Condenada Contigo - Capítulo 697
697: Chefe 697: Chefe Em algum lugar da Europa.
Dentro de um quarto mal iluminado, o cheiro de sangue e morte fedia no ar. Havia um rastro bagunçado de sangue por todo o piso.
Um homem estava sentado regiamente em uma grande cadeira de ébano no meio daquele quarto salpicado de sangue. Ele usava um terno escuro de aparência cara. Sua beleza pecaminosamente atraente não demonstrava emoções enquanto olhava para o homem ajoelhado no chão a alguns passos à sua frente.
“Fale,” sua voz profunda ecoou ameaçadoramente na atmosfera pesada.
Mas o homem, que já estava encharcado de sangue, apenas sorriu para ele. Seus olhos igualmente vermelhos sangue. “Você não vai tirar nada de mim, Ezequiel, fodam-se todos vocês, estúpida realeza! Se você acha que são só alguns vampiros contra sua estúpida lei vampírica, então você está enganado. Nossos números são muito maiores do que você pensa, e você nunca vai descobrir por que somos tão difíceis de ser detectados.” Ele riu histericamente. “Então vá para o inferno, seu… seu vampiro velho e antigo! Nós recusamos obedecer suas leis idiotas. Beberemos sangue humano quando quisermos, como quisermos. Porque essa é a nossa natureza e nós recusamos ser privados de nossas necessidades naturais só porque você proibiu!” O homem gritou maniacamente. Seus olhos pareciam desvairados.
“Terminou?” A expressão de Zeke estava entediada e o tom era insípido, como se ele não tivesse ouvido absolutamente nada.
O homem cerrou os dentes e se moveu para se atirar em Ezequiel, mas um jovem de cabelos escuros pisou nele impiedosamente antes que ele pudesse fazer qualquer coisa.
Pisando na cabeça do homem, como se fosse um pedaço de madeira, ele olhou para Zeke. Ele não disse uma palavra, mas seus olhos olhavam para Zeke, como se estivesse pedindo permissão para esmagar agora a cabeça do vampiro.
“Ainda não, Kyle. Você sabe que nós não damos a alguém como ele uma morte fácil.” Zeke disse e Kyle pareceu desapontado ao aliviar o peso sobre a cabeça do homem.
“Leve-o para a sala de tortura, ainda não é hora dele morrer. Não ainda.” Disse Zeke e, à medida que outros homens vieram pegar o vampiro sangrento, o vampiro amaldiçoou e gritou, pedindo que eles o matassem.
Zeke então levantou os olhos para olhar seu irmão mais novo. Seu olhar observador caiu sobre a mancha de sangue no colarinho de Kyle. “Ele conseguiu te ferir?” Zeke perguntou enquanto se recostava, uma de suas sobrancelhas se erguendo.
“Ele não está sozinho. Como nos casos anteriores, eu não detectei vampiros até que senti o cheiro de sangue humano. Ele estava drenando a pobre menina até secar quando o encontrei.” Kyle explicou com uma voz plana, como se estivesse relatando algo mundano. No entanto, suas sobrancelhas franzidas entregavam sua irritação com a questão. “Quando eu peguei o renegado, dois outros apareceram de repente do nada. Eu fui descuidado.” Kyle simplesmente explicou a razão da mancha de sangue em sua camisa.
Desde poucos meses atrás, Zeke investigava o caso do aumento de mortes de humanos no Ocidente. Ele descobriu que todas as mortes estavam ligadas aos vampiros e Zeke foi forçado a limpar a bagunça, descartando os corpos para que não alertassem os humanos e lhes dessem pistas sobre a presença dos vampiros. Mas todos sabiam que apenas descartar os corpos nunca funcionaria a longo prazo. Eles precisam acabar com os assassinatos. No entanto, eles também descobriram um problema maior por trás disso.
Um grupo de vampiros renegados encontrou uma maneira de se tornarem indetectáveis. O próprio Zeke foi o primeiro a descobrir sua presença e, desde então, ele estava caçando esses vampiros que conseguiam se misturar no meio dos humanos. A única maneira dos vampiros detectarem sua própria espécie quando não estavam usando suas habilidades era através de seus batimentos cardíacos. Mas estranhamente, os batimentos cardíacos desses vampiros tinham imitado exatamente o batimento cardíaco dos humanos. Zeke dissecou vários deles e não encontrou nada de incomum em seus órgãos e foi por isso que ele eliminou a teoria de que esses vampiros fizeram algumas mudanças em seus órgãos.
Olhando para o irmão, Kyle tirou um lenço e limpou o sangue que estava em sua mão. “Ele disse que há muitos deles. Se isso for verdade, o problema pode ser muito mais sério do que esperávamos.” Ele afirmou.
Zeke se levantou da cadeira e caminhou até ficar ao lado da janela. Ele pegou o copo de sangue que um vampiro tinha trazido para ele, e girou o copo pensativo antes de tomar um gole e engolir enquanto olhava para a lua cheia.
“É. Mas esta caça terminará em breve.”
Kyle estreitou os olhos. “Você já encontrou algo?!”
Antes que Zeke pudesse responder, Lucas interveio. “Uhm, seu… chefe,” Lucas disse. Já faziam meses, mas ele ainda não conseguia se acostumar a chamar Ezequiel de chefe em vez de Vossa Alteza! “Eu acho que você vai querer ver isso.”
Lucas mostrou-lhe uma mensagem e os olhos de Zeke piscaram.
Então uma ligação chegou. Zeke engoliu sua bebida como se estivesse ligeiramente irritado e pegou o telefone da mão de Lucas.
“Caramba, você finalmente atendeu!” A voz de Kai imediatamente soou alta de tal forma que Zeke teve que afastar o telefone de sua orelha. “Alex quer você aqui esta noite. Pronto! E se eu fosse você, é melhor que leve seu real traseiro para cá. E que seja rápido.”
“Me diga o que aconteceu.” Zeke pediu, embora sua expressão fosse insondável, o ar ao seu redor imediatamente mudou e se tornou pesado. Ele tinha homens monitorando a cidade onde Alex residia. Se algo acontecesse, o que era muito improvável, ele certamente teria recebido um relatório tão rápido quanto um relâmpago – ou até mais rápido. E, portanto, essa ligação o intrigava quanto à questão.
“Pare de perguntar e apenas venha, Zeke. Rápido!” E Kai encerrou a chamada.
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