver. E sabe o que mais o enfurecia?
Era o fato de Everly estar disposta a sentar e ouvir, sem dizer nem uma palavra, exceto por murmurar continuamente o nome de Victor como se não soubesse como responder a ele.
Ao ouvir o tumulto lá dentro, Nihal, que estava de guarda do lado de fora, rapidamente empurrou a porta e entrou apressado.
— Chefe! — Seus olhos se arregalaram ao ver seus nós dos dedos sangrentos manchando a parede branca.
Ele se apressou até Valerio e agarrou sua mão para impedi-lo de socar a parede mais vezes.
— Chefe, seus nós dos dedos estão sangrando! — Disse-lhe, e Valerio respirou pesadamente.
— Estou tentando soltar minha raiva! — Ele respondeu, arrancando a mão de volta com raiva.
— Posso… perguntar o que aconteceu, chefe? — Nihal perguntou, e ele virou a cabeça para olhá-lo com uma expressão irritada nos olhos.
— Pareço que quero falar sobre isso? — Ele questionou, sua voz subindo em indignação, e Nihal, que conhecia melhor, fechou a boca e ficou calado.
O peito de Valerio subia e descia com respirações pesadas, e suas mãos se fecharam em punhos apertados.
Ele fechou os olhos e soltou um suspiro profundo. — Sinto-me um lixo! — Murmurou e passou os dedos pelo cabelo.
Ele abriu os olhos e caminhou até o sofá para se sentar.
Nihal cuidadosamente recolheu tudo o que ele tinha jogado no chão e colocou de volta na mesa em sua posição.
Ele se virou para Valerio e fez uma leve reverência.
— Estarei do lado de fora. — Disse isso e virou-se para sair.
— Nihal. — Valerio o chamou, detendo-o.
— Sim, chefe. — Nihal se virou para olhá-lo.
— Desculpe por ter gritado com você. — Ele pediu desculpas, e Nihal, que não esperava por aquilo, piscou surpreso.
— Não é nada… chefe. — Ele respondeu e caminhou para fora do escritório.
Um suspiro profundo escapou do nariz de Valerio, e ele pegou seu celular do bolso do casaco.
Ele olhou para a tela e procurou o número de Everly.
Seu dedo se moveu para discar o número, mas, pensando melhor, parou, retraiu o dedo e desligou o telefone.
— É inútil de qualquer maneira. — Murmurou e enfiou o telefone de volta no bolso do casaco.
Ele viu isso chegando e sabia que Everly ainda tinha um pouco de sentimento por ele.
Ele não queria acreditar a princípio, mas isso…
— Haha… — Ele riu cinicamente e jogou a cabeça para trás.
Cobriu os olhos com a mão e suspirou profundamente.
— Você disse que eu era o único que você amava. Por quê…? Por que fazer isso comigo? — Murmurou, sentindo-se ferido por dentro.
Ele respirou fundo e enterrou o rosto nas mãos, incapaz de relaxar.
— Sabe de uma coisa? Vou lá! — Disse isso a si mesmo e levantou-se do sofá.
Por razões de segurança, ele havia obtido informações sobre quem realmente era esse cara Victor.
Pensar que sua família era uma dessas famílias honradas.
Desprezo brilhou em seus olhos, e ele caminhou para fora do seu escritório.
Ele desceu as escadas e saiu de sua empresa.
Sem se preocupar em levar Nihal com ele, entrou no carro, deu a partida e dirigiu para a estrada.
Sua mão segurava com força o volante em impaciência enquanto dirigia, e antes que percebesse, chegou ao seu destino.
Ele parou o carro e olhou pela janela para a enorme mansão.
Ele abriu a porta do carro, desceu e fechou a porta.
Trancou o carro e caminhou em direção ao portão.
Ao avistá-lo, os seguranças, que o reconheceram imediatamente, arregalaram os olhos e apressadamente abriram o portão.
Em suas mentes, eles acreditavam que Valerio não estaria na mansão a menos que fosse convidado pela senhora.
— Bem-vindo, Sr. Avalanzo. — Eles cumprimentaram enquanto abriam o portão, e Valerio, que não esperava por isso, franziu a testa.
Ele não esperava que o deixassem entrar assim. Quer dizer, sim, ele sabe que é famoso, seja lá o que for, mas… ainda assim.
De qualquer maneira, isso o beneficia.
Ele enfiou as mãos nos bolsos do casaco e entrou no terreno da propriedade.
Ele caminhou em direção à porta de entrada, e, com mãos trêmulas, a segurança abriu a porta para ele, sem conseguir acreditar que estava olhando para ele na vida real.
Valerio balançou levemente a cabeça e entrou decidido.
Ele caminhou até a sala de estar, e a primeira empregada que encontrou imediatamente abaixou a cabeça em respeito.
— S-sr. Avalanzo. — Ela gaguejou.
— Estou procurando uma cuidadora que veio aqui esta manhã. — Ele foi direto ao ponto, e a empregada levantou a cabeça para olhá-lo.
— A senhorita. Everly? — Ela perguntou.
— Sim. — Valerio assentiu com a cabeça para ela.
— Ela está no jardim com o jovem mestre. — A empregada respondeu.
— Leve-me até ela. — Ele ordenou, e a empregada começou a caminhar em direção ao quintal.
Ela chegou lá e empurrou a porta.
Fazendo um gesto para fora, Valerio saiu da casa para o quintal.
Olhou para o jardim e depois prosseguiu para o centro do jardim.
Ao chegar lá, olhou ao redor, e no momento em que seu olhar pousou no balanço, ele parou no meio do passo, sua expressão imediatamente se alterou.
Seus olhos piscaram vigorosamente, e a velocidade do batimento cardíaco aumentou além do normal.
— Everly… —
Ele disse em um tom abaixado, sem tirar os olhos de Everly, que havia sido agarrada por Victor e beijada sem o seu consentimento.
Os olhos de Everly se dilataram de choque e seu corpo congelou, incapaz de se mover.
O que acabou de acontecer?
Ela piscou, e no momento em que pareceu que seu cérebro processou o que acabara de acontecer, a raiva a preencheu, e ela o empurrou furiosamente, dando-lhe um tapa em seguida.
— O que você acabou de fazer?! — Ela gritou para ele, seus olhos cheios de fúria.
— Everly, eu— — Victor parou de falar ao notar Valerio.
Ele virou a cabeça e olhou para Valerio.
Seguindo seu olhar, o coração de Everly caiu no estômago ao ver a figura dele, e ela instantaneamente congelou no lugar.
— Valerio… —