Coração Amaldiçoado - Capítulo 299
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299: Figura 299: Figura Elle ouviu os sons repetitivos de seus passos ecoando contra as duras e rochosas paredes enquanto seguia Snow para dentro de uma caverna escura. A caverna era estreita, sinuosa e totalmente escura. Mas Elle podia de alguma forma ver. Ela já havia percebido isso antes, quando ainda estava em treinamento na Floresta Negra. Quando se tornava invisível, ela conseguia ver tudo como se tivesse se tornado uma com a escuridão. Ao perceber isso, seu primeiro pensamento foi que era um camuflagem em outro nível!
Enquanto continuavam, a caverna aos poucos se tornava mais e mais perigosa. O caminho ficava íngreme e irregular, com pedras soltas ameaçando fazer qualquer um escorregar e cair no chão. Elle teve que prestar mais atenção para navegar pelo terreno aqui. Embora parecessem estar avançando em solo firme, ela tinha a sensação de que estavam indo cada vez mais para dentro, não apenas em profundidade horizontal, mas também verticalmente. De vez em quando, ela olhava ao redor e tentava fazer uma medição geral apenas observando as linhas onde as paredes da caverna encontravam o chão e verificar se estavam realmente indo cada vez mais para dentro da terra. No entanto, seus esforços foram em vão e não deram frutos, apesar de tentar várias vezes.
Finalmente, depois do que pareceram horas caminhando sem rumo na escuridão, eles chegaram a um beco sem saída. Elle podia sentir seu coração batendo em seu peito enquanto Snow se aproximava da parede rochosa e pressionava a mão contra ela, como se estivesse procurando algo. Algo que estava escondido à vista de todos.
De repente, um clique suave, mas definitivo, ecoou pela caverna e Elle observou, surpresa, como uma porta escondida se abria lentamente diante deles. Além dela havia um túnel estreito, escavado na rocha e com aspecto totalmente artificial. Era, sem dúvida, um túnel feito pelo homem e muito antigo. A aura do local irradiava a sensação de sua idade.
Sem hesitar, Snow entrou pela porta e adentrou o túnel, dando sinais para Elle segui-lo. Elle hesitou por um momento, sua mente repleta de perguntas e algumas dúvidas. Mas ao encarar os olhos azuis penetrantes de Snow, ela deu um passo à frente e o seguiu. O olhar do olhos de Snow parecia forçá-la a confiar nele e seguir em frente sem questionar. Pelo menos por enquanto.
A porta se fechou atrás dela assim que ela cruzou o limiar. Houve apenas um leve sussurro que não teria sido detectado se Elle não estivesse prestando atenção extra na entrada da porta, com medo de que ela descesse abruptamente sobre ela.
O ar ficou mais frio e as paredes pareciam se fechar em torno deles. Os únicos sons eram o eco de seus passos e o som suave de água pingando. De alguma forma, Elle não conseguia se livrar da sensação de que eles eram as únicas almas vivas por quilômetros de distância.
Aos poucos, o sentimento de inquietação se aproximava dela como uma nuvem escura e ameaçadora no horizonte. A princípio, ela o descartou como simples nervosismo, a apreensão natural que vem ao adentrar o desconhecido. Mas à medida que desciam cada vez mais para o subterrâneo, a sensação só aumentava, cutucando seus sentidos, até se acomodar como um peso pesado na boca de seu estômago. O ar era pesado e opressivo, carregado do cheiro de terra úmida e do odor de ossos antigos.
Elle queria abrir a boca e falar, mas sabia que Snow não poderia responder, mesmo que ela perguntasse. Além disso, ela não queria correr o risco de fazer barulho, já que Snow parecia estar se movendo com tanto cuidado, sem fazer nenhum som. Ela não queria ser quem distraía Snow de quaisquer pistas ou marcos que ele pudesse estar procurando. Agora, ela se convenceu de que tudo o que podia fazer era continuar confiando em Snow até o fim. Que ele a estaria levando a um lugar onde ela pudesse encontrar uma resposta e não para…
Sacudindo a cabeça, Elle decidiu ser positiva, mas ao mesmo tempo, ficar alerta. Ela rezava em seu coração para que Snow não a traísse. Que ele não fizesse algo que partisse seu coração.
Enquanto seguia pelos túneis labirínticos, as chamas trêmulas dos antigos candelabros projetavam sombras sinistras que pareciam ter mãos e dedos chamando por ela, nas ásperas paredes de pedra.
Elle parou por um momento, ajustando os olhos à luz fraca, e percebeu estar cercada por fileiras e mais fileiras de túmulos antigos. Cada um parecendo idêntico ao que estava ao lado, à frente e atrás de si, esculpido em granito com epitáfios há muito desgastados e irreconhecíveis. As paredes estavam cobertas de símbolos criptográficos e línguas esquecidas, marcando o lugar de descanso final de inúmeras gerações de pessoas.
À medida que continuava a explorar, Elle sentiu uma sensação de inquietação se aproximando novamente. Ela percebeu que esse não era um cemitério comum. Sentia como se estivesse invadindo um espaço sagrado, perturbando a paz dos mortos e convidando sua ira sobre si mesma. Pelo que ela sabia, apenas sua presença ali já era o suficiente para atrair maldições sobre sua cabeça até sua sétima geração.
Seus sentidos estavam agora em alerta máximo. A sensação de inquietação alcançou um ápice. Elle sentia como se estivesse sendo observada, perseguida por algum predador oculto nas sombras. Cada som, cada movimento parecia arrepiar seu espinha, fazendo sua pele formigar com um medo primal que ela realmente não conseguia explicar.
E ao se aproximar de um círculo espaçoso que parecia ser um altar, cercado por paredes ainda repletas de túmulos, Elle viu algo que fez seu sangue gelar. Lá, à sua frente na escuridão, estava uma figura humana.
De início, Elle pensou que fosse apenas um truque de luz, uma sombra projetada por uma das velas tremulantes e complementada por sua própria imaginação hiperativa. Mas quando a figura se moveu, Elle percebeu, com um horror crescente, que era um homem. Ele estava sentado no meio dos túmulos, envolto em sombras, como se fosse um fantasma ressuscitado dos mortos.
Quando ele saiu das sombras, os olhos de Elle se arregalaram em choque.