Casamento Surpresa com um Bilionário - Capítulo 252
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- Capítulo 252 - 252 Seguro Com Você 252 Seguro Com Você Ele vai ficar bem
252: Seguro Com Você 252: Seguro Com Você “Ele vai ficar bem?” Chuva perguntou suavemente enquanto ela e Alexandre estavam no carro, a caminho da mansão ancestral. O médico os havia tranquilizado de que William estava estável e acordaria em breve. Ele havia desmaiado por choque emocional e uma queda súbita na pressão sanguínea após receber a notícia devastadora.
Alexandre suspirou, a tensão clara em seus olhos. “Não, ele não está bem. Quando ele acordar, ele estará em pedaços. Estou apenas aliviado que Sanya está lá com ele.” Ele alcançou Chuva, puxando-a para perto no espaço confinado. “Assim como você esteve lá para mim quando eu ouvi as notícias pela primeira vez. Obrigado por isso… por ficar.”
Ele deu um beijo suave na testa dela antes de repousar seu rosto no vão do pescoço dela. Sua voz tremia quando falou. “Eu não sei se consigo ficar com William e assistir ele se despedaçar. Eu apenas…”
Chuva sentiu a umidade das lágrimas dele em sua pele e passou os dedos de forma calmante por seu cabelo. “Nós vamos passar por isso juntos,” ela sussurrou. “Tudo vai ficar bem…”
Seu coração doía por Alexandre e William, mas todos eles tinham que se manter fortes e mostrar ao Pai Rocha que ele não precisava se preocupar com eles.
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Sanya estava sentada ao lado da cama de William, observando atentamente enquanto ele se mexia e lentamente abria os olhos. “Como você está se sentindo?” ela perguntou suavemente.
Os olhos de William encontraram os dela, cheios de confusão e um vislumbre de esperança. “Foi só um sonho, não foi? Alexandre e Chuva realmente não estavam aqui, certo?” Sua voz era frágil, entrelaçada de negação, como se implorasse que ela confirmasse que nada daquilo havia sido real.
Sanya respirou fundo, com o coração doendo enquanto alcançava e segurava gentilmente a mão dele. “Não, William,” ela disse suavemente, “Alexandre e Chuva estiveram aqui, mas eles foram embora assim que o doutor confirmou que você estava estável. Você desmaiou com o choque da notícia sobre seu pai.”
O corpo de William se tensionou, e seus olhos se encheram de lágrimas antes de derramarem. Ele deixou escapar uma risada trêmula, enxugando as bochechas úmidas. “Ah, isso é embaraçoso,” ele disse, com a voz embargada. “Eu não consigo parar de chorar como uma criança.”
A expressão de Sanya se suavizou, e ela lhe ofereceu um sorriso gentil. “Não é nada embaraçoso. Sabe, é corajoso mostrar seus sentimentos. Você não é feito de pedra. Deixe sair. Não se segure.”
Ela se levantou para buscar um copo de água para ele, mas antes que pudesse dar um passo, a mão de William disparou e segurou seu pulso. O toque dele era firme, quase desesperado, e ele sussurrou, “Por favor, fique. Não me deixe.”
“Eu não vou a lugar algum,” ela o tranquilizou suavemente. “Só vou pegar um pouco de água para você.” Mas ele não a soltou. Em vez disso, puxou-a para mais perto, e ela cambaleou para a frente, aterrissando diante dele, com o coração acelerado pela vulnerabilidade crua em seus olhos.
William a puxou para mais perto, seu aperto inabalável como se tivesse medo de que ela desaparecesse se a soltasse. Antes que Sanya pudesse se equilibrar, ele enterrou o rosto contra o peito dela, seu corpo tremendo com soluços silenciosos e irrestritos. O peso de sua dor pressionava contra ela, cada tremor ecoando em seu próprio coração.
Sanya envolveu os braços em volta dele, uma mão acariciando a nuca dele, os dedos entrelaçados em seu cabelo. Ela o segurou firmemente, oferecendo o calor de seu abraço enquanto seus muros desabavam. “Tudo bem, William,” ela sussurrou, sua voz terna e calmante. “Desabafe. Estou aqui, e não vou embora.”
As lágrimas dele umedeciam a camisa dela, mas isso não importava. O que importava era que ele se sentisse seguro o suficiente para desmoronar em sua presença. Sanya podia sentir a dor irradiando dele. Sem perceber, ela pressionou um beijo suave no topo da cabeça dele, murmurando tranquilizações enquanto ele se agarrava a ela como um salva-vidas.
O quarto estava silencioso, exceto pelos sons dos soluços abafados dele e as palavras calmas dela. A tempestade dentro dele começou a se acalmar lentamente, e sua respiração, embora ainda irregular, começou a se estabilizar. No entanto, Sanya o segurou sem questionar, sabendo que naquele momento, ele precisava de alguém para ser sua força.
À medida que os soluços de William diminuíam, ele permanecia no abraço de Sanya, respirando de forma trêmula. Ele se afastou ligeiramente, apenas o suficiente para encontrar o olhar dela, seus olhos se encontrando em uma compreensão tácita que transcendia as palavras. A vulnerabilidade que pairava entre eles era eletrizante, preenchendo o espaço com uma intimidade que nenhum dos dois havia antecipado.
As mãos dele encontraram a cintura dela, os dedos se curvando em torno dela enquanto a puxava ainda mais para perto. O calor do corpo dela e a suavidade de sua presença o faziam se sentir seguro de uma maneira que ele não sabia que poderia. Com o coração acelerado, William se inclinou, seus lábios roçando nos dela com uma hesitação que foi rapidamente superada por uma necessidade avassaladora de senti-la.
O fôlego de Sanya falhou ao sentir o calor dos lábios dele contra os dela. Foi tentativo no início, como se ambos estivessem testando as águas, mas o beijo logo se aprofundou, alimentado pela emoção crua do momento.
Ele colocou seu coração naquele beijo, um pedido silencioso de desculpas, um apelo por compreensão e uma declaração de algo inominável que estava fervendo entre eles há tempo demais.
Quando finalmente se afastaram, ambos sem fôlego e de olhos arregalados, o coração de William acelerou, e um traço de travessura piscou em seu olhar. “Não estou arrependido de ter beijado você,” ele murmurou, os cantos da boca se erguendo em um sorriso maroto. “Mas me desculpe por não ter pedido permissão primeiro.”
Sanya ergueu uma sobrancelha, um sorriso brincalhão se espalhando pelos seus lábios. “Bem, acho que deveria ficar ofendida. Você não pensou em verificar se eu estava de acordo com o seu súbito ataque aos meus lábios?”
William riu, um som que aqueceu o coração dela. “Eu achei que foi um bom ataque,” ele respondeu, sua voz aliviando o clima. “E olha como você se sente muito melhor agora.”
“Verdade, você apresentou um argumento convincente,” ela provocou, se inclinando ligeiramente para trás para olhá-lo. “Mas acho que vou deixar passar desta vez, só porque você está emocionalmente comprometido.”
Seu sorriso se alargou, e por um momento, o peso do mundo pareceu se levantar de seus ombros. “Emocionalmente comprometido? É assim que você diz que estou uma bagunça?”
“Talvez só um pouco,” Sanya respondeu, seu tom brincalhão, mas sincero. “Mas tudo bem estar bagunçado de vez em quando. Faz parte de ser humano.”
Ele assentiu, seu olhar se suavizando enquanto sustentava o dela, a leve provocação sendo substituída por algo mais profundo. “Você torna mais fácil estar bagunçado,” ele confessou, sua voz caindo para um sussurro. “Me sinto seguro com você.”
Ele estava à beira de desmoronar novamente, mas ter a presença de Sanya por perto de alguma forma lhe deu a força para se manter inteiro. ..