Casamento Surpresa com um Bilionário - Capítulo 314
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314: Volte Para Mim 314: Volte Para Mim Um dia após o incidente angustiante, Chuva despertou em sua cama do hospital. O bipe fraco dos monitores e o murmúrio suave de vozes preenchiam o ar. Suas pálpebras se abriram, revelando Tia Melanie inclinada sobre ela, lágrimas de alívio escorrendo por seu rosto.
“Ela acordou! Chame os médicos agora!” Melanie chorava, sua voz um misto de alegria e urgência.
Chuva piscou, com a garganta seca, e conseguiu pronunciar a primeira coisa que veio à sua mente. “Alexandre… Onde está o Alexandre?”
Seu corpo sentia-se pesado e uma preocupação corrosiva apertava seu coração. Ela tentou se mexer, mas uma dor aguda irradiou por seu corpo, impedi-la de se mover. “Eu… preciso vê-lo”, murmurou ela, fracamente.
“Logo,” Melanie prometeu, afastando os cabelos de Chuva com carinho. “Deixe os médicos te examinarem primeiro.”
Chuva analisou o rosto de sua tia, mas o tom evasivo de Melanie apenas aumentou sua ansiedade. Algo não estava certo. Seu corpo se enrijeceu enquanto o medo se espalhava.
“Tia, estou me sentindo melhor”, ela insistiu, tentando se sentar apesar do desconforto. Foi então que Sanya entrou no quarto, seus olhos vermelhos de chorar, seguida por uma equipe médica.
“Graças a Deus que você finalmente acordou,” disse Sanya, com a voz embargada enquanto as lágrimas caíam.
Chuva fechou brevemente os olhos, e então fixou Sanya com um olhar firme. “Onde está o Alexandre? Quero vê-lo agora!” Sua voz, embora fraca, carregava uma urgência inconfundível.
Sanya enxugou as lágrimas e respirou fundo para se acalmar. “Certo, mas por favor, se comporte e deixe os médicos te examinarem primeiro. Alexandre não iria querer que você se mexesse sem ter certeza de que está bem.” Seu tom era repreensor, mas sua preocupação era evidente.
Chuva concordou relutantemente, embora a dor insistente em seu ombro e estômago a lembrasse da gravidade de suas lesões. Ela sentiu as ataduras enroladas firmemente em torno de seu meio, e cada respiração trazia uma dor surda.
“Você ficou inconsciente por um dia,” Sanya explicou enquanto os médicos examinavam Chuva. “Você foi baleada duas vezes, uma no ombro e outra no estômago.”
O médico assentiu ao completarem suas avaliações. “Ela está estável e pode se movimentar mas deve evitar esforços excessivos. Usar uma cadeira de rodas seria melhor por enquanto,” ele aconselhou.
Chuva não esperou por mais instruções. “Então me tragam a cadeira de rodas,” disse ela, sua voz preenchida de determinação. “Leve-me até o Alexandre.”
Sanya silenciosamente guiou Chuva até a UTI, onde Alexandre estava sendo tratado. A atmosfera pesada no corredor estéril refletia o peso no peito de Chuva.
Quando se aproximaram, a respiração de Chuva ficou presa à visão de Alexandre através da janela de vidro transparente. Seu coração se despedaçou. Tubos e fios cobriam seu corpo, conectando-o a máquinas que emitiam bipes ritmados, cujo som era assombroso no espaço silencioso.
Lágrimas caíram de seus olhos, deslizando pelas suas bochechas enquanto ela mordia o lábio inferior para suprimir um soluço.
“Como você, ele passou por cirurgias de emergência,” disse Sanya gentilmente, sua voz tremendo com emoção. “Ele recebeu quatro tiros. Três não foram críticos, mas…” Ela hesitou, engolindo em seco. “O quarto atingiu sua cabeça.”
As mãos de Chuva agarraram os lados da cadeira de rodas com força, seus nós dos dedos embranquecendo. Ela não conseguia desviar o olhar dele, seu coração batendo com impotência e medo.
“Por enquanto, ele ainda está sob observação,” Sanya continuou suavemente. “Os médicos disseram que a operação foi um sucesso e que seus sinais vitais estão estáveis… mas eles não podem dizer quando ele vai acordar. Ou se ele vai acordar.”
Os ombros de Chuva tremiam enquanto soluços silenciosos a dominavam. Ela estendeu a mão em direção ao vidro, seus dedos mal tocando a superfície fria, como se pudesse alcançá-lo apenas pela força de vontade.
“Alexandre…” Chuva sussurrou quebrantadamente, sua voz tremendo. Seu coração parecia estar se partindo novamente. Alexandre tinha suportado esse pesadelo por causa dela, porque ele a protegeu, tomando os tiros destinados a ela.
Sanya, percebendo a angústia de Chuva, gentilmente colocou a mão em seu ombro. “Michael está morto,” ela disse suavemente. “Ele morreu depois de ser baleado pela polícia. William e o Advogado Eric Crawford estão cuidando de tudo agora. O caso está em julgamento, e Pai Rocha disse que ele e o William garantiriam que todos os envolvidos sejam responsabilizados.”
A respiração de Chuva ficou presa em sua garganta enquanto ela ouvia, mas Sanya não tinha terminado. “Também… Dina.”
Ao mencionar o nome de Dina, os punhos de Chuva se cerraram em raiva, seu corpo tenso com uma mistura de choque e fúria. Ela não esperava por isso. “Dina?” ela perguntou, sua voz baixa e preenchida com fria fúria.
Sanya assentiu, sua expressão sombria. “Ela está viva. E ela estava envolvida em tudo, mais do que percebíamos. Ela trabalhou com Michael e o ajudou com seus planos. Ela fez cirurgia plástica e copiou seu rosto.” Ela fez uma pausa, dando a Chuva um momento para absorver a revelação.
O coração de Chuva torceu-se com uma mistura de traição e incredulidade, mas Sanya continuou, detalhando como Alexandre descobriu a verdade sobre Dina e sua decepção. “Ela está presa agora, mas será transferida para a prisão em breve.”
A expressão de Chuva endureceu. Ela tinha que vê-la. “Quero vê-la antes de ser transferida,” ela exigiu, sua voz firme apesar do esgotamento e da dor que ainda sentia.
Sanya assentiu, seu rosto marcado pela preocupação. “Eu direi ao William para fazer os arranjos…”
Seu olhar desviou de volta para Alexandre, e sua voz suavizou, tocada pela tristeza. “Olhe para você. Você realmente me conhece bem…” Suas emoções irromperam enquanto ela começava a soluçar novamente, seus ombros tremendo a cada lágrima.
“Por favor, acorde e volte para mim logo, Alexandre. Eu estarei esperando…” ela murmurou fracamente, sua voz tremendo com emoção. Ela estendeu a mão em direção ao vidro como se seu toque pudesse encurtar a distância entre eles.
“Quando eu posso entrar e ficar com ele?” ela perguntou, virando-se para Sanya com olhos suplicantes. “Quero ficar com ele. Talvez ouvir minha voz o ajude a voltar para nós,” ela acrescentou, seu coração transbordando com uma frágil esperança.
Sanya colocou uma mão confortadora em seu ombro, seus próprios olhos brilhando com lágrimas não derramadas. “Chuva, vou conversar com os médicos. Mas você precisa descansar e recuperar suas forças também. Alexandre não iria querer que você se esforçasse demais,” ela disse gentilmente.
Chuva balançou a cabeça, a determinação brilhando através do esgotamento. “Eu não me importo com isso. Eu só preciso estar ao lado dele. Eu não vou desistir dele. Jamais o deixarei escorregar e me deixar.”