Casamento Surpresa com um Bilionário - Capítulo 315
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315: Eu Vou Esperar 315: Eu Vou Esperar Um dia depois, após muita súplica e garantias de Chuva de que seguiria as regras, os médicos finalmente permitiram que ela visitasse Alexandre dentro da UTI.
Ela estava numa cadeira de rodas, ainda fraca de seus ferimentos, mas sua determinação era mais forte do que nunca.
Sanya a empurrou até a porta, pausando antes de entrar. “Chuva, lembre-se, não se esforce demasiadamente. As máquinas monitoram tudo, então se os sinais vitais dele dispararem, teremos que sair,” Sanya a relembrou gentilmente.
Chuva assentiu, com os olhos fixos em Alexandre através do vidro. “Eu entendo. Obrigada, Sanya.”
A porta se abriu com um silvo suave, e o aroma estéril da UTI a saudou. As máquinas emitiam bipes ritmados, e a visão de Alexandre ali, imóvel, com tubos e monitores ao seu redor, fez seu coração doer.
Lágrimas brotaram em seus olhos, mas ela as afastou, recusando-se a desmoronar novamente. Sanya estacionou sua cadeira de rodas ao lado da cama e discretamente se afastou, oferecendo-lhe privacidade.
Chuva estendeu a mão, sua mão trêmula gentilmente envolvendo a de Alexandre. Sua pele estava quente, um pequeno consolo na fria realidade da sala.
“Alexandre,” ela sussurrou, com a voz trêmula. “Estou aqui. Estarei sempre aqui.” Ela se inclinou para frente, pressionando um beijo suave em sua mão, suas lágrimas derramando sobre sua pele. “Você me salvou. Você sempre me salva… mas agora é a minha vez. Você tem que voltar para mim, Alexandre. Eu não consigo fazer isso sem você.”
Ela segurou a mão dele firmemente, seu polegar acariciando suas juntas. “Você se lembra da nossa promessa? De que aconteça o que acontecer, enfrentaríamos tudo juntos? Você manteve essa promessa. Agora, preciso que você acorde para continuarmos… juntos.”
Sua voz falhou enquanto ela continuava. “Preciso que você abra seus olhos e grite comigo por ser imprudente. Diga para eu ficar segura. Apenas… apenas volte para mim, Alexandre.”
O bipe constante dos monitores era sua única resposta, mas Chuva se recusou a deixar o desespero consumi-la.
Ela descansou a testa em sua mão, seus lábios roçando outro beijo terno. “Vou esperar o tempo que for necessário,” ela sussurrou. “Você me ouve? Não vou desistir de você.”
Chuva permaneceu lá por horas, que pareciam eternas, derramando seu amor e esperança em cada palavra dita, em cada toque dado.
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Na Mansão Clayton
Sylvia estava histérica. “Isso é culpa sua! Por que você deixou Dina se envolver com aquele louco?!” ela gritou para Tim, sua voz crua de raiva e dor.
Dina agora estava detida, proibida de receber visitantes, e agendada para ser transferida para a prisão assim que seu rosto curasse da cirurgia reconstrutiva. Os Lancasters insistiam que ela não manteria o rosto de Chuva no dela, assegurando que seu rosto antigo fosse restaurado.
Tim cerrava os dentes, sua paciência se esgotando. “Não foi minha escolha! Foi dela! Você sabia muito bem que sua filha queria isso!” ele retrucou, sua voz pingando de frustração.
O rosto de Sylvia se contorceu em fúria. “Minha filha?! Ela é nossa filha, Tim! Como você pôde deixar isso acontecer? Como você pôde sacrificá-la assim?!” Dominada pela emoção, ela bateu com os punhos contra o peito dele, soluçando incontrolavelmente.
A expressão de Tim escureceu enquanto ele segurava seus pulsos, segurando-os firme para impedi-la. Sua voz baixou para um rosnado ameaçador. “Ela não é minha filha,” ele disse entre dentes cerrados.
Sylvia ficou paralisada, seu rosto empalidecendo enquanto suas palavras afundavam. “O que você está dizendo?” ela sussurrou, sua voz trêmula.
O olhar de Tim estava frio e implacável. “Você realmente achou que conseguiria me enganar todos esses anos?” ele zombou, seu tom carregado de amargura.
Sylvia ofegou, seus lábios tremendo. “Você sabia? Desde quando?” ela perguntou, sua voz mal audível.
“Desde o começo,” Tim sibilou. Com um empurrão súbito, ele a afastou, fazendo-a tropeçar e cair no chão.
Ela olhou para ele, choque e vergonha estampados em seu rosto. “Você… você sabia?” ela repetiu, lágrimas escorrendo por suas bochechas.
“Sim, eu sabia,” Tim cuspiu. “Você acha que eu não perceberia?”
“É tudo culpa sua!” Sylvia gritou, apontando o dedo para ele. “Você se casou comigo, mas mal me toca. E nas poucas vezes que fez, nem conseguia esconder… você continuava gemendo o nome dela. Lydia!” Ela zombou, sua raiva transbordando. “Mesmo depois de ela ter morrido, você ainda estava obcecado por ela! Você realmente espera que eu continuasse leal a você depois disso?”
O rosto de Tim se contorceu de nojo enquanto ele rosnou, “Vadia! Seja grata que eu te acolhi e até casei com você.”
“Você se casou comigo por conveniência, não por amor! Você me usou para preencher o vazio que ela deixou, enquanto você passava cada momento acordado venerando a memória dela! Lydia não era apenas a sua obsessão; ela era o seu mundo inteiro, mesmo depois de morta!” Sylvia gritou.
O lábio de Tim se torceu de desgosto. “E isso te deu o direito de me trair? De trazer o filho de outro homem para minha casa e fingir que era minha?” ele acusou, sua voz se elevando.
As lágrimas de Sylvia se intensificaram conforme ela finalmente se desmoronava. “Eu estava desesperada, Tim! Desesperada por alguém que me notasse, que se importasse comigo, que me fizesse sentir viva! Dina era minha chance de ter algo próprio, algo intocado pela sua devoção distorcida a uma mulher morta!”
A expressão de Tim era de total desprezo enquanto ele olhava para Sylvia, que agora tremia no chão. “E olhe onde esse desespero te levou. Você é uma mulher patética,” ele disse friamente, sua voz pingando desprezo.
Sylvia agarrou seu peito, lágrimas escorrendo por seu rosto. Sua respiração ficou ofegante e seus soluços se tornaram desesperados. “Minha filha… O que vai acontecer com minha filha…” ela chorava, sua voz quebrada e fraca.
Tim sorriu com desdém, sua paciência há muito perdida. “Sua filha? Você só tinha um trabalho, cuidar dela, e ainda assim não conseguiu fazer nem isso direito. Agora nossa família está sob escrutínio! Chuva sabe que conspiramos com Michael, e é melhor você começar a se comportar na frente dela se não quer que isso piore,” ele disparou, suas palavras como punhais.
Sylvia ofegou, balançando a cabeça como se negasse o peso de suas acusações. Mas Tim não havia terminado. Sua voz era aguda e implacável. “Você trouxe vergonha para esta família. E Dina? Eu criei essa garota para ser útil, para desempenhar seu papel. Mas no final, ela era tão inútil quanto você.”
Os soluços de Sylvia cresceram, mas Tim não se importava. Ele virou as costas para ela, resmungando para si mesmo enquanto se afastava. ‘Michael falhou. Dina falhou. E agora meus planos estão desmoronando por causa deles.’ Seus pensamentos fervilhavam com frustração e raiva enquanto ele deixava Sylvia sozinha.