Casamento Surpresa com um Bilionário - Capítulo 290
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290: Seus Momentos Mais Felizes 290: Seus Momentos Mais Felizes Na villa de Ben e Melanie na propriedade da Vinícola e Vinhedo Sinclair, Melanie soltou um longo suspiro enquanto esperava por Ben voltar. Dias haviam se passado desde o casamento deles e, embora Ben a mantivesse ocupada com passeios por belos locais da cidade, uma coisa permanecia sem resolução… eles ainda não tinham consumado o casamento.
Ela podia ver o quão atencioso ele era, sempre garantindo que ela se sentisse segura e cuidada, mas também notava a contenção em suas ações. Melanie não conseguia se livrar da sensação de que Ben estava se segurando, cada movimento seu calculado para evitar ultrapassar um limite. Ela se sentia culpada ao vê-lo lutar, sabendo que sua hesitação vinha do desejo de respeitar os limites dela.
‘Isso não é justo com ele,’ ela pensou. ‘Eu preciso mostrar para ele que estou pronta.’
Com uma respiração determinada, ela se levantou da cama e pegou um dos presentes de casamento de Chuva… um conjunto de lingerie. Melanie escolheu a peça mais ousada, vestindo-a rapidamente sem olhar no espelho, com medo de que pudesse questionar sua decisão e voltar para a segurança do seu pijama usual.
Ela voltou para a cama, puxando o cobertor para cobrir-se completamente. Seu rosto ficou rubro de vergonha, e suas mãos apertavam o cobertor com força enquanto mordia o lábio inferior.
‘Eu posso fazer isso,’ ela disse a si mesma, disposta a encontrar coragem. Esta noite, ela estava determinada a dar o primeiro passo para derrubar a parede invisível entre eles.
O coração de Melanie acelerava ao ouvir os passos de Ben se aproximando do quarto. Ela fechou os olhos com força, suas mãos agarrando o cobertor como se ele pudesse de alguma forma protegê-la de seu próprio nervosismo. *Por que estou tão nervosa? Ele é meu marido,* ela pensou, mordendo o lábio com mais força. Mas a realidade de dar o primeiro passo se mostrava mais assustadora do que ela havia imaginado.
A porta rangeu ao abrir, e Ben entrou no quarto com seu costumeiro comportamento calmo.
“Melanie?” Sua voz era suave, transparecendo preocupação. “Por que você ainda está acordada? Você teve um dia longo.”
Espiando por baixo do cobertor, Melanie deu a ele um sorriso tímido. “Eu… não conseguia dormir.”
Ben inclinou a cabeça, um leve sorriso se formando em seus lábios. “Alguma coisa te incomodando?” ele perguntou, sentando-se na beira da cama. Sua mão alcançou para afastar uma mecha de cabelo do rosto dela, seu toque suave e despretensioso.
As bochechas de Melanie ardiam. Ela apertou o cobertor com mais força por um momento, reunindo toda a coragem que tinha. “Ben…” ela começou, sua voz mal acima de um sussurro. “Eu… Eu quero que a gente… pare de se conter. Você não precisa ter tanto cuidado comigo.”
Os olhos de Ben se arregalaram levemente conforme o significado por trás das palavras dela o atingia. “Melanie, eu não quero que você se sinta pressionada-”
“Eu não estou,” ela interrompeu, sua voz agora mais firme. Lentamente, ela deixou o cobertor deslizar para baixo, revelando a lingerie delicada que havia escolhido. “Eu quero isso. Eu quero nós.”
Melanie observou enquanto Ben congelava por um momento, seu pomo de Adão se mexendo enquanto engolia. Seu olhar se suavizou, cheio de preocupação e contenção, e ela lhe ofereceu um sorriso tímido antes de se mover para sentar-se ereta na cama.
“Tenho medo de te machucar,” Ben murmurou, sua voz baixa e incerta.
Melanie alcançou sua mão, seus dedos tocando os dele enquanto falava suavemente. “Eu tive medo a vida toda, Ben, mas eu não quero mais ter medo. O médico nos assegurou que está tudo bem. Eu tomei os remédios, e se algo acontecer, podemos chamar os paramédicos imediatamente. Você não precisa se preocupar.”
Sua hesitação era evidente na maneira como seus olhos a procuravam, como se estivesse buscando um sinal para tranquilizá-lo. Ela não esperou ele pensar demais. Inclinando-se para frente, Melanie pressionou seus lábios suavemente contra os dele, depositando todas as suas emoções no beijo, sua confiança, seu desejo e sua determinação em enfrentar esse passo juntos.
Ben respondeu após um momento, suas mãos envolvendo o rosto dela com ternura, como se ela fosse a coisa mais frágil do mundo. Pela primeira vez, Melanie sentiu as paredes da incerteza entre eles começarem a desmoronar.
Melanie nunca havia sentido isso antes… a sensação avassaladora de ser amada e desejada. Estava tudo lá nos olhos de Ben, uma intensidade crua que fazia seu coração acelerar.
Conforme ele lentamente removia sua camisa, ela deu um grito abafado, seus olhos arregalando-se ao ver as inúmeras cicatrizes gravadas em seu corpo. Sem hesitar, ela o puxou gentilmente para a cama, seus dedos traçando as marcas com reverência.
“Quantos anos você tinha quando conseguiu essas cicatrizes?” ela perguntou suavemente, sua voz preenchida com curiosidade e tristeza. Inclinando-se, ela começou a plantar beijos gentis em cada cicatriz, como se tentando apagar a dor que elas representavam.
Ben hesitou, seu olhar nublado com sombras do passado. “Eu não consigo lembrar exatamente,” ele admitiu, sua voz carregada de emoção. “O sindicato com quem eu cresci… eles me batiam, me puniam sempre que eu falhava em uma missão. Algumas dessas cicatrizes são do treinamento… treinamento para ser um assassino. Eu…” Ele parou, incapaz de continuar, o peso de suas memórias muito grande para compartilhar em detalhes.
Os lábios de Melanie roçaram seu peito enquanto ela sussurrava, “Isso tudo está no passado agora. Essas cicatrizes… elas são parte da sua história, mas não te definem. Elas te moldaram no homem que você é hoje, e esse é alguém que eu amo.”
Suas palavras pareciam aliviar um fardo de seu coração. Ben soltou um suspiro trêmulo, sua mão movendo-se para acariciar o rosto dela gentilmente. Naquele momento, cercado por ternura, ele sentiu algo que raramente conhecia… paz.
*****
Enquanto isso, na Montanha Mystveil, Sanya estava deitada na cama, completamente exausta, tentando recuperar o fôlego. William, sempre energético, a puxou para perto, seus corpos nus prensados enquanto ele a abraçava apertado.
“Não deveria ter te dito que estou nos meus dias férteis,” ela murmurou, seu rosto torcendo numa mistura de exaustão e arrependimento.
William riu, sua voz profunda entremeada de diversão. “Eu achei que você estava desafiando a resistência do seu marido quando disse isso. Não posso deixar minha esposa decepcionada, então estou dando o meu máximo.”
Sanya gemeu, cobrindo o rosto com um travesseiro enquanto suas bochechas ficavam rubras. “Eu não estava te desafiando! Eu estava apenas sendo honesta.”
“Bem, a honestidade é apreciada,” ele provocou, plantando um beijo brincalhão em seu ombro. “Mas você não pode me culpar por ser minucioso, pode?”
Ela não conseguiu evitar uma risada, embora ainda o empurrasse com pouca força. “William, você é impossível.”
“E você é irresistível,” ele rebateu, puxando-a para mais perto. “Agora, descanse. Você vai precisar de suas forças para amanhã.”
Sanya o encarou, embora um pequeno sorriso puxasse seus lábios. “Você é incorrigível.”
“Apenas porque eu te amo,” ele respondeu, sua voz suave e sincera.
“Ah, é porque você está com pressa de me engravidar,” ela zombou, estreitando os olhos para ele.
William se inclinou, capturando seus lábios em um beijo terno antes de recuar com um sorriso maroto. “Bem, culpado dessa acusação, Senhora Juíza,” ele provocou, seu tom brincalhão, mas caloroso.
Sanya revirou os olhos, embora seus lábios se curvassem num pequeno sorriso. William respirou fundo e murmurou pensativo, sua mão traçando círculos calmantes em suas costas. “Mas não se preocupe,” ele acrescentou com um sorriso malicioso, “eu vou te dar uma folga. Você ainda está dolorida, afinal.”
Ela soltou uma risada exasperada, enterrando o rosto em seu peito. “Bem, eu também estou animada para ser mãe. Mas isso me assusta ao mesmo tempo,” Sanya confessou, sua voz suave. “Eu cresci sem uma mãe, então não tenho certeza se posso ser uma boa no futuro.”
A expressão de William suavizou enquanto ele gentilmente acariciava seu cabelo. “Não se preocupe,” ele murmurou, sua voz firme e tranquilizadora. “Eu tenho certeza que você será uma ótima mãe. E eu estarei com você a cada passo do caminho. Vamos descobrir juntos.”
Sanya sorriu fracamente, seu coração se aquecendo com suas palavras. “Quantos filhos você quer ter?” ela perguntou curiosamente, inclinando a cabeça para olhar para ele.
Os olhos de William brilharam de empolgação. “Eu sinceramente quero uma família grande, Sanya. Dois filhos como eu e meu irmão sempre pareceram pouco. Talvez cinco crianças bastem,” ele disse com entusiasmo. “Três meninas e dois meninos!”
Sanya congelou, seus olhos se arregalando enquanto engolia em seco. “C-Cinco?” ela gaguejou.
“Claro,” William continuou, completamente perdido em sua reação. “Imagine o caos e as risadas na casa. Será perfeito!”
Sanya enterrou o rosto de volta em seu peito com um gemido. “Você vai ser a morte de mim, William.”
Ele riu, puxando-a para mais perto. “Não, eu vou ser a razão dos seus momentos mais felizes. Você vai ver.”
Então houve um silêncio tenso antes dele soltar um suspiro profundo. “Eu só espero que papai ainda esteja conosco, Sanya, quando esse momento chegar e assistir enquanto construímos nossa família.”
O coração de Sanya doeu com a vulnerabilidade quieta em sua voz. Ela se aproximou dele, sua mão repousando gentilmente em seu peito. “Ele ainda está aqui, William. Ele ainda está lutando. E vamos garantir que ele faça parte de cada momento quando começarmos nossa família. Ele estará conosco.”