Casamento Surpresa com um Bilionário - Capítulo 201
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201: Não se Intrometa 201: Não se Intrometa Chuva se aproximou de Sanya, notando sua inquietação nervosa, seus lábios tremendo e seus olhos cheios de lágrimas não derramadas, mesmo que ela tentasse sorrir. Sem falar uma palavra, Chuva abriu os braços, “vem aqui”.
Sanya deu um passo adiante, imediatamente aceitando o abraço.
“Eu sinto muito… Eu sinto muito mesmo…” Sanya soluçou, sua voz mal era um sussurro.
Chuva a segurou perto, gentilmente passando a mão nas suas costas. O aperto de Sanya se intensificou como se tivesse medo de soltar, sua voz tremendo. “Eu senti sua falta, Chuva. Sinto muito por tudo.”
O coração de Chuva doeu com a emoção crua nas palavras de sua amiga. Ela sussurrou de volta, “Tudo bem, Sanya. Eu já te perdoei. Mas não posso mentir… Estou decepcionada. Doeu que você demorou tanto para me procurar.”
A voz de Sanya falhou, suas mãos tremendo enquanto ela agarrava os braços de Chuva. “Eu sei… Eu estraguei tudo. Eu sinto muito, Chuva. Eu sei o quanto eu te decepcionei. Eu só… Eu não sabia como começar, como explicar—”
Os olhos de Chuva suavizaram, mas ainda havia um traço de dor ali. “Sanya, você não é apenas uma amiga próxima; você é como uma irmã para mim. Depois de tudo que passamos, nosso vínculo era tão superficial que você sentiu que não podia confiar em mim? Sei que você pode ser impulsiva, mas eu nunca pensei que você me veria como alguém em quem você não podia se confiar…”
Sanya respirou fundo, seus olhos cheios de lágrimas. “Você tem razão. Eu devo a verdade a você. Há tanto que eu deveria ter te contado.”
Chuva manteve seu olhar firme, sua mão pousando suavemente no braço de Sanya. “Então comece do princípio, Sanya. Sem mais segurar. Você não precisa carregar isso sozinha.”
Sanya concordou com a cabeça, sua voz apenas um sussurro. “É… sobre minha mãe biológica. Eu a encontrei alguns meses atrás. Ela está no hospital e a cirurgia que ela precisa… é cara.” Ela olhou para baixo, vergonha atravessando seu rosto. “Eu estava desesperada, Chuva. Eu achei que poderia lidar sem te preocupar, mas… eu estava errada.”
A expressão de Chuva se suavizou, uma mistura de compreensão e tristeza. “Sanya, você deveria ter confiado em mim. Você também é minha família. Você não precisa suportar isso sozinha, não enquanto eu estou bem aqui.”
O alívio no rosto de Sanya era quase palpável enquanto ela abraçava Chuva apertado. “Obrigada, Chuva. Eu sinto muito… Eu só tinha tanto medo de te decepcionar. Mas no final, ainda assim aconteceu.”
Chuva a segurou perto, passando a mão nas suas costas gentilmente. “Tudo bem, Sanya. Você já pediu desculpas o suficiente. Agora, pare de chorar e vamos voltar para as crianças.”
Sanya conseguiu uma risada aquosa, e juntas elas voltaram, de mãos dadas.
Quando se aproximaram das crianças, Sanya parou de repente, seu rosto vermelho como se ela tivesse lembrado de algo.
“O que houve?” Chuva perguntou, sentindo a tensão na expressão de Sanya.
“Eu… eu esqueci de te contar algo importante.” Sanya a puxou para um canto tranquilo perto da janela, fora do alcance auditivo de Alexandre e das crianças.
A curiosidade de Chuva cresceu, especialmente quando o rosto de Sanya ficou ainda mais vermelho. Um sentimento repentino disse a Chuva que o que quer que Sanya estava prestes a revelar seria surpreendente.
“Eu… bem, eu concordei em namorar William por um mês”, Sanya finalmente confessou, sua voz vacilante, mas resoluta. “Só para ver se a gente se entende. E… se der certo, então nós concordamos que vamos… nós vamos nos casar.”
Os olhos de Chuva se arregalaram, e ela piscou rapidamente, momentaneamente sem palavras.
“Aquele brutamontes!” Chuva rosnou, imediatamente adivinhando que fora William quem teve a ideia.
“Chuva, não fique brava com ele. Ele não me forçou a fazer isso.” O rosto de Sanya estava vermelho-vivo enquanto ela gaguejava, “Eu… eu escolhi fazer isso. Além disso, William é… bem… ele é meio que… meu tipo.”
Chuva piscou, sua frustração cedendo à surpresa. “Seu tipo?”
Sanya concordou com a cabeça, olhando para longe como se estivesse muito envergonhada para encará-la. “Ele pode ser intenso, claro, mas… ele tem esse lado dele que é gentil e atencioso.” Ela deu a Chuva um pequeno sorriso tímido.
“Você tem certeza disso?” Chuva perguntou, franzindo os olhos para Sanya intensamente.
“Sim,” Sanya respondeu, a voz firme apesar das bochechas ruborizadas. Chuva conhecia sua amiga o suficiente para ver que Sanya estava sendo verdadeira. A maneira como ela fidgeted e evitava contato visual apenas confirmava. Chuva não pôde deixar de rir de quão adoravelmente confusa Sanya parecia, seu constrangimento a tornava ainda mais cativante.
“Tudo bem, você é madura o suficiente para tomar suas próprias decisões, mas ainda é sábio buscar conselhos quando você está confusa ou incerta sobre o que fazer,” Chuva disse pensativamente. Ela respirou fundo e suspirou.
“Estamos bem agora, então vamos deixar o passado para trás. Honestamente, você tem sorte que as coisas deram certo para mim e Alexandre depois do que você fez. Mas lembre-se, o resultado nem sempre será assim, então por favor, não deixe isso acontecer novamente. Não se meta na vida de outra pessoa sem o conhecimento dela.”
Sanya mordeu o lábio e concordou com a cabeça, sua expressão sincera. “Eu prometo não fazer isso de novo, Chuva. Eu realmente sinto muito, e obrigada por me dar outra chance.”
Chuva concordou com a cabeça e segurou a mão de Sanya enquanto caminhavam de volta em direção a Alexandre e as crianças, que conversavam animadamente sobre seus presentes.
“Olha o que eu ganhei, Mana Linda!” uma das crianças exclamou, segurando um brinquedo colorido. “É um carro de corrida! Você pode correr comigo?”
“Claro! Só não me deixe ganhar,” Chuva riu, desafiando a criança brincalhona.
“Eu sou mais rápido!” Alexandre entrou na brincadeira com um falso bico, cruzando os braços em tom de brincadeira.
“Mais rápido? Nos seus sonhos, velhote!” Chuva provocou, mostrando a língua para ele. As crianças explodiram em gargalhadas, desfrutando do momento de brincadeira leve.
Naquele momento, a atmosfera mudou quando uma mulher familiar entrou no orfanato, sua presença instantaneamente atraindo atenção.
“Xander?” ela chamou, sua voz cortando a conversa alegre. Ela piscou surpresa, seus olhos se arregalando à vista dele.
Chuva engoliu em seco. Já fazia um tempo desde a última vez que ela viu, a mulher que ela admirava, alguém que sempre tinha sido gentil com ela. Ela a tinha encorajado a perseguir seus sonhos, não importa o quão difíceis eles parecessem. Ela tinha sido uma inspiração na vida de Chuva.
“Tia Summer,” Alexandre respondeu, o tom de sua voz também tinha um toque de surpresa.
A Sra. Summer Cartier se aproximou rápidamente, e seu sorriso amigável habitual iluminou a sala. “Eu não esperava encontrar você aqui, Xander!” ela exclamou com sua voz usualmente calorosa e acolhedora.