Casamento Surpresa com um Bilionário - Capítulo 289
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289: Um Impostor 289: Um Impostor Chuva estava mentalmente exausta pelos eventos do dia. Embora não estivesse fisicamente cansada, o peso do caso havia cobrado seu preço. Ela já havia pedido uma ordem de restrição para manter o Ministro, Rick Brown, longe de Ella. Rick agora estava detido como suspeito, mas sua decisão de exercer seu direito de permanecer em silêncio deixou os investigadores sem novas pistas.
Para garantir que Ella e seu filho ainda não nascido estivessem protegidos, Chuva envolveu estrategicamente a mídia, sabendo que o escrutínio deles acrescentaria outra camada de segurança e manteria a pressão.
Após o jantar com Alexandre e seu sogro, Chuva tirou um momento para se refrescar e trocar para seu vestido de noite. Em vez de ir para a cama, ela foi para o escritório, determinada a analisar mais a fundo o caso de Ella.
“Não é o marido dela?” Chuva murmurou, folheando suas anotações. Ela já havia emitido instruções para verificações detalhadas dos movimentos passados de Rick Brown e sua origem familiar, mas ela precisava de mais. Entre os dois, Ella era a que vinha de uma família prestigiosa, cuja influência e riqueza haviam desempenhado um papel significativo na ascensão de Rick à sua posição ministerial.
A família de Ella, baseada no campo, era proeminente na produção e comercialização local de alimentos frescos e embalados. Rick, por outro lado, veio de origens humildes, mas construiu uma reputação como um indivíduo trabalhador e íntegro.
As palavras de Ella ecoavam na mente de Chuva: “Desde que ele voltou do seminário de uma semana há um mês, tudo mudou. Sinto como se estivesse vivendo com um estranho. Ele parece meu marido, mas não é meu marido! Ele é alguém diferente, um impostor completo!”
“Então esse homem é uma farsa,” Chuva murmurou para si mesma, franzindo a testa. “Mas por quê? E onde está o verdadeiro Rick?” Ela massageou as têmporas, considerando as possibilidades.
Perdida em pensamentos, Chuva não notou Alexandre entrando no escritório até sentir suas mãos massageando gentilmente seus ombros. Ela suspirou, seus lábios curvando num pequeno sorriso. “Isso é bom. Acho que este caso está afetando minha saúde mental.”
“Fale sobre isso,” Alexandre encorajou, sua voz calma e tranquilizadora. “Talvez eu possa ajudar.”
Enquanto suas mãos continuavam seu ritmo confortante, Chuva começou a relatar os detalhes do caso. Alexandre ouviu atentamente, eventualmente levantando-a facilmente em seus braços. Ela riu baixinho, mas não resistiu enquanto ele a carregava para a cama deles.
Mesmo enquanto ela se deitava confortavelmente em seu abraço, sua mente fervilhava. As respostas estavam lá fora, mas o quebra-cabeça estava longe de estar completo.
Ela sorriu enquanto Alexandre a abraçava por trás, seus braços envolvendo-a com segurança. Chuva se inclinou para o abraço dele, deixando seu calor e presença dissiparem a tensão em seus ombros.
“Este caso me deixou completamente exausta,” ela admitiu. “Não é só a complexidade, mas a natureza perturbadora de tudo isso. Parece… sinistro.”
Chuva suspirou, reunindo seus pensamentos enquanto começava. “Ella insiste que o homem se passando como seu marido não é Rick Brown. Ela está convencida de que ele é um impostor. Ela até tentou fazer um teste de DNA, mas ele descobriu, então ela falhou. Cinco dias depois, ela foi sequestrada. Coincidência? Eu não acho.”
As sobrancelhas de Alexandre se franziram enquanto ele ouvia. “Um impostor? Isso é ousado, especialmente para alguém tão proeminente quanto um ministro.”
“Exatamente,” Chuva concordou, sua voz carregada de frustração. “Eu ordenei uma investigação minuciosa sobre seus movimentos passados e sua família, mas até agora, nada apareceu que grite conspiração. Ainda assim, as afirmações de Ella são consistentes. Ela diz que desde que Rick voltou de um seminário há um mês, tudo sobre ele mudou, seu comportamento, seus modos… até seu olhar.”
Alexandre se inclinou contra a cabeceira, puxando Chuva para seus braços. “E qual motivo esse Rick falso teria para querer ela morta? Dinheiro? Poder?”
“Esse é o problema,” Chuva disse, balançando a cabeça. “Não faz sentido. Rick assinou um acordo pré-nupcial, então ele não lucraria financeiramente com a morte dela. Além disso, eles estão tentando ter um bebê há dois anos. Agora que Ella está grávida, por que arriscar? É ilógico.”
“A não ser…” Chuva murmurou, sua voz desvanecendo enquanto seus olhos se estreitavam. “A não ser que ele não esteja agindo sozinho. Um impostor nesse nível deve fazer parte de algo maior, um grupo ou organização com sua própria agenda.”
Alexandre acenou pensativo. “É possível. Realizar algo assim exige recursos e precisão. Isso não é apenas um crime de oportunidade; é calculado.”
Chuva estremeceu enquanto sua mente corria com possibilidades. “Se isso for verdade, o verdadeiro Rick ainda pode estar vivo… em algum lugar. Eu já pedi ao tribunal para obrigar o Sr. Brown a se submeter a um teste de DNA. Com sorte, teremos os resultados amanhã.”
A expressão de Alexandre se tornou séria. “Enquanto isso, mantenha Matt com você sempre que sair. Ainda não podemos baixar a guarda. Os movimentos de Michael ainda estão sendo rastreados, e estamos mais longe de descobrir quem pode ser o infiltrado no GIS.”
Chuva se moveu, montando em seu marido e envolvendo seus braços ao redor do pescoço dele. Ela olhou nos olhos dele, sua curiosidade despertada. “Se alguém se passasse por mim, você acha que conseguiria perceber a diferença?”
Alexandre não hesitou, sua voz firme enquanto ele a olhava de volta. “Sim.”
Ela franziu um pouco, sua curiosidade aumentando. “Como?”
Os lábios de Alexandre se curvaram em um pequeno sorriso enquanto ele colocava uma mecha de cabelo atrás da orelha dela. “Porque eu conheço você, Chuva,” ele disse, sua voz firme. “Eu conheço o jeito que você sorri quando está tentando esconder o quanto está cansada. A pequena pausa no seu passo quando você está distraída. O jeito que seu nariz enruga quando você está pensando muito sobre algo.”
As bochechas de Chuva aqueceram sob seu olhar, mas ela tentou manter a compostura. “Essas são coisas pequenas. Um impostor poderia estudá-las, imitá-las.”
“Talvez,” Alexandre concordou, se inclinando mais perto. “Mas ninguém poderia falsificar o jeito que você se sente quando está perto de mim. O jeito que seu coração bate no mesmo ritmo que o meu quando eu te seguro. O jeito que seus olhos brilham quando você fala sobre as coisas pelas quais é apaixonada. Não é apenas sobre observar, é sobre conhecer. E eu conheço você.”
O fôlego de Chuva falhou, seu coração se enchendo com as palavras dele. Ela procurou seus olhos por qualquer sinal de dúvida, mas não encontrou nenhum. “Você é muito bom nisso,” ela provocou, passando os dedos ao longo do queixo dele. “Você tem certeza de que não é secretamente um poeta?”
Alexandre riu baixinho, seus braços apertando ao redor dela. “Só para você.”
Chuva estreitou os olhos para ele, seu tom meio brincalhão, mas carregado com um toque de seriedade. “Eu vou ficar furiosa se você não conseguir diferenciar entre mim e um impostor!”
Alexandre sorriu, divertido com o desafio repentino dela. Ele se inclinou um pouco para trás, suas mãos descansando na cintura dela. “É mesmo?” ele provocou. “Bem, eu acho que não tenho escolha a não ser passar neste teste, então.”
Chuva ergueu uma sobrancelha, seus lábios se contorcendo em um falso franzido. “É melhor. Estou falando sério, Alexandre! Se um impostor conseguir te enganar, eu… eu nunca vou deixar você esquecer isso.”
Ele riu, o som baixo e caloroso. “Você acha que eu deixaria isso acontecer? Impossível. Eu identificaria o impostor a quilômetros de distância.”
“Ah é? Como você pode ter tanta certeza?” ela desafiou, estreitando ainda mais os olhos.
“Porque,” Alexandre disse, sua voz suavizando enquanto ele se inclinava mais perto, “ninguém mais poderia jamais me fazer sentir do jeito que você faz. Nenhum impostor poderia replicar o fogo nos seus olhos quando você defende sua posição. Ou o jeito que você diz o meu nome, como se fosse a única coisa que importa no mundo.”
Chuva sentiu suas bochechas aquecerem com as palavras dele, mas ela se recusou a deixar sua resolução vacilar. “Elogios não vão te salvar se você falhar, Alexandre.”
Ele riu e a puxou para mais perto, sua testa levemente encostando na dela. “Então, eu acho que vou ter que ter certeza de nunca falhar com você. Combinado?”
“Combinado,” Chuva disse, embora o brilho de brincadeira em seus olhos traísse sua seriedade. Mas enquanto ela descansava a cabeça no ombro dele, ela secretamente esperava que nenhum deles jamais tivesse que enfrentar esse teste.
Ela não conseguia explicar por quê, mas o caso se recusava a sair de sua mente. A possibilidade de um impostor, se as suspeitas de Ella estavam corretas, enviava arrepios por sua espinha. O pensamento de que algo assim pudesse acontecer com qualquer pessoa, até mesmo com eles, era perturbador, especialmente se este caso estivesse ligado a um sindicato maior e mais perigoso.
Chuva se inclinou para trás contra os travesseiros fofos da cama deles, sua mente se recusando a descansar apesar da presença confortante de Alexandre. A ideia de uma imitação cuidadosamente orquestrada não era apenas arrepiante… era um lembrete marcante de quão vulneráveis até mesmo as pessoas mais poderosas poderiam ser. Se alguém pudesse substituir uma figura de alto perfil como Rick Brown, o que isso dizia sobre o alcance e a precisão do grupo por trás disso?
Seus pensamentos vagaram para as possibilidades. O objetivo do impostor era político? Financeiro? Ou seria algo muito mais sinistro? E se as reivindicações de Ella estavam certas, onde estava o verdadeiro Rick? Morto? Mantido em cativeiro? Ou pior, transformado em um peão dessa organização obscura?
Os dedos de Chuva traçavam padrões distraídos no tecido macio de seu vestido de noite enquanto sua mente corria. Este não era apenas mais um caso; isso era uma bomba-relógio. Se estivesse conectado a um sindicato, as implicações eram aterradoras. Significava uma rede de recursos, influência e crueldade que poderia visar qualquer pessoa.
“Eu preciso informar a equipe logo pela manhã,” ela murmurou para si mesma. “Não podemos tratar isso como um incidente isolado.”