Casamento Surpresa com um Bilionário - Capítulo 209
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- Capítulo 209 - 209 Unir Forças 209 Unir Forças Era outra manhã e Chuva
209: Unir Forças 209: Unir Forças Era outra manhã, e Chuva estava de volta ao trabalho, exatamente onde deveria estar. Como esperava, ela havia se tornado a estrela do escritório da promotoria. Olhares curiosos e intrigados a seguiam enquanto ela caminhava pelo corredor. Sussurros flutuavam no ar, mas ela mantinha a cabeça erguida, determinada a se concentrar em suas responsabilidades apesar da atenção.
“Bom dia,” Chuva cumprimentava todos no seu departamento que a reconheciam, e então seguia direto para seu escritório particular. Assim que se sentou, seu telefone tocou. Era a secretária do Promotor-Chefe pedindo para que ela comparecesse ao escritório do Chefe.
“Tão cedo pela manhã; fico me perguntando o que será desta vez,” ela murmurou com um suspiro antes de sair.
Ao chegar, a secretária a conduziu para dentro. Chuva arqueou a sobrancelha ao ver Henry já dentro da sala, compartilhando risadas com o Procurador-Chefe John Hart.
“Ah, você está aqui, Promotora Lancaster. Venha, sente-se,” o Chefe instruiu, e ela sentou-se em frente a Henry.
“Eu chamei os dois em relação ao caso Ordem Obsidiana,” John começou. Ele se voltou para Chuva e acrescentou, “Você não deve lidar com este caso sozinha, especialmente dada a sua complexidade. Quero que você e Henry trabalhem juntos nisso.”
Chuva notou o sorriso largo e satisfeito no rosto de Henry, mas manteve sua expressão neutra. “Certo…
“Então isso é bom,” John continuou. “Henry está aqui há anos e tem uma riqueza de experiência. Acredito que você aprenderá muito com ele, Promotora Lancaster.”
Chuva acenou educadamente e sorriu para o chefe. Após uma breve conversa sobre trabalho, o Chefe dispensou ela e Henry.
Enquanto saíam, ela murmurou com um toque de irritação, “Você realmente quer botar as mãos neste caso, hein?”
Henry riu, seus olhos brilhando com interesse. “Eu disse a você, Chuva, quero envolvimento próximo. Está claro que você não vai entregá-lo, então podemos muito bem unir forças.”
Chuva não conseguia conter sua curiosidade. Algo sobre a insistência de Henry neste caso parecia pessoal, como se houvesse mais em jogo por trás de seu comportamento profissional.
“Você é tão suspeito,” ela resmungou, estreitando os olhos para ele.
Henry riu, inclinando-se levemente. “Agora você está interessada em mim porque sou suspeito?” ele provocou com uma piscadela brincalhona.
Ela soltou um suspiro exasperado. “Pare de flertar comigo, Henry. Eu sou casada, e francamente, isso me deixa desconfortável.” Sua voz tinha uma borda afiada, e ela lançou a ele um olhar incisivo antes de se virar.
Sem esperar por uma resposta, ela caminhou de volta para seu escritório, seus passos rápidos. Ela ainda podia ouvir Henry rindo atrás dela, mas ela ignorou.
Ao entrar no escritório, seu telefone vibrou com uma chamada de Brandon. “Sim?”
“Você está disponível para se encontrar? Vania lembrou de algumas memórias que podem te dar algumas pistas para o seu caso,” ele a informou. Chuva não hesitou. Ela rapidamente informou ao escritório que ela estaria fora em trabalho de campo e seguiu para a saída.
Vendo seu apresso, Henry chamou por ela, “Isso está relacionado ao caso? Eu vou com você.”
“Não,” ela respondeu firmemente, sem diminuir o passo. “É um caso diferente em que estou trabalhando, Henry.”
Além do mais, não era como se ela estivesse mentindo… O caso de Vania ainda não estava confirmado para estar ligado à Ordem Obsidiana, mesmo que ela tivesse sido vítima de Michael Astor no Clube do Cavalheiro.
Era apenas uma suspeita que ela e Brandon compartilhavam de que O Clube do Cavalheiro poderia ter laços com a Ordem Obsidiana.
Ao se acomodar no carro, Chuva abriu seus arquivos, folheando os documentos enquanto revisava os detalhes. Desde que Alexandre insistiu em sua segurança, Rico havia sido designado como seu motorista e guarda-costas.
“Certifique-se de que não estamos sendo seguidos; estamos indo direto a um local seguro para encontrar uma testemunha,” Chuva instruiu Rico.
“Entendido, Senhora,” Rico respondeu, fazendo imediatamente uma ligação para coordenar a segurança.
Logo chegaram em uma das casas seguras de Brandon, onde Vania estava hospedada. Chuva entrou e viu Vania caminhando devagar com a ajuda de um fisioterapeuta, parecendo muito melhor do que a última vez que a viu confinada a uma cama de hospital.
“Você conseguiu,” Brandon a cumprimentou com um aceno de cabeça. Ele apontou para uma mesa próxima. “Sente-se; eu trarei Vania.”
Chuva sentou-se, observando enquanto Brandon gentilmente guiava Vania em sua direção. Era estranho vê-lo tão delicado, como se temesse que Vania se quebrasse com o menor passo em falso. Ela segurou um sorriso. Se Sanya estivesse aqui, ela seria rápida em provocar Brandon, dizendo que ele finalmente havia se apaixonado por uma mulher.
Quando Vania se aproximou, seus olhos se fixaram no rosto de Chuva, um lampejo de reconhecimento brilhando em seu olhar. Ela hesitou, sua expressão mudando conforme as memórias pareciam vir à tona. Chuva ofereceu a ela um sorriso gentil e tranquilizador, mas os olhos de Vania se arregalaram, medo e admiração misturando-se em seu olhar.
“É… você,” Vania gaguejou, sua voz apenas um sussurro. Ela recuou levemente, se agarrando ao braço de Brandon para apoio. “Eu me lembro… ‘Crepúsculo’…”
“Ah, isso? Ela é na verdade uma agente infiltrada trabalhando para mim. Ela entrou no Clube do Cavalheiro como uma artista para coletar informações,” Brandon informou, fazendo os olhos de Chuva se arregalarem em incredulidade. Ela não podia acreditar que ele tivesse revelado isso na frente de Vania.
“Sério?” Chuva lançou a Brandon um olhar que gritava, ‘O que diabos?’ Sua mente corria com as implicações de sua revelação, incerta se deveria estar impressionada ou irritada.
Brandon ofereceu um sorriso constrangido, seus ombros ligeiramente erguidos como se quisesse dizer, ‘O que eu fiz?’
Vania olhou para eles, confusão turvando suas feições. “Espera, você quer dizer que ela estava espionando eles?”
“Você poderia dizer isso,” Brandon respondeu com um sorriso pensativo enquanto ajudava Vania a se sentar. “De qualquer forma, conte a ela tudo o que você lembra porque ela vai ajudar você com este caso.”
Vania franziu a testa, sua expressão se transformando em incredulidade. “Mas como ela pode me ajudar? Ela é só uma espiã.”
Chuva não tinha certeza de como reagir. Vania tinha mostrado uma atitude durona durante o último encontro no Clube do Cavalheiro, e parecia que essa ferocidade não havia se apagado.
No entanto, ela também percebeu a tentativa de Vania de se desculpar. “Eu não quis parecer depreciativa,” Vania acrescentou, seu tom suavizando levemente. “É só que você é uma agente infiltrada, então eu não vejo como você pode me ajudar.”
Chuva riu, apreciando a honestidade. “Isso faz sentido,” ela murmurou, tentando manter a atmosfera leve.
Brandon rapidamente interveio, “Ela é promotora, Vania. Ela com certeza pode ajudar você neste caso.”
Os olhos de Vania se arregalaram levemente, e pela primeira vez, havia um lampejo de esperança em seu olhar. “Uma promotora? Então você tem autoridade para realmente fazer algo a respeito disso?”
“Sim,” Chuva afirmou, sua voz firme e tranquilizadora. “Estou aqui para coletar evidências, construir um caso, e garantir que os responsáveis sejam responsabilizados. Mas preciso da sua ajuda para fazer isso.”
Vania olhou para Chuva, incerteza se misturando com determinação. “Ok. Eu vou te contar o que eu me lembro,” ela disse, sua voz ganhando força. “Mas você tem que me prometer que vai me proteger.”
“Eu prometo,” Chuva respondeu sinceramente, sentindo o peso do compromisso. “Vamos começar do início.”