Casamento Surpresa com um Bilionário - Capítulo 220
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220: Ter Significado 220: Ter Significado Na Elysium Biotech Institute
“Kely Johnson, vinte e três anos. Sem irmãos. Seu pai faleceu quando ela tinha quinze anos, e agora é apenas ela e sua mãe. Ela nasceu aqui na ilha,” Ivan disse, com um tom suave enquanto Clifford lia o perfil de Kely.
“Ela é tão jovem…” Clifford murmurou, o coração pesado com o conhecimento de sua situação. Com apenas vinte e três anos, seu futuro parecia tão limitado. Se ela não recebesse tratamento, ela teria apenas seis meses de vida, o mesmo prognóstico que o sogro de Rain enfrentou.
Com esperança, Kely teria uma chance… ela iria se submeter ao tratamento em suas instalações, e eles estavam determinados a lhe dar esperança.
“Rain já enviou os rascunhos dos documentos que Kely precisa assinar,” Ivan continuou. “Vamos, vamos encontrá-la juntos.”
Clifford assentiu, levantando-se de sua cadeira. Do lado de fora da sala, Kely acabara de chegar com sua mãe, seu rosto estava pálido, mas ela parecia alegre e determinada como ontem. As duas mulheres estavam esperando no saguão.
Ivan e Clifford caminharam pelo corredor. Conforme se aproximavam do saguão, Clifford não pudia deixar de sentir uma pontada de empatia. Ele sabia como era assistir um ente querido enfrentando um futuro tão incerto.
Quando alcançaram Kely e sua mãe, Ivan falou, sua voz gentil mas profissional. “Kely, Sra. Johnson, obrigado por virem hoje.”
Kely sorriu fracamente, sua mãe segurando sua mão firmemente como se tentando lhe dar a força de que precisava.
“Nós revisamos tudo a respeito do seu caso,” Ivan disse, dando a Kely um olhar tranquilizador. “O próximo passo é admiti-la em nossa instalação, onde podemos monitorar sua condição de perto e prepará-la para o tratamento e vários exames.”
“Eu… Kely, podemos conversar mais sobre isso?” sua mãe perguntou, sua voz trêmula de preocupação. Clifford notou a hesitação, a incerteza em seus olhos. “E se o tratamento não funcionar? E se você acabar sentindo mais dor?”
Kely suspirou suavemente, seus lábios formando um pequeno bico. “Mamãe, nós já falamos sobre isso antes. Nós duas sabemos… morrer é inevitável.”
Lágrimas brotaram nos olhos de sua mãe, transbordando enquanto ela engasgava com suas palavras. “Mas você ainda é tão jovem!” ela chorou, sua voz se quebrando de angústia.
A expressão de Kely amolecida, embora sua resolução não vacilasse. “Eu sei, Mamãe. Mas eu quero fazer isso. Eu quero que minha vida tenha significado, mesmo que seja curta.” Ela alcançou as mãos de sua mãe, segurando-as delicadamente. “Eu não tenho muito a pedir, pois já me sinto abençoada. Eu tenho você, e isso é mais do que suficiente.”
Sua mãe chorou, incapaz de falar, então Kely continuou, sua voz calma, mas preenchida com uma força tranquila. “Este é o meu destino, e eu acredito que Deus tem um motivo para tudo isso. Talvez isso faça parte de algo maior. Se eu puder ajudá-los a encontrar uma cura, se a minha vida puder ser um meio para outra pessoa viver… isso vale a pena, não vale?”
Clifford ficou em silêncio ao lado delas, o coração doendo pelas duas. Ele admirava a coragem de Kely… sua disposição para enfrentar a realidade dura, para transformar sua dor em algo significativo. Ele sabia que esse tipo de força não era fácil de encontrar, especialmente em alguém tão jovem.
Sua mãe, ainda chorando, olhou nos olhos de Kely e apertou suas mãos. “Eu só… eu não quero te perder.”
“Você não está me perdendo, Mamãe. Você está me ajudando a viver com propósito,” Kely sussurrou, sua voz firme. “Independente do que acontecer, estou em paz com isso.”
O quarto caiu em um silêncio profundo. As palavras de Kely permaneceram no ar, poderosas e claras, oferecendo tanto uma verdade dolorosa quanto um raio de esperança. Sua mãe assentiu, embora suas lágrimas não parassem. Ela sabia que não havia como mudar a decisão de Kely, e no fundo, ela entendia.
Clifford deu um passo à frente, colocando uma mão gentil no ombro da mãe de Kely. “Nós faremos tudo o que pudermos para garantir que a jornada de Kely seja o mais indolor possível. Vocês duas são incrivelmente fortes por escolherem esse caminho.”
Kely sorriu levemente. “Obrigada. Eu sei que vocês e a equipe vão cuidar de mim.”
Sua mãe, ainda segurando os soluços, enxugou as lágrimas com as mãos trêmulas. “Se é isso que você realmente quer, então eu estarei ao seu lado.”
“É,” Kely disse suavemente. “Eu não quero viver com medo, esperando pelo fim. Eu quero fazer algo significativo, Mamãe. Para nós duas.”
Sua mãe assentiu novamente, desta vez com mais certeza, mesmo que a dor em seu coração ainda pesasse. “Então enfrentaremos isso juntas.”
Clifford e Ivan guiaram Kely e sua mãe pelo corredor até o quarto suíte que haviam preparado meticulosamente para ela. O quarto era espaçoso e luxuoso, mobiliado com tudo que Kely poderia precisar durante sua estadia, de equipamentos médicos de última geração a comodidades aconchegantes que faziam parecer mais uma casa do que um quarto clínico. A atmosfera era acolhedora e convidativa, um lugar projetado para oferecer tanto conforto quanto cuidado.
Assim que entraram, o rosto de Kely iluminou-se com surpresa. “Olha como eles estão me mimando, Mamãe!” ela exclamou, correndo para as amplas portas de vidro que levavam para uma varanda espaçosa. A vista se estendia por um jardim exuberante, com a luz do sol entrando, banhando o quarto em um brilho dourado. “É como se eu estivesse hospedada em um hotel cinco estrelas!”
Sua mãe sorriu suavemente, a visão da alegria de sua filha aliviando sua ansiedade um pouco. “É lindo, querida,” ela disse, embora sua voz tremesse levemente com preocupação que persistia.
Ivan deu um passo à frente com um sorriso tranquilizador. “Nós garantimos que você terá tudo o que precisa, Kely. Você não terá tempo para se sentir entediada aqui, eu prometo. Nós organizamos atividades e até algumas terapias relaxantes para ajudá-la a se sentir à vontade.”
Kely virou-se para Ivan e Clifford, seu sorriso cheio de gratidão. “Muito obrigada, a ambos. É mais do que eu poderia ter imaginado.”
Clifford assentiu calorosamente. “Queremos ter certeza de que você se sinta confortável enquanto fazemos tudo o que pudermos por você.”
Sua mãe, respirando fundo, caminhou até o lado da cama e tocou os lençóis macios. “Vocês realmente pensaram em tudo…” ela murmurou, sua voz preenchida tanto com gratidão quanto com o medo não dito do que estava por vir.
Ivan notou sua hesitação e se aproximou gentilmente dela. “Sra. Johnson, sabemos que é difícil, mas por favor, tenha certeza de que Kely está em boas mãos. Nossa equipe é dedicada ao cuidado dela, e nós garantiremos que seu conforto seja sempre nossa principal prioridade.”
Sua mãe olhou para Ivan com um sorriso fraco. “Eu só quero que ela seja feliz… que se sinta segura.”
“E ela será,” Clifford interveio, sua voz estável e calma. “Nós não estamos apenas tratando sua doença. Estamos tratando toda a sua experiência aqui. Isso significa manter sua mente e espírito elevados, assim como seu corpo.”
Kely voltou para o quarto da varanda, seus olhos brilhando com uma mistura de excitação e nervosismo. “Mamãe, é exatamente aqui que eu quero estar. Eu sinto como… talvez haja esperança aqui.”
Sua mãe piscou para afastar as lágrimas, concordando. “Se você se sente assim, Kely, então eu confiarei nisso.”
Ivan pigarreou, percebendo a mudança. “Bem, se você precisar de alguma coisa, Kely, basta apertar o botão de chamada ou nos avisar. Nós lhe daremos um tempo para se acomodar.”
Clifford, que havia observado em silêncio a conexão entre mãe e filha, deu um último aceno antes de ele e Ivan caminharem em direção à porta. “Vamos verificar como você está mais tarde,” ele disse. “Tome seu tempo para relaxar.”