Casamento Surpresa com um Bilionário - Capítulo 277
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- Capítulo 277 - 277 Não estou Pronto 277 Não estou Pronto O coração de Ava
277: Não estou Pronto 277: Não estou Pronto O coração de Ava acelerou enquanto ela corria para o lado de Rock, com as mãos tremendo. “Rock! Rock, acorde!” ela gritou, sacudindo seu ombro gentilmente, mas com firmeza. Seu rosto estava pálido, gotas de suor brilhavam em sua testa, e sua respiração estava superficial.
Sem perder um momento, ela tirou o telefone do bolso e discou o número de Lambert. “Por favor, venha rápido!” ela pediu, com a voz tremendo. “Meu irmão… ele está desacordado e precisa de ajuda!”
Enquanto esperava, ela pegou um pano úmido da pia, passando na testa dele, sussurrando palavras de conforto mesmo enquanto a preocupação a consumia. Rock permanecia irresponsivo, sua expressão dolorida, e Ava rezava silenciosamente, esperando pela força para manter a calma até a ajuda chegar.
Ava sentiu um nó em sua garganta, suas próprias emoções oscilando enquanto observava seus sobrinhos ao lado do pai deles, segurando as lágrimas com dificuldade. Ela respirou fundo, tentando se manter forte, embora ver William chorando e Alexandre tão perdido apenas tornasse isso mais difícil.
Ben colocou uma mão no ombro de Ava, um conforto silencioso. “Nós já sabíamos há algum tempo, Ava,” ele disse gentilmente. “Rock queria te contar por ele mesmo, mas ele nunca quis que ninguém se preocupasse. Ele tentou aguentar, por todos.”
Os médicos continuaram seu trabalho, estabilizando Rock antes de prepará-lo para transportá-lo para o hospital. William segurava a mão do pai, com a voz embargada. “Pai… ainda precisamos de você. Não vá ainda. Temos tanto para compartilhar com você.”
Alexandre parecia composto, mas a tensão percorria seu corpo, e suas mãos tremiam.
“Ele vai ficar bem; ele só precisa de um pouco de descanso. Esses são os efeitos colaterais usuais do tratamento dele,” o médico finalmente os tranquilizou, permitindo que Alexandre soltasse um suspiro de alívio.
“Oh, graças a Deus. Obrigado… muito obrigado!” William chorou, ainda sem conseguir conter as lágrimas.
Alexandre virou-se para falar com o Dr. Black, que estava de prontidão para qualquer emergência. Eles trouxeram seu próprio equipamento para estar preparados para situações exatamente como esta, garantindo que seu pai recebesse cuidados imediatos sempre que precisasse.
Do lado de fora do quarto, Chuva estava ansiosa com Sanya e Tia Melanie, rezando silenciosamente para que Pai Rocha ficasse bem. Ela prendeu a respiração quando Alexandre finalmente saiu, visivelmente abalado.
“Como está o Pai Rocha?” ela perguntou com urgência.
“Ele vai ficar bem…” Alexandre disse, embora sua voz estivesse tensa. Quando falou, seus joelhos quase dobraram, mas Chuva foi rápida em segurá-lo, envolvendo-o com seus braços para apoiá-lo.
“Eu… não sei o que fazer, Chuva,” ele sussurrou, com a voz embargada. “Eu queria que isso fosse apenas um pesadelo. Eu pensei que poderia lidar, mas vê-lo inconsciente assim e esperar, sem saber se ele acordaria… é sufocante. Mal consigo respirar.”
Chuva gentilmente acariciou suas costas, sua presença constante e confortante. “Você tem que ser forte por ele, Alexandre. É exatamente por isso que ele não queria que soubéssemos, ele não queria que ficássemos desolados assim. Mostre a ele sua força, para que ele saiba que não precisa se preocupar conosco.”
As portas se abriram, e Tia Ava emergiu, gentilmente empurrando William e Ben para fora. Seu olhar firme se voltou para Sanya enquanto ela declarava, “Leve seu marido chorão com você. O choro incessante dele não está ajudando ninguém agora.”
Sanya concordou rapidamente, passando o braço em volta de William enquanto ele fungava silenciosamente. Ava voltou sua atenção para o resto do grupo, seu tom firme. “Eu vou ficar com meu irmão esta noite. Ele está estável agora e só precisa descansar. Os médicos estão aqui, e vou ficar de olho nele. Vocês todos voltem para suas vilas particulares. Vejam como ele está pela manhã. Agora, saiam!” Ela acenou com as mãos como se os estivesse enxotando.
Antes que alguém pudesse argumentar, Tia Ava fechou as portas com decisão.
Chuva, Sanya e Tia Melanie trocaram olhares significativos enquanto se viravam para ir. O grupo se dispersou, com Sanya liderando William apaziguado de volta à sua villa e Tio Ben seguindo Tia Melanie para a deles.
Chuva gentilmente pegou a mão de Alexandre, guiando-o em direção ao quarto deles na vila principal. O peso da noite era evidente em seu silêncio, e ela segurava nele, oferecendo força silenciosa enquanto eles recuavam para encontrar algum descanso.
Chuva guiava gentilmente Alexandre a cada passo, quase como se ele estivesse sonâmbulo. Seu silêncio, seu olhar distante e o tremor em seus movimentos faziam seu coração doer. Uma vez que ela o acomodou na cama, deitou-se ao lado dele, envolvendo-o com seus braços enquanto ele descansava a cabeça em seu peito.
Seu silêncio era de alguma forma ainda mais inquietante que as lágrimas de William. Ela acariciava suas costas suavemente, esperando acalmá-lo, embora a tensão em seu corpo se mantivesse constante. “Estou aqui,” ela sussurrou, sua voz firme. “Você não precisa segurar tudo isso comigo.”
Por um momento, Alexandre fechou os olhos, sua respiração superficial como se estivesse segurando algo. Chuva deu um beijo gentil em seu cabelo, tranquilizando-o com seu calor e presença. Lentamente, ele pareceu relaxar contra ela.
“Não estou pronto para perdê-lo,” Alexandre sussurrou. “Eu sei que preciso me preparar para o pior, Chuva, mas é tão difícil. Ele deve ter sentido tanta dor… Eu pesquisei tudo que pude sobre sua condição, seus sintomas e todos os efeitos colaterais do tratamento dele.”
“Eu sei,” Chuva murmurou, continuando a segurá-lo perto. “Mas ele ainda está aqui conosco, e estamos todos passando por isso juntos.”
Alexandre deu um suspiro trêmulo, sua voz baixa e instável. “Eu pensei que poderia lidar… eu continuava me dizendo que estava pronto, mas vê-lo hoje à noite, ver como ele se tornou frágil… é diferente. Eu só continuo pensando na dor que ele teve que suportar, e que eu não pude fazer nada para impedi-la.”
Chuva gentilmente acariciava seu cabelo, deixando-o expressar os receios que ele estava guardando internamente. “Ele está lutando, Alexandre. Por você, por William, por todos nós. Essa força… é algo que ele passou para você. E aconteça o que acontecer, você está honrando-o estando aqui, apoiando-o e garantindo que ele não esteja sozinho.”
O aperto de Alexandre nela se apertou levemente, sua respiração ficou mais profunda enquanto as palavras dela começavam a acalmá-lo. “Obrigado,” ele sussurrou. “Por estar aqui… por tudo.”
Foi então que o telefone de Chuva tocou, e ela mordeu o lábio por dentro ao ver que era Ivan ligando. No fundo de sua mente, ela rezava silenciosamente, esperando que desta vez Ivan trouxesse boas notícias, em vez de mais más notícias.